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title: Financeiro — títulos (contas a pagar e a receber)
slug: financeiro-titulos-contas-a-pagar-e-a-receber
docTags: 
createdAt: 2026-08-14T12:47:26.014Z
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# Financeiro — títulos (contas a pagar e a receber)

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Pré-requisitos: [Cadastro fiscal próprio](docId\:Q-zx6Qk4pMFD09yrhmsve), [Cadastros gerais (parceiros e produtos)](docId:6xpQsdWQ2NTyI40BFqDS-) (fornecedores e clientes) e [Financeiro — cadastros de apoio](docId\:yTzjjyyML1B_60VgwDT09) (contas bancárias, categorias financeiras e centros de custo/resultado).
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## Introdução

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A vida financeira da empresa gira em torno de dois fluxos: **o que você precisa pagar** (fornecedores, impostos, salários, aluguel) e **o que você precisa receber** (clientes, comissões, restituições). Esta página cobre o módulo de **Títulos** — em **Financeiro → Títulos** — onde o operador do financeiro lança cada conta, faz a **baixa** (liquidação total ou parcial), registra **juros, multa e descontos**, distribui o valor por **centro de custo** (rateio), compensa **adiantamentos** e passa os títulos de valor alto pela ***alçada* de aprovação**.

Boa parte desses títulos nasce **automaticamente** a partir de notas de entrada ([Compras](docId:3mdo_BH5DDXIp3VIh4ATK)) e pedidos de venda ([Vendas e CRM](docId\:TaINdkXLJcUzyq0xUuGfH)) — o sistema mostra a origem na ficha do título. Aqui você aprende o ciclo completo, incluindo o **lançamento manual**, útil para despesas avulsas, impostos e adiantamentos que não vêm de um pedido.

## Passo a passo

***

### Abrir a lista de títulos

1. **Abra "Títulos".** No menu lateral, clique em **Financeiro → Títulos**. A lista mostra tipo (**A pagar** / **A receber**), parceiro, vencimento, valor, saldo e situação. Quando o valor tem imposto retido na fonte, a coluna de valor mostra três linhas — **Bruto**, **Retido** e **Líquido**.:inlineImage[]{src="https://itsm-labdev.cloud4biz.com/portal/docs-img/manual/023-financial-documents.png" alt caption width="3200" height="2000"}
2. **Localize um título.** Use a busca no topo da lista (por nome do parceiro ou descrição). A situação aparece como uma etiqueta colorida: Aberto, Parcial, Quitado ou Cancelado. Títulos retidos pela alçada exibem ainda um aviso **Aprovação pendente** ao lado da situação.

### Lançar uma conta a pagar manual

1. **Novo título.** Clique em **Novo título** (canto superior direito). Abre o formulário de cadastro.
2.

**Silêncio quer dizer que não há orçamento cobrindo aquela categoria naquela data.** Não é falha: é a ausência de um teto a respeitar.

**Ele funciona mesmo sem preencher "Linha de orçamento".** A busca é pela **categoria**, não pelo empenho — por isso vale para o título comum, que é a maioria.

**O aviso não impede o lançamento.** Ele informa; quem decide é você. O bloqueio, quando o órgão quiser um, é a política de vínculo obrigatório descrita abaixo.

Três coisas que valem entender:

**O aviso de comprometimento do orçamento.** Assim que você escolhe a **Categoria**, informa o **Vencimento** e digita o **Valor**, o sistema procura uma linha de orçamento aprovada que cubra aquela categoria naquela data e, se achar, mostra ali mesmo o **nível de comprometimento** — planejado, comprometido, realizado e disponível. Se o valor que você está lançando passa do disponível, o aviso muda para **alerta**, mostrando quanto sobra e quanto você está lançando.

**Preencha o cabeçalho.** No formulário:

:::Paragraph{listStyleType="disc" indent="2"}
**Tipo** — escolha **A pagar**.
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:::Paragraph{listStyleType="disc" indent="2"}
**Parceiro** — busque o fornecedor na lista (ex.: Fornecedor Exemplo Ltda, cadastrado na página [Cadastros gerais (parceiros e produtos)](docId:6xpQsdWQ2NTyI40BFqDS-)).
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:::Paragraph{listStyleType="disc" indent="2"}
**Conta de destino** — apenas para contas **a pagar**: escolha a conta bancária do fornecedor para onde o pagamento será roteado (banco 341 — Itaú, ag. 0001, conta 12345-6). Se o fornecedor não tem conta cadastrada, o sistema avisa que o título ficará **sem roteamento** — você pode salvar assim mesmo e roteá-lo depois na tesouraria.
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:::Paragraph{listStyleType="disc" indent="2"}
**Categoria** — escolha a categoria financeira / conta de despesa (ex.: 5.1.1.05 — Despesa de aluguel). Ela liga o título ao *plano de contas*.
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:::Paragraph{listStyleType="disc" indent="2"}
**Valor** — ex.: R$ 1.250,00.
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:::Paragraph{listStyleType="disc" indent="2"}
**Vencimento** — a data em que a conta vence.
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:::Paragraph{listStyleType="disc" indent="2"}
**Descrição** — ex.: Aluguel matriz SP — maio/2026.
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:::Paragraph{listStyleType="disc" indent="2"}
**Adiantamento** — deixe **desmarcado** para uma conta comum. Marque apenas se este lançamento for um adiantamento a compensar depois (ver adiante).
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1. **Salve.** Clique em **Salvar**. O título é criado com situação Aberto e o sistema abre a **ficha** dele.

### Lançar uma conta a receber manual

1.

Observação: o campo **Conta de destino** só aparece para contas **a pagar**; para recebíveis o roteamento de cobrança é tratado na tesouraria ([Tesouraria](docId:75tXS8u8o-8q4dR2arnmw)).

