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title: Folha de pagamento (motor de cálculo CLT)
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createdAt: 2026-08-14T12:46:26.850Z
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# Folha de pagamento (rubricas e o S-1010)

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Pré-requisitos: [Cadastro trabalhista (contrato de trabalho)](docId\:LxePSOpck0CqjzlijWZj3), porque a folha é calculada sobre **vínculos**; e o bloco de **estabelecimentos** de [Cadastro fiscal próprio](docId\:Q-zx6Qk4pMFD09yrhmsve), porque a tabela de rubricas é declarada sob um **declarante** e o sistema confere se ele existe.
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## Introdução

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**Rubrica** é cada linha do contracheque. Salário-base, hora extra a 50%, adicional noturno, adiantamento, desconto do plano de saúde, desconto do sindicato, vale-transporte. Cada uma tem um nome que o empregado lê, um código pelo qual o governo a conhece, e um punhado de marcações que decidem em que contas ela entra.

Essas marcações não são detalhe de preenchimento: **são elas que decidem o dinheiro**. Se a rubrica entra na conta do INSS, a empresa e o empregado recolhem sobre ela. Se entra na do imposto de renda, o empregado paga imposto sobre ela. Se entra na do FGTS, a empresa deposita sobre ela. Uma rubrica cadastrada sem essas marcações não é uma rubrica incompleta — é uma rubrica que **cala** sobre a coisa mais cara que ela tem a dizer, e o silêncio vira recolhimento a menos, que aparece com multa e juros anos depois. Por isso o sistema **não assume nada por omissão**: deixar uma incidência em branco é recusado, e deixar o teto remuneratório sem resposta também.

O segundo ponto é o que quase todo mundo erra na primeira vez: **as regras de uma rubrica mudam com o tempo, e a rubrica continua sendo a mesma**. Quando o acordo coletivo eleva o adicional noturno a partir de 1º de junho, isso não cria uma rubrica nova — cria uma **vigência** nova da mesma rubrica. A vigência anterior é encerrada na véspera e **preservada**, para que refazer a folha de maio continue lendo a regra de maio. E folha se refaz o tempo todo: pagamento retroativo, revisão de rescisão, perícia trabalhista.

Há um detalhe de calendário que parece pedante e não é: a regra de uma rubrica vale **a partir de um mês de competência**, não de um dia. É assim que o governo pede e é assim que a folha funciona — não existe "esta rubrica passou a incidir no dia 17". Por isso a data se informa como AAAA-MM.

Por fim, as rubricas ficam guardadas em **tabelas de rubricas**. A empresa pode manter mais de uma, e o governo suporta isso de propósito: o código de uma rubrica nunca se repete **dentro** de uma tabela, mas pode repetir **entre** tabelas — a rubrica 1001 de uma tabela não é a mesma 1001 da outra.

## Quem pode ver e quem pode alterar

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São duas autoridades diferentes, e a separação é intencional:

- **Consultar rubricas** — quem tem READ\_PAYROLL\_RUBRIC. Hoje: **Gerente de RH**, **Contador** e **Auditor**. É a autoridade de quem confere a classificação antes do primeiro fechamento e de quem, meses depois, pergunta com que regra determinada rubrica foi declarada.
- **Cadastrar e alterar** — quem tem MANAGE\_PAYROLL\_RUBRIC. Hoje: **somente o Gerente de RH**. Alterar uma incidência muda quanto imposto é retido de todo mundo que a rubrica alcança.

Quem não tem a autoridade de leitura recebe uma **recusa explícita** ao abrir a tela — e não uma lista vazia. Os dois são respostas opostas e nunca aparecem iguais.

## A ordem em que o sistema cobra as coisas

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Esta é a parte que ninguém descobre lendo tela por tela: **a folha recusa em cascata**, e cada recusa aponta para um cadastro que deveria ter vindo antes. A tabela abaixo é essa ordem, na sequência em que o operador esbarra nela. Vale ler antes de começar — economiza o dia em que alguém tenta fechar a competência e descobre que faltava algo lá atrás.

| #  | O que precisa existir                                                   | O que acontece se faltar                                                                                                                                      |
| -- | ----------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- |
| 1  | **Estabelecimento da empresa**                                          | O catálogo de rubricas e o roteiro mensal **não são instalados**. Veja o aviso logo abaixo — é a falha mais silenciosa desta página.                          |
| 2  | **Tabelas legais publicadas** (INSS e imposto de renda)                 | O cálculo é recusado **nomeando a tabela** que falta. Os encargos da empresa são a exceção: sem eles a folha roda, porque não chegam ao colaborador.          |
| 3  | **Roteiro de cálculo em vigor**                                         | A folha inteira não abre — não é uma pessoa, é a competência.                                                                                                 |
| 4  | **Colaborador com vínculo**                                             | Sem vínculo não há a quem pagar.                                                                                                                              |
| 5  | **Salário no contrato**                                                 | O painel de conferência do vínculo aponta a remuneração como faltando.                                                                                        |
| 6  | **Jornada do vínculo**                                                  | Necessária para o ponto. Vínculo com estabilidade exige **motivo escrito** para trocar.                                                                       |
| 7  | **Atribuição das rubricas** — a quem cada verba se aplica               | A verba fica **ausente** do holerite. Não zerada: ausente, que é diferente e mais difícil de notar.                                                           |
| 8  | **Resultado do período** — trabalhado, noturno, extra                   | **Ausente não é zero.** Sem lançamento, a linha é recusada e **trava o fechamento**; com zero declarado, paga zero. Esta distinção é a que mais gera chamado. |
| 9  | **Credor e categoria financeira por rubrica**, e a categoria do líquido | O lote de pagamento fecha com os totais certos e **zero títulos**. A categoria do líquido é perguntada na **abertura** da folha, não no fechamento.           |
| 10 | **A pessoa também cadastrada como parceiro**                            | O título sai sem destinatário.                                                                                                                                |

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**O caso do item 1, dito por extenso porque ele não avisa.** O catálogo inicial de rubricas CLT e o roteiro mensal são instalados por uma migração que **exige um estabelecimento cadastrado**. Só que o estabelecimento nasce quando alguém cadastra a empresa — depois da migração ter passado. Quando isso acontece, a instalação é **descartada em definitivo** e o ambiente fica sem roteiro de cálculo: ninguém consegue abrir uma folha, e **nada na tela explica por quê**. Se você recebeu um ambiente novo e a lista de roteiros está vazia, é isto. Fale com quem instalou antes de cadastrar qualquer coisa por cima.
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### As armadilhas que valem saber antes

- **Rubrica com fórmula pede QUANTIDADE, não valor.** Informar o valor devolve erro de campo. A fórmula é que transforma quantidade em dinheiro — é o motivo de ela existir.
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**O desconto de adiantamento salarial saiu dessa lista em 2026-08-13.** Ele nascia desligado pela mesma razão aparente, mas o dado dele não falta: o valor chega pronto do **Financeiro**, pela recuperação de adiantamento, e é justamente por isso que essa rubrica nunca teve fórmula. Na prática, cada ambiente novo exigia **dois** atos manuais — ligar a rubrica e declarar a vigência — antes que um único adiantamento pudesse ser descontado; e quem ligasse só a rubrica esbarrava numa segunda recusa, que rejeita **a pessoa inteira** na folha em vez da linha. Agora ela já vem ligada e com vigência.

**Rubrica desligada recusa o lançamento.** Várias nascem assim de propósito — hora extra, adicional noturno, DSR, desconto de faltas e salário-família. O motivo é sempre o mesmo: falta o dado de entrada que a fórmula delas exige, e ligar a rubrica sem esse dado troca a recusa por um valor errado. Ative depois de ter o que ela precisa.

- **Termo de estágio exige um parceiro com o papel de instituição de ensino** — não serve qualquer parceiro. E carga horária acima do teto da etapa é recusada citando os dois números.
- **Quem administra pessoal normalmente não cadastra parceiro.** Se o cadastro do estágio depende de uma instituição que ainda não existe, o operador vai precisar de alguém do cadastro — vale combinar antes, não no meio.
- **Jornada com vigência aberta cobre tudo depois dela.** Declarar outra em data posterior é recusado por sobreposição: feche a anterior primeiro.
- **A ordem judicial se declara inteira** — processo, vara e beneficiário — ou nenhum dos três.
- **O nome do termo na fórmula importa, e a grafia é literal.** Um termo escrito com acento onde o catálogo não tem acento é hoje **recusado nomeando o termo**. Antes disso, a fórmula pagava **zero em silêncio**, com o holerite fechando — é a razão de a recusa existir.

## Passo a passo

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### Criar a tabela de rubricas

Antes de cadastrar a primeira rubrica é preciso ter onde guardá-la.

