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title: 24. Portal, caso e ciclo de vida
slug: 24-portal-caso-e-ciclo-de-vida
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createdAt: 2026-10-13T14:41:54.093Z
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*O site de quem pede, a fila de quem atende, a matriz que diz o que a plataforma aceita e as regras que agem sobre o caso.*

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### <font color="#15803D">O portal é outro endereço</font>

**\`/portal\`**, e não uma aba do produto.

A separação não é estética. Quem abre um chamado trabalha na empresa, não é auditor: entrar no produto para pedir ajuda significa atravessar um menu de auditorias, riscos e não conformidades que não lhe diz respeito e no qual ele não tem o que fazer. Uma barra lateral de portas trancadas faz a pessoa concluir que errou de lugar — e o que ela faz então é telefonar. **O chamado que nasce de um telefonema nasce sem registro.**

O portal tem endereço próprio, pacote próprio e tela própria: cabeçalho, seletor de tema, seletor de tamanho de texto, e nada mais. **A autenticação continua sendo a mesma** — o mesmo servidor, o mesmo cadastro de pessoas. Identidade separada seria um segundo cadastro de usuários para manter, e um segundo lugar onde alguém esquece de remover quem saiu da organização.

A aba Pedir ajuda continua existindo dentro do produto, como atalho para quem já está lá. É o mesmo componente, e não uma segunda implementação.

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### <font color="#15803D">O que o colaborador faz no portal</font>

O portal é a casa de quem trabalha na organização, e não só de quem pede ajuda. As abas:

| **aba**                   | **o que é**                                                                        | **pede**                               |
| ------------------------- | ---------------------------------------------------------------------------------- | -------------------------------------- |
| **Preciso de ajuda**      | procurar no catálogo e na base; se não resolver, abrir o chamado                   | `caso:abrir`                           |
| **Leitura obrigatória**   | os documentos que a organização pede que você leia; a ciência fica ligada à versão | `documento:ler`                        |
| **Pesquisar e perguntar** | procurar documentos do acervo, ou perguntar à base em linguagem natural            | `documento:ler`, `documento:perguntar` |
| **Análise de aderência**  | trazer um documento e ver se ele atende às normas marcadas; nada é guardado        | `documento:analisar`                   |
| **Meus chamados**         | acompanhar os próprios chamados                                                    | `caso:abrir`                           |

Cada aba aparece só para quem tem a permissão. O **Solicitante** (quem entra pelo login da empresa) tem a ajuda, os chamados, a leitura e a pergunta à base; a **análise de aderência** é do **Colaborador** (quem entra por convite), que também responde auditoria no **/responder**. Ler, perguntar e analisar a aderência não consomem licença por si (D11); o que consome é o perfil — o Colaborador ocupa vaga de Analista, porque responde auditoria. O custo da IA fica contido pela cota diária por pessoa. As mesmas telas continuam no menu do produto (Acervo), para o auditor e o gestor.

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### <font color="#15803D">São três páginas, e elas se citam</font>

| **Endereço** | **Quem entra**               | **O que faz**                                   |
| ------------ | ---------------------------- | ----------------------------------------------- |
| /            | auditor, gestor              | conduz auditorias, trata achados, monta painéis |
| /responder   | a área ou equipe avaliada    | responde as perguntas que lhe foram despachadas |
| /portal      | quem precisa de alguma coisa | procura na base de conhecimento e abre chamado  |

As três compartilham **o mesmo login** — o mesmo servidor, o mesmo cadastro de pessoas. Identidade separada seria um segundo cadastro de usuários para manter, e um segundo lugar onde alguém esquece de remover quem saiu da organização.

Quando o tenant configurou o próprio provedor de identidade (*Integração com o diretório*), a entrada do portal e do /responder mostra **Entrar pelo provedor da organização**, acima do login e senha. É o provedor do tenant daquele endereço, o mesmo da plataforma, e a volta dele cai de novo no site de onde a pessoa saiu, e não na plataforma. Com o tenant em "só o login da empresa", o formulário de senha some e fica só o botão.

E se citam: o rodapé de cada uma leva às outras duas, e o rodapé do menu lateral do produto leva às duas de fora. Separadas sem se citarem viram ilhas, e a pessoa que precisa da outra volta a perguntar a alguém por onde se entra — que é exatamente o que a separação veio evitar.