**Novo título — a receber.** Volte a **Financeiro → Títulos**, clique em **Novo título** e, em **Tipo**, escolha **A receber**. A estrutura é a mesma:

:::Paragraph{listStyleType="disc" indent="2"}
**Parceiro** — o cliente (ex.: Cliente Exemplo Ltda).
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:::Paragraph{listStyleType="disc" indent="2"}
**Categoria** — ex.: 4.1.1.05 — Outras receitas.
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:::Paragraph{listStyleType="disc" indent="2"}
**Valor, vencimento, descrição** — ex.: R$ 1.250,00, vencimento e Comissão sobre indicação — abril/2026.
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1. **Salve.** O recebível entra na lista com situação Aberto, amarrado ao cliente e à categoria escolhida.

### Abrir a ficha de um título

1. **Abra a ficha.** Na lista, clique na linha do título (ou no ícone de editar à direita). A ficha reúne o **Resumo** (tipo, parceiro, vencimento, valor, saldo, descrição e origem) e todos os blocos de ação: aprovações, baixa, juros/multa/descontos, rateio, compensação de adiantamento e histórico.:inlineImage[]{src="https://itsm-labdev.cloud4biz.com/portal/docs-img/manual/007-financial-documents-detail.png" alt caption width="3200" height="2000"}

### Aprovar um título retido pela alçada

A *alçada* limita até quanto cada papel pode aprovar. Quando existe uma regra de alçada e o título passa do teto, ele **não fica pagável direto**: entra na fila de aprovação. O cadastro dessas faixas fica em **Financeiro → Alçada de títulos**.

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**Não confunda com Administração → Autoridade.** São duas coisas com o mesmo apelido. **Autoridade** ([Administração](docId\:Z8SS7r6Bvhs09rP1SPxUD)) diz *quem pode executar cada operação* do sistema — é permissão. **Alçada de títulos** diz *a partir de qual valor um título precisa de aprovação* — é limite financeiro. Um usuário pode ter a permissão e ainda assim ver o título parar na fila, porque o valor estourou a faixa.
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### Cadastrar as faixas de alçada

Em **Financeiro → Alçada de títulos**, cada regra é uma faixa de valor com um cargo aprovador:

- **De / Até** — a faixa em que a regra vale. **Deixe o "Até" em branco** para a regra sem teto, aquela que pega todo valor acima do piso.
- **Cargo aprovador** — quem decide nessa faixa.
- **Ordem de avaliação** — quando duas faixas se sobrepõem, a de **menor** ordem responde. Sem isso, duas regras concorrentes dão resultado imprevisível.
- **Tipo de título** — a pagar ou a receber; a mesma faixa raramente serve aos dois.

**A armadilha, e ela é silenciosa:** um título cujo valor **não cai em faixa nenhuma** é pago **sem aprovação**. Aqui a ausência de regra é permissão, não negativa — o oposto do que a intuição sugere. Se a intenção é que tudo passe por alguém, é preciso existir uma faixa que comece em zero.

Regra errada não se apaga: ela é **desativada** e pode ser **reativada** depois, para o histórico de quem aprovou o quê continuar fazendo sentido.

1. **Verifique a pendência.** Na ficha, o bloco **Aprovações** lista as aprovações do título. Uma aprovação pendente aparece com a etiqueta **Aprovação pendente**. Enquanto ela não for resolvida, o título fica retido.
2. **Aprove ou rejeite.** Um usuário com alçada suficiente clica em **Aprovar** (libera o título) ou **Rejeitar**. Ao aprovar, o título volta a ficar disponível para baixa; se o valor exceder o seu próprio teto, o sistema recusa e mantém a pendência.

### Dar baixa (liquidar) um título

A **baixa** é a liquidação do título — total ou parcial. É o registro de que a conta foi paga (ou recebida). Cada baixa reduz o **saldo** e gera o *lançamento contábil* correspondente.

1. **Abra o bloco "Baixar".** Na ficha, localize o cartão **Baixar**. Ele só aceita baixa enquanto o título está Aberto ou Parcial.
2. **Baixa parcial.** Informe um valor **menor** que o saldo (ex.: R$ 500,00 de um saldo de R$ 1.250,00) e clique em **OK**. O título passa para situação Parcial e o saldo cai para R$ 750,00.
3. **Baixa total.** Informe o **saldo restante** e confirme. O título passa para Quitado e o saldo vai a zero. A partir daí o cartão de baixa fica fechado (mensagem de que o título não está mais aberto para baixa).

### Registrar juros, multa e descontos

Um título pago em atraso pode receber **juros** e **multa**; um título pago adiantado pode receber **desconto**. Esses acréscimos e abatimentos são registrados sem alterar o valor nominal do título.

1. **Abra o bloco "Juros, multa e descontos".** Na ficha, escolha o **Tipo** (Juros, Multa, Outra taxa, Desconto ou Outra dedução), informe o **Valor** e, se quiser, uma **Descrição** (ex.: Atraso 10 dias, multa convencional). Clique em **Registrar**.
2. **Confira o saldo com acréscimos.** O cartão mostra a **soma líquida dos acréscimos** e o **saldo em aberto (com acréscimos)** — é esse saldo ajustado que o operador considera na hora de quitar. Cada acréscimo lançado aparece na lista com etiqueta (verde para descontos/deduções, amarela para juros/multas) e data.

### Ratear o título por centro de custo

O **rateio** distribui o valor do título entre vários *centros de custo*, quando uma despesa é compartilhada (ex.: aluguel dividido entre administração e vendas). A soma dos percentuais tem de fechar em **100%**.

1. **Abra o bloco "Rateio".** Na ficha, cada linha do rateio tem um **centro de custo** e um **percentual**. Escolha o centro (ex.: CC-ADM — Administrativo) e informe o percentual (ex.: 60).
2. **Adicione as demais linhas.** Clique em **+ Adicionar centro** para incluir outra linha (ex.: CC-COM — Comercial com 40). O total aparece em verde quando fecha **100,00%** e em vermelho enquanto não fecha.
3. **Salve o rateio.** O botão **Salvar** só habilita quando o total está correto. O rateio fica gravado no título.