1. **Abra "Tabelas de rubricas"** (/payroll-rubric-tables). No menu lateral, em **Recursos humanos → Tabelas de rubricas**.
2. No cartão **Nova tabela de rubricas**, preencha:
   - **Identificador da tabela** — é o ideTabRubr que vai no evento. Aceita texto, no máximo 8 caracteres.
   - **Nome** — como a tabela aparece nesta tela. Não é transmitido.
   - **Declarante** — **Empresa (CNPJ raiz)** ou **Estabelecimento (CNPJ completo)**.
   - **Identificador do declarante** — o identificador do estabelecimento ou da empresa sob a qual a tabela é declarada.
3. **O declarante é conferido.** O sistema procura o identificador no cadastro que o tipo escolhido nomeia: estabelecimento entre os estabelecimentos, empresa entre as empresas. Uma tabela pendurada num CNPJ que a organização não tem produz a mesma rejeição do governo, sem nada na tela que dê pista.
   **O identificador 1 é recusado — e o 01 também.** Ele é reservado à **Tabela de Rubricas Padrão do eSocial**, cujas rubricas o empregador **não declara**. Uma tabela criada sob ele parece perfeitamente normal nesta tela e é **rejeitada pelo governo na primeira transmissão**, semanas depois de alguém tê-la preenchido de rubricas.
   Clique em **Salvar**.
4. Uma tabela que sai de uso é **desativada** pelo botão **Desativar** na linha dela. Não há remoção: rubricas já declaradas sob aquele identificador precisam continuar explicáveis.

### Cadastrar uma rubrica

1. **Abra "Rubricas de folha"** (/payroll-rubrics). No menu lateral, em **Recursos humanos → Rubricas de folha**.
2. No cartão **Nova rubrica de folha**, preencha primeiro a identidade da rubrica:
   - **Tabela de rubricas** — em qual lista ela entra.
   - **Código da rubrica** — o codRubr, até 30 caracteres. Único **dentro daquela tabela**.
   - **Descrição no contracheque** — o que o empregado lê.
   - **Tipo** — **Provento**, **Desconto**, **Informativa** ou **Encargo do empregador**. Este é o eixo **interno**: decide onde a linha aparece no contracheque e como entra nos totais.
3. Em seguida, a **primeira vigência** — ela é cadastrada **junto** com a rubrica, e não depois:
   - **Vigente a partir de (competência)** — no formato AAAA-MM.
   - **Natureza do eSocial (natRubr)** — escolhida do dicionário oficial (Tabela 03), que o sistema já traz carregado.
   - **Tipo no eSocial (tpRubr)** — **Vencimento**, **Desconto**, **Informativa** ou **Informativa dedutora**.
   - **Incidência de contribuição previdenciária (codIncCP)** e **de FGTS (codIncFGTS)** — escolhidas de uma **lista fechada**, cada código com o agrupamento oficial ao lado. **Repare no 31**: de 31 a 35 a linha **não é base** — é a contribuição *descontada do segurado*. A regra intuitiva "qualquer coisa diferente de 00 compõe a base" transformaria o INSS retido em base de INSS, para todo mundo da folha. O rótulo nomeia o **grupo** que a tabela oficial publica, não cada código individualmente.
   - **Incidência de IRRF (codIncIRRF)** — continua **texto livre**, e não é esquecimento: a Tabela 21 tem 87 códigos misturando base, retenção, dedução e isenção no mesmo campo, é publicada por faixas (nem todo número da faixa existe) e é a única das três com vigência — **15 códigos estão extintos desde 30/06/2021**, inclusive 0 e 1. Uma lista fechada montada das faixas recusaria códigos válidos; uma que ignorasse a vigência ofereceria códigos mortos.
   - **Incidência de PIS/PASEP (codIncPisPasep)** — só se aplica a declarante cujo S-1000 afirma isso; deixe em branco caso contrário.
   - **Compõe o teto remuneratório (art. 37, XI)** — **Sim** ou **Não**. Nasce em **Sem resposta**, e salvar assim é recusado.
   - **Casas decimais** e **Modo de arredondamento** — por rubrica, porque instrumentos diferentes mandam arredondar de formas diferentes.
4.

**Se a incidência começa com 9, o processo passa a ser obrigatório.** A família 9X de qualquer tabela de incidência significa **suspensa por decisão judicial**. Ao digitar um código assim, aparece o campo do processo correspondente, e salvar sem preenchê-lo é recusado: suspender a cobrança sem dizer por decisão de quem deixa o empregador sem defesa.

**tpRubr é declarado, nunca deduzido da natureza.** O eSocial publica **uma única** amarração entre os dois campos, e nenhum mapeamento geral. Se o sistema escolhesse o tipo a partir da natureza, ele transmitiria um valor que ninguém decidiu.

**Por que a vigência vem junto.** Uma rubrica sem vigência é uma rubrica **sem natureza e sem incidências**. Se fosse possível salvá-la assim e classificá-la depois, toda competência calculada nesse intervalo teria de ser refeita — o que não é uma correção de cadastro, é passivo.

Clique em **Salvar**.

### Alterar a regra de uma rubrica

Rubrica **não se edita** quando a regra muda. Declara-se de novo.

1. Na relação, clique no lápis da rubrica. Abre a tela de detalhe (/payroll-rubrics), com o cartão **Vigências por competência** listando, da mais recente para a mais antiga, o intervalo de competências, a natureza, o tpRubr, as três incidências, o teto e o arredondamento de cada uma.
2. No cartão **Declarar a partir de nova competência**, informe a competência em que a regra nova passa a valer e preencha os mesmos campos da primeira vigência. Clique em **Declarar**.
3.

**Competência com folha já fechada é recusada.** Se já existe folha lançada para aquele mês, alterar o que a rubrica declarou nela faria o que foi transmitido e o que está no sistema divergirem em silêncio. O caminho é a **retificação** (S-1298), não a edição.

**A competência nova tem de ser posterior à da vigência em curso.** Igual ou anterior é recusado, e a mensagem diz desde quando a vigência atual vale — se a nova começasse no mesmo mês, não sobraria mês nenhum para encerrar a anterior, e as duas responderiam pela mesma competência.

O sistema encerra a vigência em curso **na véspera** da competência informada e abre a nova. Nada é sobrescrito: a linha antiga continua na tabela e continua respondendo pelos meses que cobria.

1. Para ver **quem** mudou o quê e quando, abra o cartão de **histórico** no rodapé da tela de detalhe. Ele mostra a alteração campo a campo — o valor anterior e o novo — com a data e o autor.

### Descobrir o que a rubrica declarava em um mês

Quando a rubrica já tem quatro ou cinco vigências, responder *"qual delas valia em março de 2026?"* lendo a tabela é um exercício que se erra na direção que mais custa: pega-se a regra **atual** para uma competência velha, e o recálculo passa a discordar do holerite que foi emitido.

No rodapé do cartão **Vigências por competência** há o bloco **"O que esta rubrica declarava em uma competência?"**. Informe o mês no formato AAAA-MM e clique em **Consultar**. A resposta traz a vigência que **cobre** aquele mês — o intervalo, o tpRubr e as três incidências.

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**Competência anterior à primeira declaração é recusada, não respondida com a linha mais antiga.** Se a rubrica só passou a valer em 2026-01, perguntar por 2025-11 devolve uma recusa. Devolver a vigência mais próxima seria afirmar uma regra que não existia naquele mês — que é justamente o erro que este bloco existe para evitar.
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### Tirar uma rubrica de uso

Use o botão **Desativar** no topo da tela de detalhe. A rubrica deixa de ser oferecida em lançamentos e cálculos novos, e continua legível nas competências em que foi usada. **Não há remoção**, e a ausência do botão é a proteção: uma rubrica usada num cálculo não pode sumir.

## Bases de cálculo — os acumuladores

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**Abra "Bases de cálculo"** (/payroll-calculation-bases). No menu lateral, em **Recursos humanos → Bases de cálculo**.

A base do INSS não é um campo em lugar nenhum. Ela é a **soma das verbas que incidem sobre INSS, menos as que a reduzem** — ou seja, um *acumulador*. Por isso a pergunta "esta verba entra nesta base?" é respondida no cadastro de cada verba, e não no meio de uma conta.

Esta tela é onde se vê **quais acumuladores existem**. O sistema já traz oito: INSS, IRRF, FGTS, THIRTEENTH\_INSS, THIRTEENTH\_IRRF, UNION\_DUES, SEVERANCE e NET\_PAY. Uma fórmula depois **lê** uma delas escrevendo \{BASE.INSS}, já apurada.

### Cadastrar uma base própria

Preencha **Código**, **Nome** e **Em vigor a partir de** (competência AAAA-MM) e clique em **Salvar**. A base passa a poder ser usada nas fórmulas e a receber a declaração de participação das verbas.

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**As oito bases do sistema aparecem na lista e não podem ser alteradas nem desativadas.** Elas ficam visíveis de propósito: escondê-las faria o cadastro parecer vazio e levaria alguém a criar um segundo INSS — e duas bases com o mesmo significado dobram uma linha do holerite **em silêncio**. A coluna **Origem** distingue as duas.
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**Base é versionada por competência, não por data.** Norma que muda em julho é uma versão nova a partir de 2026-07, e a anterior é encerrada em junho automaticamente. Recalcular um mês anterior continua lendo o que valia lá.
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### Corrigir uma base

Clique no **lápis** na linha. O formulário do topo se preenche com a base e o título muda para **Editar**. Corrija o **Nome** e clique em **Salvar alterações**.