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### <font color="#15803D">O artigo vem antes do formulário</font>

Metade do que chega como chamado já está respondida na base de conhecimento. Um portal que abre o formulário primeiro transforma toda dúvida em chamado — e o artigo que resolveria em trinta segundos vira uma fila de dois dias.

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### <font color="#15803D">Quando a palavra não acha, a descrição acha</font>

A busca do portal é por termo. Quem escreve *"não consigo entrar"* não encontra um item chamado *"Redefinição de senha"*, porque as palavras não coincidem — e era esse o ponto em que a pessoa desistia do portal.

Quando a busca **não acha nada** e há o que descrever, aparece **Classificar o que eu escrevi**: a plataforma lê a descrição e diz onde aquilo se encaixa.

•     **Com catálogo cadastrado**, o modelo **escolhe** dentro do que existe. Não inventa galho novo: um catálogo que cresce sozinho a cada chamado deixa de ser catálogo em um mês, e a fila de atendimento passa a ter trezentas categorias com um caso cada.

•     **Sem catálogo** — que é o estado de fábrica —, ele **propõe** um trio novo: serviço, categoria e subcategoria. É o único modo em que ele escreve no catálogo, e mesmo assim só depois de alguém com permissão de administrar aceitar.

•     **"Nenhuma serve"** é uma resposta legítima, e a tela a mostra como tal. Um chamado mal classificado vai para a fila errada e espera lá; um palpite classificado parece uma decisão.

A sugestão **não abre o chamado** e não se aplica sozinha. Ela vem com o nome do modelo e o grau de confiança, e quem confirma é quem pediu — sugestão aplicada sem confirmação é decisão sem autor, e quando erra não há a quem perguntar por quê.

A classificação exige um modelo de linguagem ativo em **Administração ▸ Modelo de linguagem**. Sem ele, a tela diz isso em vez de falhar em silêncio.

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### <font color="#15803D">Casos — abrir, atender e encerrar</font>

A tela **Casos** é a fila de quem atende. Filtre por **Estado**, **Prioridade**, **Buscar** (número ou título) e **só os meus**; a barra de cada linha diz qual relógio corre e quanto dele já passou.

1.     Para registrar, clique em **Abrir caso**. Preencha **O que aconteceu** (obrigatório), **Detalhe**, **Item do catálogo** (ou *sem item — o atendente classifica*), **Impacto** e **Urgência**. Marque **Envolve dado pessoal** quando for o caso: eleva a prioridade e aciona o prazo legal. Clique em **abrir**.

2.     Clique no caso. No topo ficam os **Relógios do acordo**; abaixo, as abas **Trabalho**, **Vínculos** e **Linha do tempo**.

3.     Em **Responder**, escreva e clique em **Responder ao solicitante** — é o que cumpre o relógio de primeira resposta — ou em **Nota interna**, que o solicitante não vê.

4.     Em **Tarefas**, clique em **concluir** em cada uma. As **obrigatórias** aparecem marcadas.

5.     Em **Mover o caso**, os botões são as situações para onde o ciclo de vida deixa ir; algumas pedem motivo.

6.     Para fechar, clique em **Encerrar com causa**: escolha a **Categoria de causa**, escreva a **Solução aplicada** (obrigatória) e, se houve, a **Solução de contorno**. Clique em **encerrar**.

A prioridade sai da matriz da política (impacto × urgência); quando algo a eleva, o caso diz de quanto e por quê.

Para ligar o caso a um objeto de governança, na aba **Vínculos**:

1.     Clique em **Vincular a um registro**.

2.     Escolha o **Tipo de registro** — risco, não conformidade, controle, ativo (alvo), processo, auditoria, política, oportunidade, plano de ação ou outro caso — e a **Relação**. Para risco, a relação padrão é **materializa**: o caso conta como ocorrência do risco e entra no histórico de frequência da reavaliação. **Materializa** só existe para risco, e **duplica** só para outro caso.

3.     Busque pelo número ou pelo título e clique no registro. O vínculo aparece na lista, com o nome do registro, e a prioridade é recalculada — vínculo com risco de criticidade alta ou com contrato sobe um degrau.