### Compensar e aplicar adiantamentos

Um **adiantamento** é um título marcado com a caixa **Adiantamento** no cadastro. Ele pode ser **compensado** contra outro título do mesmo parceiro e do mesmo tipo (adiantamento a fornecedor abate uma conta a pagar; adiantamento de cliente abate um recebível).

1. **Compensar manualmente.** Na ficha de um título comum (não adiantamento) que esteja Aberto ou Parcial, use o bloco **Compensar adiantamento**: escolha o adiantamento em aberto do mesmo parceiro, informe o **valor** a compensar e clique em **Salvar**. O saldo do título cai pelo valor compensado.
2. **Aplicar adiantamentos automaticamente.** No bloco **Aplicar adiantamentos automaticamente**, clique em **Aplicar agora**. O sistema consome todos os adiantamentos em aberto daquele parceiro, do mais antigo ao mais novo, até zerar o saldo do título — e lista quais adiantamentos foram aplicados e por quanto.

### Ações sobre o título (cancelar, bloquear, prorrogar, endossar)

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**O título é um documento com ciclo de vida, não um cadastro editável.** Depois de lançado, o **valor de face nunca muda** e o título **não se edita nem se apaga direto**: ele muda apenas por **ações de ciclo de vida** — baixa, cancelamento, prorrogação, endosso, renegociação. Isso preserva a trilha de auditoria e a integridade contábil. (Quem tentar "corrigir" ou "apagar" o título por fora dessas ações é barrado pelo sistema.)
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Enquanto o título está Aberto ou Parcial, o topo da ficha oferece ações de gestão, cada uma em uma janela própria de confirmação:

1. **Cancelar o título.** Um título lançado **por engano** é **cancelado**, não excluído: o topo da ficha oferece **Cancelar título**, que passa a situação para Cancelado. Um título cancelado **não aceita mais baixa**, e o **empenho volta para a dotação** — a obrigação deixou de existir, então o dinheiro reservado para ela é devolvido à linha orçamentária.
   - **O motivo é obrigatório**, ao contrário do bloqueio (onde é opcional). A diferença não é de rigor burocrático: bloquear é uma trava que qualquer um levanta depois; cancelar extingue a obrigação. O motivo fica **na própria ficha**, no resumo do título, e vai para a trilha de auditoria — quem abre um título morto perguntando "por que isto está cancelado?" em geral não tem acesso à trilha.
   - **A ação só aparece para quem tem a permissão "Cancelar título".** Sem ela o botão não é exibido.
   - **Só é possível cancelar um título que ainda não teve baixa** — se já houve baixa (situação Parcial ou Quitado), o cancelamento é recusado; nesse caso o caminho é estornar/renegociar, não cancelar.
   - **Título cancelado junto com uma folha carrega o motivo da folha.** Quando o cancelamento de um lote de folha anula as contas que ele gerou, o motivo informado lá é gravado em **cada** título — assim quem abre o título encontra a explicação sem precisar descobrir de qual lote ele veio.
2. **Bloquear / Desbloquear.** **Bloquear** trava o título contra pagamento (ex.: divergência fiscal — aguardando CFOP); o motivo é opcional. Um título bloqueado exibe a etiqueta **Bloqueado** no resumo. **Desbloquear** o libera novamente para baixa.
3. **Prorrogar vencimento.** **Prorrogar** abre um campo de **nova data de vencimento** — use quando o fornecedor concede mais prazo.
4. **Endossar para outro parceiro.** **Endossar** transfere o título para outro parceiro de destino (ex.: cessão de recebível). Escolha o parceiro na lista e confirme.
5. **Baixar recibo de adiantamento.** Se o título é um adiantamento, o topo da ficha oferece **Baixar recibo** — gera o comprovante impresso do adiantamento (arquivo de texto), com o modelo certo para adiantamento a fornecedor ou de cliente.

### Consultar a conta de destino congelada e o histórico

1. **Conta de destino congelada.** Quando o pagamento é liquidado, o sistema guarda uma **foto** da conta bancária usada (**Conta de destino congelada na baixa**), para que uma alteração posterior do cadastro do parceiro não mude o que já foi pago.
2. **Histórico de alterações.** No fim da ficha, o bloco **Histórico** lista cada mudança do título (criação, edição, baixa) com autor e data. Clique em uma linha para abrir o **detalhe da alteração**, com o comparativo campo a campo (antes e depois).

### Operações em lote e ordens de pagamento (relacionados)

O módulo de Títulos concentra o ciclo por título. Dois módulos vizinhos, no mesmo grupo **Financeiro**, atuam sobre conjuntos de títulos:

1. **Operações de título.** Menu **Financeiro → Operações de título** — reúne operações aplicadas a vários títulos de uma vez.:inlineImage[]{src="https://itsm-labdev.cloud4biz.com/portal/docs-img/manual/054-document-operations.png" alt caption width="3200" height="2000"}
2. **Ordens de pagamento.** Menu **Financeiro → Ordens de pagamento** — agrupa contas a pagar em uma ordem para pagamento em lote (detalhado na página [Tesouraria](docId:75tXS8u8o-8q4dR2arnmw)).:inlineImage[]{src="https://itsm-labdev.cloud4biz.com/portal/docs-img/manual/055-payment-orders.png" alt caption width="3200" height="2000"}

### Capturar uma conta a pagar pelo código de barras do boleto

Em vez de digitar valor e vencimento à mão, você pode ler o boleto e deixar o sistema preencher os campos.

1. **Abra o campo do boleto.** No formulário de **Novo título** (tipo **A pagar**), localize o campo **Código de barras do boleto**.
2. **Leia o código.** Escaneie com o leitor óptico ou digite a linha digitável e clique em **Ler código de barras**.
3. **Confira o preenchimento.** O sistema decodifica a linha e preenche automaticamente o **valor** e a **data de vencimento**; complete parceiro, categoria e descrição.
4. **Salve.** Clique em **Salvar** para criar a conta a pagar normalmente.

### Classificar o acréscimo em uma natureza contábil própria

Juros, multas e taxas de um título podem ser contabilizados em uma conta contábil separada da despesa principal.