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**Código e competência ficam bloqueados na correção, de propósito.** Mudar a competência de uma versão que já tem sucessora deixaria a cadeia de vigências inconsistente — e o sistema aceitaria sem reclamar. Enquanto isso não for tratado no servidor, o caminho para trocar a competência é declarar uma **versão nova**, que é o que a nota acima descreve.
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Em base do **sistema** o lápis aparece, mas ao salvar o servidor recusa e a tela mostra a frase dele, nomeando qual base. É melhor assim do que uma linha sem ação nenhuma, que não explica nada.

### Tirar uma base de uso

Use **Desativar** na linha. **Não há remoção**: a composição de toda competência já fechada aponta para a base, e apagá-la moveria valor num mês que ninguém tocou.

## Fórmulas — a conta de cada verba

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**Abra "Fórmulas da folha"** (/payroll-formulas). No menu lateral, em **Recursos humanos → Fórmulas da folha**.

Aqui o analista escreve a conta de uma verba usando os **termos que o sistema oferece** — e nada além deles. É de propósito menos livre que uma linguagem de programação: uma conta que pode tudo pode também travar o fechamento de setecentos holerites, ou ler dado que quem a escreveu não deveria ver.

Escreva o termo entre chaves: \{SALARY\_BASE} / \{DAYS\_IN\_COMPETENCE} \* \{WORKED\_DAYS}.

O campo **cresce** conforme a conta cresce — uma fórmula de uma dúzia de termos fica inteira na tela, em vez de correr para o lado e esconder o próprio começo.

### Achar o termo sem decorar o nome

Há dois caminhos, e o primeiro é o mais rápido:

- **Digite \{ no campo da expressão.** A lista aparece ali mesmo, filtrando enquanto você digita — e filtra tanto pelo código quanto pelo nome em português, então \{noturn já acha \{NIGHT\_MINUTES}. Use as **setas** para escolher e **Enter** para inserir; **Esc** desiste. O termo entra completo, no lugar do que você tinha começado a digitar.
- **Ou clique no painel de termos**, que **flutua** sobre a tela e você **arrasta pelo cabeçalho** para onde não atrapalhe. Ele vem agrupado por espécie — dinheiro, tempo, contagens, percentuais — com um filtro no topo, e o termo entra **onde o cursor está**, não no fim: quem estava no meio de um parêntese continua dentro dele. O painel **guarda onde você o deixou**. Fechou? O botão **Termos que você pode usar**, ao lado do título do cartão, traz de volta. Sem mouse: dê **Tab** até o cabeçalho do painel — as **setas** movem, **Shift+seta** move mais rápido e **Esc** fecha.

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**O vocabulário vem do próprio sistema**, então nunca diverge do que o cálculo de fato conhece. O que vai na fórmula é o **código entre chaves**; o nome ao lado é só como a tela lê para você, e é por isso que ele não é traduzido dentro da expressão — uma fórmula escrita em um idioma precisa continuar legível em outro.
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:::BlockQuote
**Enquanto você escreve, a tela confere três coisas — e só essas três.** Em **vermelho**: palavra que não existe no vocabulário (dizendo qual), chave aberta e não fechada, e **dois termos colados** sem operador entre eles (\{A} \{B}), que o servidor recusa. Em **âmbar**: termo que **ainda não tem quem o produza** — veja o aviso abaixo. Em cinza, e só quando não há nada em vermelho, quantos termos foram reconhecidos. Ela **não** julga a conta: quem decide se a expressão faz sentido é o servidor, ao salvar. Uma tela que desse o próprio veredito acabaria escondendo o dele.
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### Publicar uma fórmula

Preencha **Código**, **Nome**, a **Expressão**, o que ela **Produz** e a competência inicial. Ao salvar, o sistema confere que cada palavra usada existe no vocabulário e que a conta faz sentido como expressão.

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**Se você escrever um termo errado, a recusa diz QUAL palavra não existe.** Não é "fórmula inválida" — essa mensagem mandaria você reler a própria conta caractere a caractere, no meio de um fechamento.
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:::BlockQuote
**A armadilha mais cara, e é a razão desta tela existir: termo sem valor NÃO é zero.** Um desconto cuja base não chegou descontaria nada, a empresa absorve a diferença, e **ninguém abre chamado por desconto que não veio**. O sistema recusa a linha e **nomeia o termo** que faltou.
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:::BlockQuote
**Termo marcado "sem produtor" é aceito na publicação e recusa a linha TODO mês.** São **quatro** dos dezessete termos: existem na lista, a fórmula que os usa é publicada sem uma reclamação, e aí a linha do holerite é recusada em toda competência, porque nada nesta versão do sistema preenche o valor deles. Três vêm do **ponto** — \{WORKED\_MINUTES}, \{NIGHT\_MINUTES}, \{OVERTIME\_MINUTES} — que ainda está por construir; o quarto é \{SALARY\_UNIT\_AMOUNT}. Eles continuam na lista de propósito, para quem escreve a fórmula hoje deixar a conta pronta, mas a tela **avisa em âmbar**, tanto no painel de termos quanto abaixo da expressão.
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:::BlockQuote
**Termo marcado "depende de acordo" ou "depende de tabela" é outra coisa — e essa você resolve.** Ele responde assim que o cadastro existir: ligue o vínculo a um **sindicato com acordo vigente** (\{HOURLY\_RATE}, \{MONTHLY\_BASE\_MINUTES}, \{VACATION\_BONUS\_PERCENT}) ou publique a **tabela legal** da competência (\{MINIMUM\_WAGE}). Sem o cadastro, a linha é recusada nomeando o termo — o sistema **não** chuta um divisor de 220 horas nem um terço constitucional, porque o divisor difere por sindicato e chutar seria pagar errado com cara de acerto. A marca é cinza, e não âmbar, porque aqui há o que fazer.
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:::BlockQuote
Os que respondem **sempre**: \{SALARY\_BASE}, \{DAYS\_IN\_COMPETENCE}, \{DAILY\_RATE} (o salário dividido por trinta, que é o mês do mensalista na CLT — não pela quantidade de dias do mês), \{WORKED\_DAYS}, \{ABSENCE\_DAYS}, \{DEPENDENT\_COUNT\_IRRF}, \{DEPENDENT\_COUNT\_FAMILY\_ALLOWANCE}, \{NIGHT\_PREMIUM\_PERCENT} (o acordo, ou os 20% do art. 73 quando não há acordo) e \{THIRTEENTH\_TWELFTHS}.
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:::BlockQuote
**Marque "elegibilidade" só em fórmula que produz uma condição.** Uma que devolve valor leria qualquer número diferente de zero como "sim", e a regra nunca excluiria ninguém. O sistema recusa a combinação.
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### Mudar a conta quando o acordo muda

Não edite a fórmula publicada. Declare uma **versão nova** com a competência em que a regra nova passa a valer — a anterior é encerrada no mês de véspera e continua respondendo pelos meses em que valeu. Correção de erro de digitação, aí sim, é edição da versão publicada.

**Para corrigir a digitação:** clique no **lápis** na linha da fórmula. O formulário do topo se preenche e o título passa a **Editar**, mostrando ao lado o código e a competência **como o registro ainda os guarda**. Corrija a expressão e clique em **Salvar alterações**; **Cancelar** desiste sem gravar. Se a expressão citar um termo que o sistema não conhece, a recusa vem do servidor e nomeia o termo.

:::BlockQuote
**Código e competência ficam bloqueados na correção.** Trocar a competência de uma versão que já tem sucessora deixaria a cadeia de vigências inconsistente, e hoje o servidor aceitaria isso sem reclamar. Para mudar quando a fórmula passa a valer, o caminho é a **versão nova** descrita acima.
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## Roteiros de cálculo — a ordem

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**Abra "Roteiros de cálculo"** (/payroll-routines). No menu lateral, em **Recursos humanos → Roteiros de cálculo**.

Um roteiro é a lista de passos que a folha executa, em sequência: calcule estas verbas, acumule aquela base, aplique a tabela do IRRF, feche o holerite. **A ordem não é apresentação — ela decide os números.**

### Montar os passos de um roteiro

Clique no ícone **Passos** na linha do roteiro. O painel abre com os passos na ordem em que rodam, em leitura. Para mexer, clique em **"Editar os passos"** — o botão só aparece para quem tem a autorização *Manter roteiros de cálculo*.

Em modo de edição cada passo mostra:

| Campo                 | Quando aparece                                                                                                |
| --------------------- | ------------------------------------------------------------------------------------------------------------- |
| **O que o passo faz** | sempre — calcular uma verba, acumular uma base, aplicar tabela oficial ou fechar o holerite                   |
| **Verba**             | ao calcular uma verba; e também ao aplicar tabela oficial, para dizer **em qual verba** o resultado é lançado |
| **Base de cálculo**   | ao acumular uma base                                                                                          |
| **Tabela oficial**    | ao aplicar tabela oficial (INSS, IRRF, salário-família…)                                                      |
| **Condição**          | sempre, e é opcional — a fórmula que decide se o passo roda                                                   |

Os botões da linha **sobem**, **descem** e **removem** o passo; o de baixo acrescenta um passo novo ao fim. Nada é gravado enquanto você não clicar em **"Salvar a ordem"** — e **"Descartar alterações"** devolve tudo ao que estava.