4.     Para desfazer, clique no **x** do vínculo e confirme em **Desfazer vínculo**. A linha do tempo registra a remoção, e a prioridade é recalculada sem ele.

Vincular e desfazer pedem a permissão de atender caso. Os vínculos criados por regra ("Vincular a um registro", em Regras de atendimento) aparecem na mesma lista.

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### <font color="#15803D">O ciclo de vida do caso é seu</font>

**Tratamento ▸ Ciclo de vida do caso** (pede a permissão de administrar casos).

1.     Escolha o tipo: **Incidente**, **Requisição**, **Problema**, **Incidente maior** ou **Ocorrência**.

2.     Na matriz, cada linha é a situação de origem e cada coluna a de destino. Clique na célula para ligar ou desligar a transição.

3.     Clique em **Gravar o ciclo**. O botão fica desligado enquanto nada mudou ou enquanto algum status ficaria sem saída.

A plataforma nasce com nove situações por tipo de caso — incidente, requisição, problema, incidente maior e ocorrência — e com o desenho de fábrica de **o que liga cada uma às outras**.

A tela é uma **matriz**, e não uma lista de transições. A diferença não é estética: numa lista, *"de Resolvido não se volta para Novo"* é uma linha que não existe, e o que não existe não se vê. Na matriz é uma célula vazia — que se vê, e que se clica para mudar de ideia.

O que **não** estiver marcado a plataforma recusa. É isso que impede um chamado de encerrar sem que ninguém o tenha olhado.

*As regras do desenho de fábrica*

| **Regra**                                                            | **Por quê**                                                                                                                                                      |
| -------------------------------------------------------------------- | ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- |
| de **Novo** só se vai para triagem, atendimento ou cancelado         | encerrar um caso que ninguém olhou é a forma mais comum de fila limpa mentindo sobre trabalho feito                                                              |
| os três **"aguardando"** voltam para atendimento, e não para triagem | o caso já foi triado; refazê‑lo joga fora a decisão de quem triou                                                                                                |
| **Resolvido** reabre para atendimento                                | resolver é uma afirmação sobre o problema, e quem abriu pode discordar                                                                                           |
| **Encerrado** e **Cancelado** não saem                               | um estado terminal do qual se sai não é terminal: é um estado intermediário com nome de fim, e todo indicador que conta "encerrados" passa a contar o que voltou |

*O que a gravação recusa*

Três incoerências, e a recusa é deliberada. Uma máquina de estados incoerente não quebra nada no momento em que é gravada: ela quebra semanas depois, quando um caso entra num status de onde não sai, e o que se vê então é um chamado parado que ninguém entende.

•     transição de um status para ele mesmo;

•     saída a partir de um estado terminal;

•     status sem nenhuma saída — a tela avisa **enquanto você edita**, e não só ao gravar, porque descobrir isso no fim faria você refazer a matriz inteira para achar a linha vazia.

**Voltar ao de fábrica** apaga o seu desenho. A linha de fábrica fica intacta o tempo todo, e é por isso que voltar sempre funciona.

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### <font color="#15803D">Regras de atendimento: condição e ação em listas</font>

Em **Tratamento ▸ Regras de atendimento** (pede a permissão de administrar casos), a regra se monta escolhendo, e não escrevendo JSON:

1.     Clique em **Nova regra**. Preencha **Nome**, **Descrição**, **Gatilho** e **Ordem**.

2.     Em **Condição**, clique em **Adicionar condição** para cada linha e escolha em **Vale quando** se valem todas as linhas ou qualquer uma.

3.     Em **Ação**, escolha **O que fazer** e preencha os parâmetros que aparecem.

4.     Deixe **Ativa** e **Só simular (não age sobre o caso)** marcadas enquanto testa. Clique em **Gravar**.

5.     Na lista, clique em **Ensaiar**, escolha o **Caso** e clique em **Rodar sem executar**. O botão **Conferir em …** leva ao lugar onde o efeito apareceria.

6.     Satisfeito, abra a regra (**Editar**), desmarque **Só simular** e grave.

**Varrer agora** roda na hora a varredura do tempo que a plataforma faz sozinha a cada cinco minutos. **Remover**, dentro do editor, pergunta antes de apagar a regra: o log de disparos dela sai junto, e o que ela já fez nos casos fica no histórico de cada um. Para só pausar, desmarque **Ativa**. O que cada regra fez aparece na coluna **Disparos**, ao lado da lista.