1. **Use o campo Natureza contábil.** No bloco **Juros, multa e descontos** da ficha, além do **Tipo** e do **Valor**, escolha a **Natureza contábil** do acréscimo.
2. **Herde ou especifique.** Deixe em **Igual ao documento** para o acréscimo herdar a categoria do próprio título, ou escolha uma **categoria financeira específica** (ex.: Juros passivos) para que o lançamento contábil do acréscimo aponte para aquela natureza.
3. **Registre.** Clique em **Registrar**; a contabilização passa a usar a natureza escolhida.

### Renegociar, parcelar e consolidar títulos

Títulos em aberto podem ser renegociados (substituídos por novas parcelas, com juros) ou consolidados (agrupados em um só), preservando sempre os originais para a trilha de auditoria.

1. **Abra as renegociações.** No menu **Financeiro → Renegociações**.
2. **Escolha o parceiro.** Selecione o **Parceiro**; o sistema lista os títulos em aberto ou parciais dele.
3. **Escolha o tipo.** **Renegociação** substitui os originais por novas parcelas com juros; **Consolidação** agrupa vários títulos em um único.
4. **Selecione e parametrize.** Marque os títulos que entram na operação e informe **número de parcelas**, **taxa de juros (%)** e **primeira data de vencimento**.
5. **Confirme.** Clique em **Renegociar**. Os títulos originais são preservados (marcados como substituídos) e o sistema gera as novas parcelas, aplicando a taxa de juros automaticamente.
6. **Audite a cadeia.** Na lista de renegociações, clique em **Ver cadeia** para ver quais títulos originais deram origem às novas parcelas.

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O mesmo fluxo vale para contas a receber (renegociação e consolidação de recebíveis).
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### Adiantamento de viagem

1. No menu **Financeiro → Adiantamentos de viagem** (rota /travel-advances), clique em **Novo adiantamento**.
2. Informe o **colaborador**, o **valor**, o **centro de custo** ao qual a viagem se vincula e a **finalidade/descrição**.
3. Envie para aprovação. Quando o valor ultrapassa a **alçada** do solicitante, a solicitação fica pendente de liberação por um aprovador com teto suficiente.
4. Depois de aprovado, o adiantamento gera o título financeiro correspondente, e o **recibo** pode ser emitido na ficha do título.

### Receber com cartão de crédito/débito descontando a taxa de administração

Quando um recebível é liquidado por **cartão**, a operadora fica com uma **taxa de administração**. O sistema desconta essa taxa no momento da baixa e a registra como **despesa financeira** separada — o valor que efetivamente entra no caixa já é o líquido.

1. **Abra a ficha do recebível.** Em **Financeiro → Títulos**, clique no título **A receber** que será baixado (situação Aberto ou Parcial).
2. **No bloco "Baixar", informe o valor.** No campo **Valor** digite o montante recebido (ex.: R$ 1.000,00).
3. **Escolha a forma de pagamento "Cartão".** No campo **Forma de pagamento**, selecione **Cartão** (as demais opções são Transferência, Dinheiro, Boleto, Cheque e Encontro de contas). Ao escolher **Cartão**, aparece um campo extra **Taxa do cartão**.
4. **Informe a taxa da operadora.** No campo **Taxa do cartão**, digite o valor cobrado pela adquirente (ex.: R$ 25,00). Esse campo só existe para a forma **Cartão** — nas outras formas ele nem aparece.
5. **Confirme a baixa.** Clique em **OK**. O sistema calcula o **líquido creditado** subtraindo a taxa do valor recebido (mais eventuais juros/multa e menos descontos já lançados) e baixa o título por esse líquido.
6. **A taxa vira despesa financeira.** Além do lançamento da baixa, o sistema gera **automaticamente** um lançamento contábil próprio da **taxa de administração como despesa financeira**, sem misturar com a receita do título. Não é preciso lançar a despesa à mão.

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Se a taxa informada for maior que tudo o que se recebeu (o líquido ficaria negativo), o sistema recusa a baixa e avisa que a **taxa do cartão excede o valor líquido** — revise o valor da taxa.
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### Adiantamento de viagem — solicitar, aprovar e prestar contas

Além do lançamento avulso pela ficha do título, o financeiro tem uma **tela dedicada** de adiantamentos de viagem, com o ciclo completo: pedir, aprovar em quatro olhos e **prestar contas** ao final da viagem.

1. **Abra a tela.** No menu **Financeiro → Adiantamentos de viagem** (rota /travel-advances). A tela reúne três blocos: **enviar solicitação**, **pendentes de aprovação** e **aguardando prestação de contas**.
2. **Preencha a solicitação.** No bloco **Enviar solicitação**, informe:

- **Viajante** — o colaborador que fará a viagem.
- **Centro de custo** — o centro ao qual a viagem se vincula (obrigatório).
- **Projeto** — opcional; escolhido de uma lista de projetos cadastrados.
- **Destino**, **Data inicial**, **Data final** e **Valor** do adiantamento.
- **Finalidade** — o motivo da viagem.

3. **Envie.** Clique em **Enviar**. O sistema confirma "Solicitação enviada — pendente de aprovação" e o pedido passa para o bloco de pendentes.
4. **Aprove ou rejeite (quatro olhos).** No bloco **Pendentes de aprovação**, cada solicitação mostra viajante, destino, período e valor. Um aprovador escreve uma **nota de decisão** (opcional) e clica em **Aprovar** ou **Rejeitar**. A regra dos **quatro olhos** impede que o próprio solicitante aprove o seu pedido — a tela exibe o aviso de que solicitantes não aprovam as próprias solicitações. Quando o valor supera a ***alçada*** de quem tenta liberar, a aprovação é recusada e o pedido continua pendente.
5. **Preste contas ao voltar.** Depois de aprovado, o adiantamento entra no bloco **Aguardando prestação de contas**. Informe o **Gasto real R$** (o que foi de fato gasto), marque **Comprovantes?** se há recibos e, se quiser, escreva uma **nota**. Clique em **Prestar contas**.
6. **Atenção aos comprovantes.** A prestação de contas é obrigatória: a própria tela avisa que, **sem comprovantes**, o valor pode ser tratado como **remuneração tributável** (RIR/2018). Preste contas com os recibos para evitar essa reclassificação.