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**Salvar envia o conjunto inteiro, não uma linha.** É a ordem que o sistema confere, e conferir uma linha de cada vez deixaria o roteiro, por um instante, numa ordem que ninguém checou.
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**Um roteiro sem passo nenhum não calcula nada.** Ele fica registrado e a folha daquele tipo não fecha. A tela avisa antes de salvar.
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### Por que o sistema recusa uma ordem

Um passo que lê uma base **antes** do passo que a acumula **não falha**. Ele produz **zero** — e zero numa base se lê como *"essa pessoa não teve esse provento"*. A folha fecha, os holerites saem, e o recolhimento a menos aparece na conciliação anual, quando já ninguém sabe em que competência começou.

Por isso o sistema monta o grafo de dependência entre os passos e **recusa ao salvar**, não ao fechar. A recusa diz **qual passo lê o quê** e **qual passo só acumula depois** — ou que ninguém acumula aquela base, que é outro erro com outro conserto.

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**Só passo de acumulação pode nomear uma base de cálculo.** Qualquer outro que carregue uma é recusado, e essa exclusividade não é burocracia: é o que permite ao sistema enxergar as **duas pontas** de toda dependência. Base alcançada por outro caminho seria dependência que nada vê.
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**O passo de tabela oficial também lê uma base — a que a própria tabela taxa.** O INSS incide sobre a base do INSS, o IRRF sobre a base do IRRF: isso é característica do tributo, não escolha de quem monta o roteiro, e por isso não há campo para informá-la. A conferência de ordem leva esse passo em conta desde 2026-08-09; até então ela só enxergava o que uma fórmula de condição lesse, e aceitava a tabela do INSS aplicada **antes** da acumulação da base dele. Quem já tivesse salvado um roteiro assim não pagava errado — o cálculo recusava pessoa a pessoa, dizendo que a base não foi acumulada —, mas descobria tarde.
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**Passo com condição precisa de fórmula que produza CONDIÇÃO.** Uma que devolve valor leria qualquer número diferente de zero como "sim", e o passo nunca seria pulado.
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### Numeração dos passos

Use números espaçados — 10, 20, 30. Inserir um passo entre dois outros não deve renumerar o resto, porque renumerar reescreve linhas que um auditor pode ter citado.

## Declarar o que uma verba compõe

***

Na tela de detalhe da rubrica, o cartão **O que esta verba compõe** lista **todas** as bases em vigor naquela competência. Para cada uma, escolha **Soma**, **Subtrai** ou **Não entra**, e clique em **Salvar**.

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**"Não entra" é uma resposta e fica gravado.** "Esta verba não entra na base do FGTS" e "ninguém disse ainda se entra" são fatos diferentes, e só o primeiro é resposta. É por isso que a lista mostra todas as bases, e não apenas as já declaradas: o contador que assina a composição antes do primeiro fechamento precisa enxergar a diferença.
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**Isto NÃO substitui os códigos de incidência do eSocial**, e as duas coisas convivem de propósito. Os códigos de incidência são o que se **declara ao Fisco**; este cartão é o que o sistema **calcula**. É legítimo — e comum — uma verba ter código de incidência de INSS e papel "não entra" numa base interna.
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**O papel pende da VIGÊNCIA da rubrica, não da rubrica.** Uma verba pode entrar na base do FGTS até certa data e sair depois: é mudança de norma, não rubrica nova. Pendurar na rubrica faria a mudança **reescrever o passado**.
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## Dizer a quem o desconto é repassado

***

Na tela de detalhe da rubrica, o cartão **Quem recebe esse dinheiro, e quando** responde a outra metade da pergunta: o holerite desconta, e alguém tem de receber. O INSS retido vai à Previdência, o imposto de renda à Receita, a contribuição sindical ao sindicato, e o FGTS e o patronal são recolhidos pela empresa. Preencha três campos e clique em **Salvar**:

| Campo                    | O que informar                                                                                 |
| ------------------------ | ---------------------------------------------------------------------------------------------- |
| **Pago a**               | O parceiro que recebe. Comece a digitar o nome ou o documento.                                 |
| **Vence no dia**         | O dia do mês **seguinte** à competência. Em branco, vale a data de pagamento da própria folha. |
| **Categoria de despesa** | A linha do plano de contas em que a obrigação entra no financeiro.                             |

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**O fechamento da folha RECUSA enquanto isto estiver em branco**, nomeando a rubrica e o valor. Não é rigor de cadastro: o dinheiro já saiu do bolso do colaborador, e emitir o lote sem a obrigação de repassá-lo deixaria dinheiro de terceiro dentro da entidade com **todos os totais batendo** — ninguém perceberia até a guia vencer.
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:::BlockQuote
**Cada ausência tem a sua frase, e vale ler qual apareceu.** Falta o credor, falta a categoria da rubrica, falta a categoria do líquido (que se informa na **abertura** da folha, não aqui) e falta a pessoa estar cadastrada como parceiro são quatro consertos em três telas diferentes. As frases saem uma de cada vez, na ordem do conserto mais próximo: resolva a que apareceu e feche de novo.
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:::BlockQuote
**O dia 31 é aparado, não recusado.** Quem declara 31 está dizendo "o último dia"; em abril o vencimento sai no dia 30. Recusar faria onze meses funcionarem e um falhar.
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**A pensão alimentícia é a exceção, e ela se declara na pessoa.** O beneficiário é nomeado na ordem judicial e é diferente para cada empregado, então a declaração feita no cartão **A quem esta verba se aplica** (logo abaixo) **vence** o que estiver aqui. Duas ordens sobre a mesma rubrica geram **dois** repasses, cada um no nome do seu beneficiário — nunca um só somado.
:::

## Declarar a quem uma verba se aplica

***

Na tela de detalhe da rubrica, o cartão **A quem esta verba se aplica** responde a pergunta que o holerite faz: *esta pessoa recebe isto?*. Escolha o degrau em **Aplica-se a**, informe **Qual**, opcionalmente um **Valor fixo**, a competência em **Em vigor a partir de**, e clique em **Declarar**.

A folha sobe os degraus **do mais estreito para o mais largo** e para no primeiro que responde:

| Degrau         | Alcança              | Uso típico                          |
| -------------- | -------------------- | ----------------------------------- |
| Uma pessoa     | só aquele empregado  | acordo individual, decisão judicial |
| Um cargo       | quem ocupa o cargo   | adicional de função                 |
| Um setor       | quem está lotado ali | insalubridade de uma área           |
| Um sindicato   | a categoria          | piso ou reajuste de convenção       |
| Toda a empresa | todos                | vale-refeição, salário-base         |

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**Só o degrau mais largo dispensa o alvo.** Uma declaração de cargo **sem** dizer qual cargo ficaria cadastrada, apareceria na lista e **não alcançaria ninguém** — a tela mostraria a verba configurada e quarenta pessoas não a receberiam. Por isso o sistema recusa. E o inverso também: a declaração para toda a empresa **não** leva alvo, porque levando um ela nunca seria encontrada.
:::

:::BlockQuote
**A verba que ninguém declarou fica AUSENTE do holerite, e não zerada.** Uma linha "R$ 0,00" é uma pergunta que o empregado leva ao RH, não uma resposta. Se uma verba não sai para ninguém, comece conferindo se ela tem alguma declaração aqui.
:::

**Quando o desconto vem de uma decisão judicial**

Abaixo dos campos comuns há um bloco separado com **número do processo**, **vara** e **beneficiário**. Ele é só para desconto que um juiz mandou fazer — pensão alimentícia, retenção judicial. A maioria das verbas não passa por ali, e deixar os três em branco é o normal.

**Preencha os três ou nenhum.** O sistema recusa meia ordem, e cada metade que falta quebra o processo num lugar diferente:

| Falta              | O que acontece se fosse aceito                                                                                                                                                                                                                |
| ------------------ | --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- |
| O **beneficiário** | O desconto sai todo mês e o repasse não tem a quem ir. O lote que paga a folha recusa a linha por falta de destinatário — semanas depois, longe de quem cadastrou. O servidor recebe a menos e quem deveria receber a pensão não recebe nada. |
| O **processo**     | O desconto acontece e ninguém consegue provar por quê. Numa fiscalização, desconto sem a ordem que o autoriza é valor a devolver ao empregado (CLT art. 462).                                                                                 |
| A **vara**         | O processo não pode ser localizado: os números se repetem entre jurisdições, e é o par processo + vara que identifica a ordem.                                                                                                                |

O beneficiário precisa estar **cadastrado como parceiro**, porque é para ele que o título de repasse será emitido. Um beneficiário que não é parceiro geraria um pagamento endereçado a ninguém — e o sistema avisa na hora do cadastro, não na hora de pagar.