O que cada parte faz:

•     **Gatilho** — quando a regra é avaliada: o caso nasce, muda, encosta no prazo ou para de andar.

•     **Condição** — linhas de *campo*, *operador* e *valor*. Os campos com valores conhecidos (prioridade, impacto, urgência, nível, tipo, estado) oferecem a lista; os demais aceitam texto. Escolha se valem **todas** as linhas ou **qualquer** uma. Sem linha, a regra vale para todo caso do gatilho.

•     **Ação** — o que fazer: notificar, atribuir, alterar um campo, mudar o status, criar tarefa, escalonar ou vincular. Cada ação mostra só os parâmetros dela (para quem notificar, por qual modo atribuir, qual campo e valor, e assim por diante).

A regra continua gravada no mesmo formato de antes, e o JSON segue disponível em **Editar como JSON (avançado)**. Uma regra antiga com grupos aninhados (um "e" dentro de um "ou") abre direto no modo avançado, com um aviso: o formulário não a mostraria inteira, e abrir num formulário que a achatasse mudaria o que ela faz.

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### <font color="#15803D">O ensaio diz onde conferir e o que esperar</font>

Antes ele terminava em *"notificaria ATENDENTE sobre INC-2026-000015"* e parava ali, deixando duas perguntas sem resposta — **onde eu confiro?** e **o que eu devo ver?** — cuja única saída era disparar de verdade e procurar. Ensaio que obriga a executar para ser entendido não é ensaio.

Agora cada ensaio devolve três coisas: a **página** onde o registro muda, o **link** para ela já apontado ao caso, e uma frase no futuro dizendo o que aparece lá.

| **Ação**       | **Onde conferir** | **O que esperar**                                                                                                |
| -------------- | ----------------- | ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- |
| Notificar      | Avisos            | um aviso novo para o destinatário, com aquele assunto; sai também por e-mail se a conta estiver configurada      |
| Atribuir       | o caso            | o campo Atendente deixa de estar vazio e o relógio de atribuição para                                            |
| Alterar campo  | o caso            | o campo passa a valer aquilo, e a troca entra no histórico com o nome da regra                                   |
| Alterar status | o caso            | o caso vai para aquele status — se a transição não existir no ciclo de vida, a regra falha e a falha fica no log |
| Criar tarefa   | o caso            | uma tarefa nova, pendente e sem dono                                                                             |
| Escalar        | o caso            | um escalonamento registrado e um aviso a quem a matriz da política aponta                                        |
| Vincular       | o caso            | um vínculo novo, visível nos dois lados                                                                          |

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### <font color="#15803D">"Ao disparar, nada mudaria"</font>

O ensaio avisa **antes** quando a ação dispararia sem fazer nada. O caso de sempre: a regra avisa o atendente, e o caso ainda não tem atendente — ela dispara, registra o disparo e não avisa ninguém. Era exatamente isto que se via como *"ficou disparando e nada aconteceu"*.

Quando acontece de verdade, **o disparo não fica gravado como sucesso**. A linha antiga dizia que a regra agiu, e quem investigava acreditava no log.

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### <font color="#15803D">Uma regra de tempo não se repete com o caso parado</font>

Três gatilhos não dependem de ninguém agir — **percentual de SLA**, **prazo** e **inatividade** — e a condição deles continua verdadeira enquanto o caso fica parado. Sem memória, a varredura de cinco em cinco minutos redisparava a mesma regra sobre o mesmo caso indefinidamente: dois casos chegaram a **388 disparos cada** em dois dias. Em simulação isso enche o log; ligada, seriam 388 e-mails para a mesma pessoa sobre o mesmo chamado — e o que a organização faz com isso é desligar a automação inteira.

A memória é o **movimento do caso**, e não um intervalo fixo: assim que alguém interage, o aviso volta a poder sair. Um intervalo fixo silenciaria o aviso de um caso que acabou de mudar de mão, que é justamente quando ele importa.

O ensaio mostra quantas vezes aquela regra já disparou sobre aquele caso. Número alto é quase sempre condição que nunca deixa de ser verdadeira.