### Guias de recolhimento de impostos como contas a pagar

Uma guia de recolhimento chega ao sistema por **dois caminhos**, e a diferença muda o que você faz na tela.

**A maioria nasce da nota.** Quando uma nota fiscal de entrada tem **impostos retidos na fonte** (IRRF, CSLL, COFINS, PIS, INSS, ISS), o sistema **gera automaticamente as guias de recolhimento** (DARF, GPS, GARE-ISS ou DAM) e, para cada guia, cria também **uma conta a pagar** dirigida ao órgão beneficiário (Receita Federal, INSS ou prefeitura), já com o **vencimento legal** do tributo. Essas ninguém digita — elas nascem da nota.

**Algumas não têm como nascer daí.** A **GNRE** (Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais) e as taxas impressas por portal de estado ou de prefeitura não vêm de retenção nenhuma: nenhum tributo estadual é retido na fonte numa nota de serviço, então não existe retenção a partir da qual o sistema pudesse gerá-las. Para essas há o **lançamento manual** (passo 61): alguém digita o **código de barras impresso na guia** e ela passa a valer como qualquer outra — entra na lista, gera a conta a pagar e pode ser selecionada numa **remessa de pagamento** ([Tesouraria](docId:75tXS8u8o-8q4dR2arnmw)), que é o que de fato chega ao banco.

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**Lançar a guia não paga a guia.** Em qualquer um dos dois caminhos, a guia registrada aqui só vira pagamento quando entra numa remessa. Uma guia parada nesta lista no dia do vencimento é um tributo em atraso.
:::

1. **Confirme a nota com retenções.** As guias surgem quando uma nota fiscal de entrada com retenções é confirmada (fluxo de compras/entrada, [Compras](docId:3mdo_BH5DDXIp3VIh4ATK) e [Fiscal — entrada](docId:1_QpvYmn6apZ9mqx87Z4K)).
2. **Abra a tela das guias.** No menu **Financeiro → Guias de recolhimento** (rota /tax-payment-slips), logo abaixo do item de remessas de pagamento. A lista mostra **tipo** da guia, **código de receita**, **competência**, **vencimento**, **valor** e **situação** (Aberta, Paga, Vencida ou Cancelada). O item de menu exige a permissão **Gerenciar guias de tributos**; quem não a tem não o enxerga.
3. **Lance à mão uma guia emitida fora do sistema (GNRE, taxa).** No topo da tela, o cartão **Lançar guia emitida fora do sistema** tem o botão **Lançar guia**, que abre o formulário. A tela pede a permissão **Gerenciar guias de tributos**: quem só tem a permissão de remessa bancária **enxerga a lista** (para escolher guias de uma remessa) mas **não vê este formulário** — declarar que existe uma dívida tributária nova não é trabalho de tesouraria. Preencha\:Clique em **Registrar guia**. O botão só habilita quando todos os campos estão preenchidos e o código de barras tem um dos dois comprimentos válidos. Três coisas a saber depois de salvar: o **mesmo código de barras não entra duas vezes** — se já houver uma guia não cancelada com ele, o lançamento é recusado, porque pagar de novo pagaria a mesma dívida duas vezes (guia **cancelada** não conta: redigitar o código dela é justamente como se corrige um erro de digitação); a guia lançada à mão **não é reemitida** por aqui, porque a multa, os juros e o código de barras pertencem ao órgão emissor — guia estadual vencida se resolve reemitindo no portal do estado e lançando a nova; e o código de barras é aceito **como digitado** — o sistema confere os dígitos verificadores, mas não tem como perguntar ao estado se aquela guia existe, então um dígito trocado que ainda feche a conta gera um pagamento que o banco aceita e o estado não recebe.
   - **Tipo** — GNRE (estadual) aparece primeiro porque é o caso que existe na prática; os demais tipos também podem ser lançados.
   - **Código de barras ou linha digitável** — o número impresso na guia. São **44 dígitos** (o código de barras) **ou 48** (a linha digitável impressa abaixo das barras). Pontos e espaços podem ser digitados, o sistema os ignora. Qualquer outra quantidade é recusada na hora, dizendo quantos dígitos você digitou — inclusive os **47** de um boleto de **cobrança bancária**, que é outro instrumento, viaja em outro trecho do arquivo do banco e não pode ser registrado aqui.
   - **Valor** — o valor impresso na guia. Ele é **conferido contra o código de barras**, e o lançamento é recusado se os dois discordarem: **quem paga é o código de barras**, então aceitar os dois liquidaria a dívida por um valor enquanto a tela, a conta a pagar e a contabilidade mostram outro.
   - **Vencimento**, **Competência (AAAA-MM)** e **Código de receita** — como impressos na guia (a "receita" da GNRE, por exemplo 100102 para ICMS-ST).
   - **Beneficiário** — o órgão que recebe o pagamento: a secretaria da fazenda do estado, no caso da GNRE.
4. **Filtre pelo período ou situação.** Use os campos **Competência (AAAA-MM)** e **Situação** no topo. Com a lista vazia, a tela lembra do caminho automático — *"Confirme uma nota fiscal de compra com retenções para gerar guias automaticamente"* — e não do manual; o lançamento à mão do passo 61 continua disponível no cartão acima da lista.
5. **Encontre a conta a pagar correspondente.** Toda guia — gerada ou lançada à mão — cria um título **A pagar** que aparece em **Financeiro → Títulos** com o beneficiário do tributo (Receita Federal / INSS / prefeitura / secretaria da fazenda), o **vencimento** da guia e uma descrição que diz de onde ela veio: Guia \<tipo> \<código> (NF \<nota>) quando nasceu de uma nota, e Guia \<tipo> \<código> (lançamento manual) quando foi digitada. Ou seja, a guia já entra no fluxo normal de pagamento.
6. **Baixe o PDF e cancele o que entrou errado.** Na coluna de ações, o ícone de documento abre o **PDF da guia** (com código de barras); para várias de uma vez, use **Baixar PDF do lote** no topo. Enquanto a guia não está paga nem cancelada, a ação **Cancelar** exige uma **justificativa de no mínimo 20 caracteres**. Guias já pagas não podem ser canceladas por aqui.