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**A ordem se declara na PESSOA.** O beneficiário é nomeado no ofício e muda a cada empregado, então a declaração de pensão é sempre no degrau "uma pessoa" — nunca no cargo ou na empresa.
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**O degrau que respondeu fica gravado na linha calculada.** Refazer a competência do ano passado depois que a pessoa mudou de setor responderia **outro** degrau: sem o carimbo ninguém saberia qual dos dois foi pago. É o que sustenta uma resposta a reclamação trabalhista.
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:::BlockQuote
**Mais de uma lotação principal vigente faz a folha RECUSAR.** Não é rigidez: o valor passaria a depender de qual linha o banco devolvesse primeiro, e nada registraria a escolha. Encerre a lotação sobreposta no cadastro trabalhista e rode de novo.
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## Calcular a folha de um mês

***

Em **Folha de pagamento → Cálculo da folha**, clique em **Abrir uma folha**, informe o estabelecimento, a **competência**, a **data de pagamento**, em **Líquido entra em** a categoria de despesa dos salários, e o tipo de folha; clique em **Abrir**. Depois, na linha da folha, clique em **Calcular**.

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**Por que o líquido tem uma categoria própria, informada aqui.** Cada desconto leva a sua, declarada na rubrica; o líquido não tem rubrica a quem perguntar — é o que sobra dos proventos depois dos descontos. Ele é perguntado na **abertura** e não no fechamento de propósito: no fechamento você está conferindo, não configurando, e descobrir ali que falta uma linha do plano de contas é o pior momento do processo, com a folha já calculada e todo mundo esperando. Refazer o cálculo (**Recalcular**) leva a categoria adiante — você não a informa duas vezes.
:::

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**A data de pagamento não é detalhe administrativo.** É ela que decide qual tabela de imposto de renda se aplica. Uma folha de janeiro paga em fevereiro é retida pela tabela de **fevereiro**, enquanto a contribuição previdenciária dela usa a de **janeiro** — e nas férias o pagamento é **antes** do gozo começar. Competência e data de pagamento são dois campos porque são dois fatos.
:::

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**O comando volta na hora; o cálculo continua.** A coluna **Andamento** mostra quantas pessoas já foram processadas. Você pode sair da tela e voltar.
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### O que a tela deixa fazer, e por quê

Ao abrir uma folha, o painel começa por uma faixa que diz **em que estado ela está**, oferece a **única ação que faz sentido agora** e mostra a ação recusada **desabilitada, com o motivo escrito ao lado**. Uma folha calculada oferece **Fechar e enviar ao financeiro**; uma folha de teste oferece **Recalcular** e mostra o fechar recusado, porque folha de teste nunca fecha; uma versão que já foi superada por outra mais nova não oferece nem uma coisa nem outra.

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**A faixa não adivinha tudo — e é de propósito.** Quatro recusas do fechamento dependem de fatos que a tela não enxerga: a competência já encerrada, a remessa bancária já emitida, os totais que não fecham e uma folha irmã do mesmo bolo calculada e não fechada. Nesses casos o botão é oferecido, o servidor recusa **pelo nome** e a tela mostra a frase dele. Uma faixa que chutasse essas quatro às vezes proibiria o que o servidor permite — e com uma tela não se discute.
:::

:::BlockQuote
**Quem calcula não é necessariamente quem fecha.** Se o fechamento não estiver na sua alçada, a faixa diz isso em vez de oferecer um botão que responderia "acesso negado" no clique.
:::

### A folha de férias

Férias não se pagam junto com o salário do mês, e não é preferência: a lei manda pagar tudo de uma vez **até dois dias antes** de o descanso começar, e o imposto de renda das férias é apurado à parte do salário. São duas folhas no mesmo mês.

Conceda as férias no cadastro da pessoa, abra uma folha do tipo **Férias** para **o mês em que as férias começam** e calcule. O recibo traz as parcelas separadas:

| Linha                              | O que é                                    | Quando aparece           |
| ---------------------------------- | ------------------------------------------ | ------------------------ |
| **Férias**                         | o valor dos dias tirados                   | sempre                   |
| **Terço constitucional de férias** | um terço **das férias**                    | sempre                   |
| **Férias em dobro (CLT art. 137)** | a segunda cópia dos dias fora do prazo     | só quando o prazo passou |
| **Abono pecuniário de férias**     | os dias **vendidos** em vez de descansados | só quando houve venda    |
| **Terço sobre o abono pecuniário** | um terço do abono                          | só quando houve venda    |
| **Adiantamento de férias**         | o valor adiantado, digitado por você       | só quando lançado à mão  |

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**O mês que paga é o mês que COMEÇA.** Trinta dias iniciando em 25 de janeiro são pagos **inteiros** na folha de janeiro — não vinte e três dias em janeiro e sete em fevereiro. Se você abrir a folha de férias do mês seguinte, ninguém terá férias começando ali e o sistema recusa pelo nome. É a mesma regra que faz o fracionamento funcionar: cada pedaço entra na folha do mês em que ele começa.
:::

:::BlockQuote
**O terço é um terço DAS FÉRIAS, não do salário.** Quem tira quinze dias recebe metade do terço de quem tira trinta. Um sistema que calculasse sobre o salário pagaria o mesmo terço aos dois — e o recibo fecharia igual, que é o que torna esse erro difícil de enxergar.
:::

:::BlockQuote
**A dobra inclui o terço.** O que a lei manda dobrar é a *remuneração* das férias, e a remuneração tem o terço dentro (Súmula 81 do TST). Por isso a linha da dobra é maior que a das férias daqueles dias, e não igual a ela.
:::

:::BlockQuote
**Quem não tem férias no mês é RECUSADO pelo nome, não pago com zero.** Uma linha de "R$ 0,00" de férias é uma pergunta que o colaborador leva ao RH. E se ninguém do estabelecimento tem férias começando naquele mês, a folha inteira falha — o desfecho certo para uma folha de férias sem ninguém de férias.
:::

:::BlockQuote
**Vender dias é uma escolha da CONCESSÃO, não uma linha à parte.** Ao conceder as férias você informa quantos dias a pessoa vendeu; o sistema paga esses dias pela **mesma base** dos dias descansados — médias incluídas — e acrescenta o terço sobre eles. Quem não vendeu nada **não vê linha nenhuma de abono** no recibo.
:::

:::BlockQuote
**O teto da venda é um terço do que a pessoa TEM DIREITO, e nem sempre são dez dias.** Quem faltou demais tem direito a 24, 18 ou 12 dias (é a escala do art. 130), e aí o teto é 8, 6 ou 4. O sistema recusa acima disso pelo nome. E os dias vendidos **descontam do mesmo saldo** dos descansados: quem tem 30 dias e vende 10 pode descansar 20, não 30.
:::

:::BlockQuote
**O adiantamento de férias é digitado, não calculado.** Ele é um valor negociado, e nenhuma fórmula sabe qual é. Lance-o à mão na folha de férias e ele entra no recibo. Enquanto ninguém lançar, a linha simplesmente não existe.
:::

:::BlockQuote
**Ele NÃO segue a regra do adiantamento do 13º.** O adiantamento do décimo terceiro não sofre desconto na hora — a lei manda cobrar tudo na segunda parcela. Não existe regra igual para férias: adiantar férias antecipa o **dinheiro**, não a cobrança. Por isso o adiantamento de férias entra normalmente nas bases de INSS, IRRF e FGTS.
:::

### O que o fechamento deixa no financeiro

Fechar não é só mudar o estado da folha: é **criar as contas a pagar**. O sistema separa o que foi apurado em três destinos e gera um título para cada um:

| Destino                                                   | Quantos títulos                   | Vencimento                      |
| --------------------------------------------------------- | --------------------------------- | ------------------------------- |
| **Líquido de cada pessoa**                                | um por colaborador, nunca somados | a data de pagamento da folha    |
| **O que foi retido** (INSS, IRRF, sindical, pensão)       | um por rubrica e por credor       | o dia declarado do mês seguinte |
| **O que a empresa deve** (patronal, RAT, FGTS, terceiros) | um por rubrica                    | o dia declarado do mês seguinte |

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**O líquido nunca é consolidado em um título só**, e isso não é preferência: um título somado não carrega a conta bancária de cada pessoa, e é dela que a remessa bancária é feita. Um pagamento único ao "pessoal" não vira arquivo de crédito em conta.
:::

:::BlockQuote
**INSS e imposto de renda vão ao mesmo órgão em títulos separados.** São guias diferentes, e um título cobrindo as duas não concilia com nenhuma quando o extrato voltar.
:::

:::BlockQuote
**Se algo estiver sem destino, o fechamento recusa e NADA é criado** — nem os títulos que estavam completos. O lote e as obrigações nascem juntos, na mesma operação: ou os dois existem, ou nenhum. Não há meio-fechamento para desfazer à mão.
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### Quem não pôde ser calculado

Se alguém não pôde ser calculado, a folha abre uma lista **Não calculados** com o motivo de cada um — falta o salário, falta a tabela do mês, falta um ingrediente da conta.