### Manter a série SELIC que a reemissão de guia vencida usa

Guia paga em atraso rende **multa** — que o sistema calcula sozinho (0,33% por dia de atraso, limitada a 20%) — e **juros pela SELIC**, que ele não tem como calcular: é uma taxa **por mês**, divulgada pela Receita, que alguém do órgão precisa lançar. O recálculo soma a taxa de **cada mês entre o mês seguinte ao vencimento e a competência atual**; se faltar **um** desses meses, a reemissão é **recusada por inteiro** — nunca cobra a menos. Por isso a tela abre pela lacuna: o que interessa não é quantas taxas já existem, é **qual mês falta**.

1. **Abra "Série SELIC".** No menu lateral, **Financeiro → Série SELIC** (rota /selic-rates), logo abaixo do item das guias de recolhimento. A tela exige a permissão **Gerenciar guias de tributos** — a mesma que governa as guias do passo 60. Quem não a tem **não enxerga o item no menu**; e, se abrir a rota direto, recebe **"Você não tem acesso a isto"** — não uma lista vazia, que passaria a impressão errada de série sem taxa nenhuma.
2. **Leia o aviso antes de olhar a tabela.** No topo aparece um de três estados:
   - **vermelho, "Nenhuma taxa lançada"** — a série está vazia e **toda** reemissão de guia vencida é recusada;
   - **amarelo, "Competências sem taxa"** — lista os meses sem taxa entre a competência mais antiga lançada e o mês corrente; **cada mês é um botão** que já preenche o formulário abaixo com aquela competência;
   - **verde, "A série cobre todos os meses até a competência atual"** — não há buraco, e a tela fica só de consulta e manutenção.
3. **Lance a taxa de uma competência.** No cartão **Lançar a taxa de uma competência**:Clique em **Lançar taxa**. A competência sai do aviso amarelo na hora.
   - **Competência** — o mês, no seletor de mês. O campo **não aceita mês futuro**: o cálculo dos juros nunca lê um mês que ainda não terminou, então competência à frente é sempre ano digitado errado.
   - **Taxa mensal (%)** — **em percentual, como a Receita divulga**: digite 0,93 para 0,93% no mês, e não 0,0093. O sistema recusa taxa negativa e taxa acima de **10% ao mês** — margem larga de propósito, para barrar o dedo errado sem recusar um mês atípico (recusar deixaria a série com buraco, que é o erro mais caro dos dois).
4. **Corrija uma taxa já lançada.** Na linha da tabela, o ícone de editar reabre o cartão como **Corrigir uma taxa lançada**. Só a taxa muda: a **competência fica travada** (com o aviso *"Não pode ser alterada"*), porque mover uma taxa de um mês para outro mudaria em silêncio o que toda reemissão passada teria cobrado. Também **não há exclusão** por esta tela — taxa lançada na competência errada se resolve corrigindo o valor das duas competências envolvidas.
5. **Confira a tabela "Taxas lançadas".** As colunas são **Competência** (aaaa-MM), **Taxa mensal (%)** com quatro casas, **Origem** — preenchida com RFB, já que a tela não importa a série de lugar nenhum — e **Registrada em**, o carimbo de quando alguém lançou. A ordem é da competência mais recente para a mais antiga.
6. **Repita todo mês.** A série que veio na instalação termina na competência **2026-05**; de junho de 2026 em diante, cada mês só existe aqui porque alguém lançou. Lance a taxa assim que a Receita divulgar a do mês: enquanto o mês anterior estiver em branco, **toda** reemissão que atravesse esse mês é recusada — inclusive a de guias vencidas há muito tempo, cujo intervalo de juros passa por ele.

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**O que quebra sem esta tela.** A reemissão de uma guia vencida recalcula multa + juros e **regera o código de barras** pelo novo valor. Faltando competência, ela para com *"A série da SELIC não cobre as competências: 2026-06, 2026-07. Carregue as taxas faltantes antes de reemitir a guia."* e **nada é gravado** — a guia continua com o valor antigo. O recálculo é acionado pelo serviço de reemissão da guia; a lista do passo 60 oferece apenas o PDF e o cancelamento.
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**Não confunda com Financeiro → Indexadores.** A SELIC também existe como **índice de correção** da tesouraria ([Tesouraria](docId:75tXS8u8o-8q4dR2arnmw)), usada para reajustar contratos e saldos. São **duas tabelas independentes**: o recálculo da guia lê **somente** a série desta tela. Lançar a SELIC nos índices não destrava a reemissão — e vice-versa.
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### Receber o fechamento da folha e virar contas a pagar

A folha de pagamento é calculada em outro sistema. O que chega aqui é o **fechamento** — quanto cada pessoa recebe líquido, quanto foi descontado dela e para quem, e quanto a empresa paga de encargo — e o sistema transforma isso em contas a pagar já conferidas, em vez de alguém redigitar centenas de linhas no dia mais crítico do mês.

1. **Abra "Lotes de folha".** Vá em **Financeiro → Lotes de folha** (rota /payroll-batches). Escolha o **estabelecimento pagador** e a **natureza financeira** em que as contas vão nascer.
2. **Suba o arquivo e confira ANTES de gravar.** Selecione o arquivo do fechamento e clique em **"Conferir sem gravar"**. O sistema mostra quantos colaboradores, o total líquido, o total de consignações e o bruto declarado — e diz se **os totais fecham**. **Nada é gravado nesta etapa.**
3. **Olhe o que não pôde ser aproveitado.** A prévia destaca, separadamente, as **linhas recusadas** (com o número da linha e o motivo) e as **pessoas ou credores não cadastrados** aqui. Se houver qualquer um dos dois, o botão de efetivar fica bloqueado.
4. **Corrija na origem, não aqui.** Devolva ao pessoal de RH, peça o arquivo corrigido e suba de novo. Como a conferência não gravou nada, o reenvio é uma importação limpa — não existe lote pela metade para cancelar.
5. **Efetive o lote.** Com os totais fechando e nenhuma pendência, clique em **"Efetivar o lote"**. Nascem as contas a pagar: **uma por colaborador** pelo valor líquido, **uma por credor de desconto** (Receita Federal, INSS, juízo, sindicato) com o **vencimento próprio de cada uma**, e **uma por encargo da empresa**. Elas entram no fluxo normal de pagamento — e as dos colaboradores vão para a ordem de pagamento e a remessa bancária ([Tesouraria](docId:75tXS8u8o-8q4dR2arnmw)).

75a. **Efetivar não paga ninguém — clique em "Pagar no banco".** O lote efetivado ganha, na lista, o botão **"Pagar no banco"** (só em lote **Efetivado**: antes disso não existem contas a pagar para levar ao banco). Ele abre os dois passos que faltam, com o link de cada um: **montar e autorizar a ordem de pagamento** e depois **gerar a remessa**. Cada passo diz **quem** pode executá-lo — quem liquida títulos monta a ordem, quem autoriza a aprova, a tesouraria fala com o banco — e, se você não tiver a permissão de um deles, a tela **diz isso** em vez de simplesmente não mostrar o passo.

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\> \*\*Não use a remessa CNAB de "Caixa e bancos" para folha.\*\* A lista de documentos daquela tela filtra só por situação, então as contas da folha \*\*aparecem\*\* ali — mas o arquivo que ela gera instrui \*\*cobrança\*\*, não pagamento: não tem cabeçalho de lote, nem tipo de serviço, nem os dados bancários do favorecido. Enviá-lo ao banco não paga salário nenhum. O caminho da folha é o do passo 75a.
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76\. **Reenvio do mesmo arquivo é recusado.** O arquivo é identificado pelo seu conteúdo: subir exatamente os mesmos dados de novo é **recusado**, não duplicado. Para corrigir um fechamento já efetivado, gere um arquivo novo no sistema de folha.

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A prévia também informa \*\*quantas linhas serão gravadas sem servidor rastreável\*\*. O vínculo com a pessoa existe para uma guia agregada poder ser rastreada até quem a originou — é o que o auditor pede. O \*\*encargo patronal\*\* é coletivo por natureza e o arquivo não nomeia servidor nele, então esse número raramente é zero: ele não impede a efetivação, serve para você saber o que está gravando.
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77\. **Importou o lote errado? Cancele-o.** Toda linha que ainda não esteja cancelada traz o botão **Cancelar folha** — inclusive um lote apenas importado, que é justamente o caso de "veio o arquivo errado". Cancelar anula **as contas a pagar que o lote gerou** e marca o lote como **Cancelado**; não é preciso caçar título por título em outra tela. Quem importa a folha é quem cancela.

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\- \*\*O sistema pede o motivo, e ele fica gravado.\*\* O motivo aparece \*\*na própria linha\*\*, abaixo da situação, e vai para a trilha de auditoria. Isso existe porque a competência cancelada deixa para trás um conjunto de títulos anulados: sem o motivo, quem audita encontra o ato registrado e nenhuma explicação. Cancelar sem motivo é recusado.
\- \*\*Título já liquidado impede o cancelamento\*\*, e isso é proposital: dinheiro que saiu não volta por mudança de situação. O sistema \*\*confere todas as linhas antes de anular qualquer uma\*\* e recusa dizendo \*\*quantas\*\* linhas estão liquidadas, de quantas, e \*\*quais\*\* — para você localizar o servidor sem abrir o financeiro título a título. O lote \*\*continua efetivado\*\*, que é a verdade, e nenhuma conta foi anulada no caminho. A partir daí a folha não pode mais ser cancelada: o caminho é estornar as baixas primeiro.
\- \*\*Depois de cancelar, o arquivo corrigido entra.\*\* O bloqueio de competência duplicada ignora lotes cancelados, então a reemissão da mesma folha é aceita sem precisar declará-la como \*complementar\* — que é outra coisa.
\- \*\*O custo do lote cancelado sai dos indicadores.\*\* A métrica de custo de folha conta só lotes efetivados; anular um lote tira o valor dele do indicador em vez de deixá-lo somando para sempre.
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**O layout do arquivo** está publicado em docs/ops/payroll-integration-layout.md — é o que o fornecedor da folha precisa produzir. **O ERP não calcula folha**: não há tabela de INSS/IRRF, nem regra de incidência, nem fórmula de rubrica. Os valores chegam calculados; a única conta feita aqui é conferir se o bruto declarado bate com o líquido mais os descontos.
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**Cada colaborador precisa estar cadastrado como parceiro** e ter uma **conta principal** eleita na ficha dele — veja o passo 8 da página [Tesouraria](docId:75tXS8u8o-8q4dR2arnmw). Quem não estiver cadastrado é listado na prévia; o sistema **não** adivinha a pessoa por semelhança de nome.
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### Contrato administrativo: a medição atestada é que gera o título

Em **Financeiro → Contratos administrativos** ficam os contratos de fornecimento, serviço, obra e locação. É a tela que fecha a cláusula "contratos" dos itens **25.2** (contas a pagar) e **26.1** (contas a receber) — os dois pedem que as operações gerem o título automaticamente, e contrato era a única das operações listadas sem produtor.