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**Resolva essa lista antes de fechar.** Uma folha que termina com 699 de 700 e não diz nada é pior que uma folha que não fecha: a pessoa que faltou descobre no dia do pagamento. É por isso que a lista é uma tela e não uma nota de rodapé.
:::

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**Ninguém calculado ⇒ a folha fica em FALHOU**, e não em "calculada". Concluída sobre resultado vazio se lê como sucesso em toda tela que a mostra.
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### De onde saiu cada número

Clique em qualquer linha do holerite e a folha abre a **memória**: cada ingrediente com o valor que contribuiu e de onde veio — o salário do vínculo, a base acumulada nesta folha, a faixa da tabela oficial e qual **versão** dela pagou.

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**Isso é obrigação, não conforto.** A jurisprudência trabalhista anula pagamento feito "englobado", sem discriminação do que o compõe. A memória é o que torna o número contestável por alguém que não estava lá quando ele foi calculado — o perito, o contador, o próprio empregado.
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:::BlockQuote
**A linha aponta para a VIGÊNCIA da rubrica, não para a rubrica.** Se a regra mudar por norma no ano que vem, a linha do ano passado continua explicada pelas regras sob as quais foi calculada.
:::

Cada ingrediente sai **como o que ele é**: dinheiro com cifrão e centavos, alíquota em porcentagem, contagem como número inteiro. Quem lê a memória não precisa saber de que espécie é cada termo para entender a linha — descobrir isso é justamente o que a memória existe para poupar.

### O imposto de renda: a tabela e a redução

A linha do imposto de renda tem **duas** etapas, e a memória mostra as duas separadas de propósito:

1. **LEGAL\_TABLE** é o que a tabela progressiva produziu sobre a base tributável. Quem confere pode caminhar as faixas da tabela publicada e tem de chegar exatamente neste número.
2. **TAX\_REDUCTION** é a **redução do imposto** que a Lei nº 15.270/2025 (art. 3º-A da Lei nº 9.250/1995) criou a partir de janeiro de 2026. Ela é subtraída do imposto apurado e **não pode passar dele** — o desconto pode chegar a zero, nunca a valor negativo.

O que é retido é a diferença. Para quem ganha até cinco mil reais no mês a redução costuma zerar o imposto, e é por isso que **LEGAL\_TABLE maior que zero com o desconto em R$ 0,00 está certo** — não é erro de cálculo, é a lei.

:::BlockQuote
**A redução lê o rendimento BRUTO do mês, não a base de cálculo.** O ingrediente TAXABLE\_INCOME mostra qual rendimento foi lido. Duas pessoas com o mesmo bruto e deduções diferentes recebem a **mesma** redução — se os dois números divergirem, é a base que está sendo lida no lugar do rendimento, e aí o imposto sai errado para os dois.
:::

:::BlockQuote
**A redução precisa estar cadastrada em Tabelas oficiais, como espécie IRRF — redução do imposto.** Sem ela a folha calcula assim mesmo, e retém o imposto **cheio** — que é o que a norma mandava antes de 2026. Não há recusa, porque uma competência anterior a 2026 legitimamente não tem essa tabela; se os holerites de 2026 estiverem saindo com imposto maior do que o esperado, é o primeiro lugar a olhar.
:::

### Qual folha você está lendo, e por que ela falhou

Ao abrir uma folha, a faixa logo abaixo do código diz **qual folha está aberta**: a situação, o tipo, a competência, a data de pagamento e a versão — mais o selo **Teste** quando for simulação. Sem ela esses dados ficavam só na linha da grade, que sai de vista assim que o painel abre, e tudo abaixo era lido sem se saber de que mês era.

Se a situação for **Falhou**, aparece a **razão** em vermelho. É a diferença entre "deu erro" e *"nenhuma pessoa pôde ser calculada"* — e a segunda vem com a lista de quem faltou logo abaixo.

### Recalcular e folha de teste

**Recalcular** cria uma **versão nova** e conserva a anterior, consultável e comparável linha a linha. Folha **fechada** recusa recálculo — o caminho é reabrir ou lançar uma complementar.

:::BlockQuote
**Cancelar conserva todos os números.** Nada é apagado: os números de uma folha cancelada são o que o auditor lê para entender por que um pagamento foi desfeito.
:::

:::BlockQuote
**Folha marcada como teste produz os mesmos números e não pode ser fechada.** Ela aparece na mesma lista das reais, com a etiqueta **Teste** e com o código começando em SIM- — porque citar um valor simulado a um empregado é o tipo de erro que acontece uma vez e não se esquece.
:::

### Pagar uma diferença: a folha complementar

Quando o mês já foi pago e faltou pagar alguma coisa — o aumento que entrou tarde, a hora extra que chegou depois do fechamento —, o caminho **não** é reabrir a folha: é abrir uma **folha complementar** da mesma competência, que paga só a diferença.

1. **Folha de Pagamento → Cálculo da folha → Nova folha.** Escolha a **mesma competência** do mês que já foi pago e o tipo **Complementar**. A data de pagamento é a da nova quitação, que normalmente cai no mês seguinte.
2. **Lance a diferença de cada pessoa** em **Lançamentos manuais**, com a rubrica **Diferença salarial** e o valor que falta pagar. Escreva o motivo — ele fica no registro e é o que responde à pergunta "por que essa pessoa recebeu duas vezes em março".
3. **Calcule.** O sistema desconta INSS e imposto de renda sobre a diferença e apura o líquido.
4. **Confira a memória de cálculo** de quem recebeu e **feche**.

:::BlockQuote
**Um mês fechado não impede o lançamento destinado à complementar.** É a única exceção da trava de competência fechada, e ela existe exatamente para isto: a complementar não reescreve o pagamento que já saiu, ela alimenta um pagamento novo. Lançamento para qualquer outro tipo de folha continua sendo recusado.
:::

:::BlockQuote
**Os descontos consideram o que o mês já pagou, e é por isso que eles parecem "altos".** Tanto o INSS quanto o imposto de renda são apurados sobre o **total** recebido na competência, não sobre a diferença isolada — a segunda folha continua a progressão de onde a primeira parou e abate o que já foi retido. Uma diferença de R$ 1.000 paga a quem já recebeu R$ 5.000 no mês **não** é descontada como se aquela pessoa ganhasse mil reais. A memória de cálculo mostra as duas metades da conta: quanto o mês já havia tributado e quanto já havia sido retido.
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:::BlockQuote
**Feche a folha normal antes de calcular a complementar.** A complementar precisa enxergar o que a folha do mês pagou, e esse fato passa a existir no **fechamento**. Se você calcular a complementar com a mensal ainda em aberto, o sistema **recusa o fechamento** dela e diz qual folha fechar primeiro — em vez de deixar passar um imposto apurado a menos, que ninguém perceberia depois.
:::

## Consultar o contracheque de uma pessoa

***

**Folha de Pagamento → Contracheques.** É o primeiro item do grupo de propósito: as telas seguintes são a ordem em que uma folha se **monta**, e esta é a que quem atende abre todo dia.

A pergunta que chega ao RH é sempre sobre **a pessoa e o mês** — "o de março veio menor", "eu recebi o décimo terceiro?". Por isso a consulta começa assim: escolha o colaborador, escolha o ano, abra o mês. São dois cliques até o documento.

Três coisas que valem saber antes de responder:

:::BlockQuote
**O seletor de ano só oferece os anos em que aquele vínculo realmente tem contracheque.** Não é uma lista de anos quaisquer. Um ano vazio se leria como "esta pessoa nunca foi paga" — alarmante, e quase sempre apenas o ano errado.
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:::BlockQuote
**O mesmo mês pode ter mais de um contracheque.** Uma folha mensal, uma complementar e uma tentativa cancelada aparecem as três sob o mesmo mês, cada uma com a sua **situação** — porque só a situação diz qual foi o dinheiro. Uma folha cancelada guarda os números para consulta, e uma marcada como **Teste** nunca chegou na conta de ninguém; as duas avisam isso em destaque ao abrir.
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:::BlockQuote
**Proventos menos descontos nem sempre é o líquido.** Os **encargos da empresa** são custo do empregador e ficam de fora; os **informativos** não entram em total nenhum. Cada um tem o seu bloco dizendo isso, justamente para que ninguém some e abra chamado contra um número correto.
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O contracheque abre com o salário bruto e o líquido em destaque, depois **Proventos** e **Descontos** separados, cada bloco com o seu subtotal e as verbas uma a uma, com código e nome.