1. **Cadastre o contrato.** Informe o número, a outra parte, a **categoria** — fornecimento de bens, locação, prestação de serviços ou obras, que são as quatro do art. 141 da Lei 14.133 —, o objeto, o valor total, a vigência, o dia de vencimento, o índice de reajuste pactuado e a natureza de receita ou despesa.
2. **Diga o sentido.** *Despesa* quando o órgão contrata e paga; *Receita* quando o órgão é o credor. É o que decide de que lado do razão o título nasce, e por isso mora no contrato e não na hora de faturar.
3. **Registre a medição do período.** Referência (a competência ou o número da medição), valor medido e data. A soma das medições **não pode ultrapassar o valor total** do contrato — se ultrapassar, a tela recusa e informa quanto ainda resta.
4.

**Um contrato de doze meses não vira doze títulos no dia da assinatura.** Isso não é limitação do sistema: é como a lei manda. O art. 140 da Lei 14.133 faz do termo de recebimento o insumo da **liquidação** do art. 63 da Lei 4.320/1964, e para obras diz expressamente que se paga **a cada medição**. O órgão não deve nada por um serviço que ainda não foi prestado.

**Ateste — e é só aqui que o título nasce.** Registrar a medição guarda o que foi entregue; **atestar** é o ato formal que gera a conta a pagar (ou a receber) no valor medido, com o vencimento do contrato e em nome da outra parte.

1. **Atestar de novo não gera outro título.** A segunda tentativa informa que aquela medição já está faturada — que é diferente de dizer que faturou agora. A linha passa a mostrar **Abrir título**, que leva direto ao documento financeiro gerado.
2. **Do título de volta ao contrato.** Na ficha do título, tanto o campo **Origem** quanto o cartão **Documentos vinculados** (com o selo *Contrato*) abrem o contrato que o originou — é o drill-down que os itens **25.4** e **26.2** pedem.

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**Não confunda com "Contratos de captação"**, logo abaixo no menu: aquele é empréstimo, financiamento e leasing — dinheiro que o órgão toma. Este é contratação.
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## Verificação

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Você sabe que funcionou quando:

- O contrato aparece em **Financeiro → Contratos administrativos** com a categoria, o sentido e a situação; o **saldo do contrato** desconta o que já foi medido.
- Registrar uma medição **não** cria título nenhum: o documento só aparece depois de **Atestar**.
- Atestar a mesma medição duas vezes gera **um** título, e a segunda tentativa avisa que ela já estava faturada.
- O título gerado abre o contrato de origem pelos **dois** caminhos da ficha (campo Origem e cartão de documentos vinculados).
- A conta a pagar aparece na lista de **Títulos** com tipo **A pagar**, o fornecedor, a categoria e a situação Aberto.
- A conta a receber aparece com tipo **A receber**, amarrada ao cliente correto.
- Uma **baixa parcial** deixa o título em Parcial com saldo menor; a **baixa total** o deixa em Quitado com saldo zero.
- O **rateio** só salva quando os percentuais somam exatamente **100%** (o total aparece em verde).
- Um título acima do teto de alçada fica com **Aprovação pendente** e não pode ser baixado até alguém com alçada superior aprovar.
- Ao registrar juros/multa/desconto, o **saldo em aberto (com acréscimos)** muda de acordo.
- O *lançamento contábil* da baixa aparece em **Contabilidade → Razão**  com débito e crédito balanceados.
- Em **Financeiro → Série SELIC**, o aviso do topo está **verde** (A série cobre todos os meses até a competência atual). Enquanto ele estiver amarelo, a reemissão de guia vencida cujo intervalo passe por um dos meses listados continua recusada.

## Erros comuns

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- **Aprovação pendente que não some** — o título está acima do teto de alçada de quem tenta pagar. Peça a um aprovador de nível superior para abrir a ficha e clicar em **Aprovar**.
- **Rateio não salva (botão desabilitado)** — os percentuais não fecham 100%. Ajuste as linhas até o total ficar verde.
- **Fornecedor/cliente não aparece na busca** — o parceiro não está cadastrado. Volte à página [Cadastros gerais (parceiros e produtos)](docId:6xpQsdWQ2NTyI40BFqDS-) e cadastre antes de lançar o título.
- **Falta a categoria** — o sistema não aceita o título sem categoria financeira, porque a contabilidade precisa dela para o lançamento. Escolha a categoria antes de salvar.
- **Título "sem roteamento"** — o fornecedor não tem conta bancária cadastrada, então a conta a pagar fica sem conta de destino. Cadastre a conta do parceiro ou informe o roteamento na tesouraria.
- **Não consigo baixar mais do que o saldo** — o sistema **recusa a sobre-baixa**: não se paga (nem recebe) mais do que o saldo em aberto. Informe um valor até o saldo restante.
- **Não consigo editar nem excluir o título** — de propósito. O título é um **documento com ciclo de vida**, não um cadastro editável: ele só muda por **baixa, cancelamento, prorrogação, endosso ou renegociação**. Para desfazer um título lançado por engano, use **Cancelar** (não "excluir").
- **A série da SELIC não cobre as competências: ...** — a reemissão da guia vencida foi recusada porque falta a taxa de pelo menos um mês do intervalo de juros. Abra **Financeiro → Série SELIC**, lance as competências apontadas no aviso amarelo e repita a reemissão. A recusa é do recálculo **inteiro**, de propósito: não existe "cobrar só os meses que dá".
- **A taxa mensal deve ficar entre 0 e 0,10** — a taxa digitada passou de **10% no mês**. Confira se você não digitou a taxa acumulada do ano no lugar da mensal. Atenção: a mensagem fala em **fração** (0,0093), mas o campo da tela é em **percentual** (0,93) — digite como a Receita divulga.
- **A competência ... já tem taxa lançada** — a mesma competência não entra duas vezes. Use o ícone de editar na linha existente para corrigir o valor.
- **A competência ... está no futuro** — quase sempre é o ano digitado errado; a série só aceita meses já encerrados ou o mês corrente.
- **Não consigo cancelar o título** — só é possível cancelar um título **sem baixa**. Se ele já está Parcial ou Quitado, o cancelamento é recusado — o caminho passa a ser estornar/renegociar. Da mesma forma, um título **cancelado não aceita mais baixa**.