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**Clique numa verba e o sistema mostra de onde saiu o número.** Cada ingrediente do valor, na ordem em que a conta os usou, e a origem de cada um. É o que a Súmula 91 do TST espera que um contracheque consiga reproduzir — e é o que nenhum aplicativo de banco mostra.
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### Quanto ainda pode ser comprometido

Abaixo do contracheque aberto, o cartão **Quanto ainda pode ser comprometido** responde a pergunta que chega ao RH antes de toda autorização de empréstimo: *quanto dessa pessoa ainda cabe?*

Nem tudo que sai do holerite conta igual. O INSS, o imposto de renda e uma pensão alimentícia saem porque a lei ou um juiz mandaram — a pessoa não teve o que consentir. Um empréstimo consignado, uma previdência privada ou a contribuição sindical saem porque ela **concordou**. Só o segundo grupo é limitado, e o cartão mostra os dois separados.

| Linha                                       | O que é                                                                   |
| ------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------------------- |
| **Remuneração**                             | a soma dos proventos do mês — a base sobre a qual os tetos são calculados |
| **Imposto por lei ou por decisão judicial** | o que não disputa a margem                                                |
| **Acordado pelo colaborador**               | o que disputa                                                             |
| **Teto do que é acordado**                  | 35% da remuneração                                                        |
| **Teto de tudo somado**                     | 70% da remuneração                                                        |
| **Ainda disponível**                        | quanto cabe de novo consignado                                            |

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**O obrigatório NÃO come a margem — ele decide quanta margem existe.** Contar o imposto de renda dentro dos 35% encolheria justamente a margem de quem ganha mais, e todo número da tela continuaria batendo.
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**O teto de tudo somado pode morder antes do outro, e aí é ele que vale.** Quem já tem 60% do salário tomado por pensão e impostos tem **10%** de espaço, não 35%. É por isso que o cartão mostra os dois tetos: olhar só o primeiro autoriza um empréstimo que a lei proíbe.
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:::BlockQuote
**Passou de um teto? O cartão diz por quanto, e diz qual.** Acima dos 35% a frase é sobre o que foi acordado; acima dos 70% ela diz que **nada** mais cabe neste mês, seja qual for o teto da classe. São duas conversas diferentes com a pessoa.
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**Desconto que ninguém classificou aparece nomeado, e a margem acima fica incompleta.** O sistema não chuta de que lado ele está: supor obrigatório infla a margem de todo mundo, supor acordado a encolhe, e os dois erros são silenciosos. Classifique a rubrica no cartão **Quem recebe esse dinheiro, e quando**, no campo **Imposto ou acordado**.
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**Competência não calculada não é margem zero.** Se o mês ainda não rodou, o cartão diz isso em palavras — porque ler margem cheia de um mês inexistente é autorizar contra uma folha que não existe.
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**A suspensão automática ainda não existe.** Quando a margem estoura o sistema **avisa** e não suspende nada sozinho: a lei manda suspender do menos prioritário para cima, e suspender o contrato errado é pior que não suspender. Por enquanto a decisão é de quem lê.
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## Lançar o que a pessoa trabalhou no mês

***

**Abra "Ponto e banco de horas"** (/payroll-time-sheet). No menu lateral, em **Recursos humanos → Ponto e banco de horas**.

Até esta tela existir, a folha **não sabia pagar uma hora extra** — não por falta da conta, mas por falta do número: ninguém dizia quantos minutos a pessoa trabalhou. É por isso que as rubricas de hora extra e adicional noturno nascem **desligadas** no catálogo.

1. Escolha a **competência** (AAAA-MM).
2. Escolha o **vínculo** e informe três números: quanto foi **trabalhado**, quanto disso foi **noturno** e quanto disso foi **hora extra**. Você pode escrever 7h20, 7:20 ou 440 — a tela repete embaixo o que entendeu, em horas e minutos, porque 720 e 7h20 são onze horas de diferença.
3. **O motivo** não é observação: é a primeira coisa que um fiscal pergunta.

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**Noturno e hora extra são PARTE do trabalhado, não uma soma.** Uma hora extra feita às 23h conta nos dois campos, e por isso a soma dos dois **pode** passar do total — o que o sistema recusa é cada um deles isoladamente maior que o trabalhado, porque aí a folha pagaria adicional sobre hora que ninguém fez, e o holerite fecharia do mesmo jeito.
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**A armadilha: vínculo SEM lançamento não é pago como zero.** As linhas que dependem da hora são recusadas **nomeando o termo**, e a recusa aparece na lista de falhas da folha e trava o fechamento — que é o comportamento certo, barulhento. **Lançar zero é outro ato**, e é legítimo: quem ficou afastado o mês inteiro trabalhou zero minuto, e dizer isso não é a mesma coisa que não dizer nada.
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**Lançar de novo para o mesmo vínculo e competência CORRIGE o lançamento anterior**, não cria um segundo. O histórico guarda o que mudou, campo a campo.
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### O banco de horas

Hora extra pode ser paga ou guardada. Quando a convenção prevê banco, ela vira **crédito**, e o servidor tem um prazo para tirar a folga correspondente. Passado o prazo sem folga, a lei é direta: **paga-se** (CLT art. 59 § 3º).

No cartão **Banco de horas** você faz três coisas:

1. **Levar a hora extra da competência ao banco.** O sistema lê o mesmo lançamento de resultado do período que a folha usaria para pagar a hora — então banco e holerite nunca discordam sobre quantos minutos houve. Uma competência entra **uma vez**; tentar de novo é recusado, porque creditar duas vezes dobraria o saldo e o fechamento pagaria a mesma hora duas vezes.
2. **Ver o saldo.** Escolhido o vínculo, aparecem **três números**: o **saldo**, o que está **fora da janela** (que é o que o fechamento transforma em dinheiro) e o que ainda está **dentro da janela**. Saldo negativo — mais folga tirada do que hora bancada — aparece em vermelho, **é reportado e nunca descontado**: o que a lei manda fazer nesse caso não foi pesquisado, e descontar por suposição tiraria dinheiro do contracheque de alguém.
3. **Fechar o banco**, informando a janela que a sua convenção pratica e a rubrica que paga a hora bancada.

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**O banco guarda MINUTOS, nunca dinheiro, e isso é o que protege o servidor.** Quem fez a hora em janeiro ganhando R$ 3.000 e recebe em dezembro ganhando R$ 3.600 recebe **a R$ 3.600** — é o que o art. 59 § 3º manda. Por isso o lançamento que o fechamento gera carrega **horas**, e o valor é calculado pela folha da competência que paga.
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:::BlockQuote
**Folga tirada compensa a hora MAIS ANTIGA.** Se consumisse a mais recente, um crédito velho venceria enquanto um novo era gasto no lugar dele — e o fechamento pagaria de novo horas que já tinham sido compensadas.
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**A janela é sua, não do sistema.** A lei dá o teto: acordo individual **escrito** compensa em até **seis meses** (art. 59 § 5º) e acordo tácito, **no mesmo mês** (§ 6º). O regime coletivo tem teto próprio, e o sistema **registra** a janela que a sua convenção declara em vez de julgá-la.

O fechamento responde uma coisa por vínculo:

| Resultado                  | O que significa                                                                                                                                                                            |
| -------------------------- | ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ |
| **Pago na folha**          | O que venceu virou lançamento na competência e **saiu** do banco. Fechar de novo não paga outra vez.                                                                                       |
| **Ainda dentro da janela** | Nada venceu; o saldo continua correndo.                                                                                                                                                    |
| **Saldo negativo**         | A pessoa compensou mais do que fez. O sistema **reporta e não desconta** — o que fazer nesse caso depende da sua convenção, e descontar por conta própria tiraria dinheiro de um holerite. |

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**Vínculo sem movimento fica de fora, e isso não é saldo zero.** Quem nunca teve hora levada ao banco simplesmente não tem banco — o fechamento não abre um para ele.
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### Carregar o arquivo do relógio de ponto

Todo relógio eletrônico é obrigado a produzir um arquivo — o **AFD** — e o empregador é obrigado a guardá-lo: é ele que a fiscalização do trabalho pede. O sistema lê esse arquivo no leiaute oficial (**Portaria MTP nº 671/2021**), então **qualquer relógio homologado serve**, de qualquer fabricante — não há formato próprio nem conversor para manter.

1. Exporte o AFD no relógio ou no software dele.
2. No primeiro cartão da tela, escolha o arquivo e clique em **Importar arquivo**.
3. Leia os **cinco números** que aparecem. Eles não são decoração — cada um tem um dono:

| Número          | O que significa                             | De quem é o assunto                     |
| --------------- | ------------------------------------------- | --------------------------------------- |
| **Lidas**       | marcações que o sistema entendeu no arquivo | —                                       |
| **Importadas**  | marcações novas, gravadas agora             | —                                       |
| **Já tinha**    | marcações que já estavam aqui               | ninguém: é o normal de reexportar o mês |
| **Sem vínculo** | o CPF não é de ninguém cadastrado           | cadastro de pessoal                     |
| **Rejeitadas**  | linhas que o sistema não conseguiu ler      | o relógio                               |

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**Carregar o mesmo arquivo duas vezes não faz mal nenhum.** Cada marcação é reconhecida pelo relógio que a gravou e pelo número de sequência dela, então a segunda carga **não grava nada** e conta tudo como *já tinha*. Reexportar o mês inteiro é rotina, e o sistema foi feito esperando isso — sem esse cuidado, a segunda carga dobraria todas as marcações e a folha pagaria o dobro de hora extra sem nada parecer errado.
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:::BlockQuote
**Se aparecer “Arquivo incompleto”, baixe de novo antes de fechar o período.** O próprio arquivo declara, no fim, quantas marcações contém — quando essa conta não bate com o que foi lido, o download veio truncado. É o defeito mais comum de puxar arquivo de relógio, e sem esse aviso o mês fecharia com menos horas do que a pessoa trabalhou.
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:::BlockQuote
**Marcação sem vínculo não é descartada.** Ela fica guardada; cadastre a pessoa e ela se liga sozinha. Descartar deixaria a importação silenciosamente menor que o arquivo — que é justamente o tipo de coisa que ninguém percebe.
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**Depois de importar, confira no espelho.** A importação guarda a marcação como o relógio a gravou; quem transforma isso em horas é o cartão seguinte.

### O espelho do ponto

É o documento que o empregado assina, e é onde a conta aparece. Escolha o **vínculo** e o sistema monta o mês dia a dia: as marcações como o relógio as gravou, quanto foi trabalhado, quanto passou da jornada e quanto caiu na janela noturna.

Três coisas para ler com atenção:

- **A tolerância aparece com o número.** Um dia cujas variações couberam na tolerância legal (cinco minutos por marcação, dez no dia) é marcado como **Tolerância**, com os minutos que ela absorveu ao lado. O número está ali porque um fiscal confere **por quê**, não apenas que sim.
- **Quando a tolerância estoura, conta tudo.** Um dia doze minutos acima da jornada paga **doze** minutos de hora extra, não dois. É a lei, e é o ponto em que quase todo sistema erra: tratar a tolerância como desconto paga a menos e ninguém percebe.
- **Dia marcado como Incompleto é dia em que alguém não bateu a saída.** O sistema **não inventa** o horário que falta — inventar seria criar hora que ninguém fez, ou apagar hora que fez. Ajuste as marcações antes de confirmar o período.

**A apuração PROPÕE; quem confirma é você.** O botão **Usar esta apuração** leva os três totais para o formulário de lançamento logo abaixo, e o lançamento continua sendo o seu ato — que é exatamente o que a fiscalização espera encontrar.

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**O turno que vira a noite é UM dia.** Quem entra às 21h e sai às 6h aparece uma vez só, no dia em que começou, com nove horas trabalhadas e sete noturnas. Um sistema que fechasse o dia à meia-noite partiria o turno em dois e metade do adicional noturno sumiria — com o total de horas continuando certo.
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:::BlockQuote
**O que ainda não entra na conta:** qual dia é de folga na escala (então um dia trabalhado numa folga é medido contra a jornada comum, e a hora extra dele sai **menor**, nunca maior), o desconto por intervalo suprimido e o banco de horas.
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Quem lança é quem administra pessoal; quem roda a folha **não** pode mexer nestas horas, e essa separação é de propósito: são três números que a folha multiplica pelo valor da hora e por um percentual.

### Corrigir o registro de ponto

Logo abaixo do espelho, depois de escolher o vínculo, aparece **Corrigir o registro de ponto** — o lugar onde o dia incompleto que o espelho aponta tem conserto. São duas ações, e nenhuma delas reescreve o que o relógio gravou.

**Desconsiderar a marcação errada.** Informe **por que** ela não deve contar e confirme. A marcação **continua na lista**, riscada, com o motivo ao lado — ela sai da conta, não do registro.

**Lançar a marcação que faltou.** Informe a data e a hora da batida que nunca foi feita e o motivo. Ela entra identificada como **Lançada à mão**, sem NSR.

:::BlockQuote
**Por que a marcação desconsiderada continua aparecendo.** O espelho é o documento que o empregado assina. Um espelho que sumisse com a marcação que alguém decidiu desconsiderar esconderia justamente o ato que ele existe para mostrar — e é esse ato, com o motivo e o autor, que a fiscalização pede. Sair da conta e sair do papel são coisas diferentes.
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:::BlockQuote
**Por que a marcação lançada à mão não ganha NSR.** O NSR é o número sequencial que o próprio relógio atribui, e o arquivo que ele produz (o AFD) declara essa sequência contínua. Inventar um número para uma batida digitada corromperia a sequência que torna o arquivo uma prova. Onde apareceria o NSR, aparece **Lançada à mão** — e quem lê nunca confunde as duas.
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:::BlockQuote
**Sem motivo o sistema recusa.** Desconsiderar sem dizer por quê é apagar com outro nome, e o motivo é a primeira coisa perguntada numa fiscalização. Vale para as duas ações.
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:::BlockQuote
**Depois de declarar o total do período, o sistema recusa a correção.** A ordem é: corrija as marcações, depois declare. Se o total já foi declarado, desfaça a declaração antes — corrigir por baixo dela deixaria dois números divergentes sem nada avisando.
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:::BlockQuote
**Duas marcações no mesmo minuto são recusadas.** É a forma de um clique duplicado, não de dois eventos. A janela é o **minuto** e não o segundo, porque o relógio grava ao segundo e quem digita uma correção não sabe qual.
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**Toda correção fica na trilha** — quem fez, quando e por quê.

### Fechar o ponto da competência

O espelho acima resolve **uma pessoa por vez**. Num órgão com relógio de ponto instalado, confirmar três números por servidor não é um processo — é a explicação de por que o relógio foi comprado e nunca foi usado. O cartão **Fechar o ponto da competência** faz o mês inteiro de uma vez: pega todo mundo que o relógio registrou, apura a jornada de cada um e grava as horas para a folha.

O que volta **não é "pronto"** — é uma lista dizendo o que aconteceu com cada vínculo, e duas das três respostas são o sistema se recusando a gravar:

| Resultado                    | O que significa                                                                 | O que fazer                                                                              |
| ---------------------------- | ------------------------------------------------------------------------------- | ---------------------------------------------------------------------------------------- |
| **Gravado**                  | A jornada foi apurada e as horas estão registradas para a folha.                | Nada.                                                                                    |
| **Recusado — dia em aberto** | Alguém não bateu a saída em um ou mais dias, e o número deles aparece na linha. | Importe o arquivo com as marcações que faltam, ou acerte pelo espelho, e feche de novo.  |
| **Declaração à mão mantida** | O mês daquela pessoa já tinha sido lançado por alguém.                          | Nada, se estava certo. Para trocar pela apuração do relógio, corrija o lançamento à mão. |

**Pode fechar de novo à vontade.** Fechar duas vezes não duplica nada: reescreve o que o próprio fechamento gravou antes e deixa intacto o que uma pessoa declarou. É por isso que "importar o que faltava e fechar de novo" é o conserto normal, e não um risco.

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**Por que um dia sem saída é recusado, e não gravado pela metade.** A tentação é gravar o que já se tem e deixar a pessoa completar depois. Só que saída faltando significa que o total está **a menos** — e uma folha que paga a menos fecha certinho, bate, e ninguém percebe. Recusar aquele vínculo e seguir fechando os outros é o que transforma um erro invisível numa linha na tela.
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:::BlockQuote
**Quem não tem marcação nenhuma fica de fora, e isso é diferente de zero.** Servidor cujo relógio ainda não foi instalado não recebe linha nenhuma — e a folha **recusa pelo nome** a linha dele quando uma rubrica pedir as horas, em vez de pagar zero em silêncio. Inventar um zero para todo mundo pagaria nada a quem trabalhou o mês inteiro.
:::

Fechar exige a **mesma permissão de lançar à mão**, de propósito: os dois gravam a hora que alguém recebe, e uma permissão mais fraca no caminho automático deixaria quem não pode mexer nas horas de uma pessoa mexer nas de todas.

## O vale que o financeiro já autorizou

***

Quando alguém recebe um adiantamento e não presta contas no prazo, quem abre a recuperação é o **financeiro**: ele avisa a pessoa, espera o prazo de defesa que a lei exige e só então autoriza o desconto. Todo esse cuidado acontece fora da folha, e é assim que deve ser.

O que a folha faz é **receber**. Em **Financeiro → Descontos em folha**, a ação de entregar manda para a folha todas as recuperações já autorizadas do estabelecimento. Cada uma vira um lançamento no holerite da competência que ela nomeia, com a base legal junto no motivo.

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**Você não redigita nada, e é esse o ponto.** O valor sai do financeiro e entra na folha pelo mesmo caminho, sem passar por planilha. Antes disso ele saía como arquivo para alguém digitar de volta — o que fazia sentido quando a folha era de outro fornecedor.
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:::BlockQuote
**Entregar duas vezes não desconta duas vezes.** Cada recuperação carrega a marca do lançamento que virou, e a entrega seguinte pula quem já tem. Pode rodar sem medo.
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**O que a folha não consegue receber é dito PELO NOME, e continua autorizado.** Uma pessoa que é parceiro mas não colaborador (um fornecedor, por exemplo), uma competência já fechada, uma rubrica que o catálogo não tem — cada caso aparece na resposta com o seu motivo, a recuperação **não** é marcada como entregue, e a próxima entrega a pega quando a causa for resolvida.
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:::BlockQuote
**A pessoa precisa estar cadastrada como parceiro E como colaborador, com o mesmo documento.** É por ele que os dois cadastros se encontram. Sem isso a recuperação é recusada dizendo exatamente isso.
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:::BlockQuote
**Quem ainda roda a folha em outro sistema continua com o arquivo.** A remessa não saiu do lugar, e a mesma recuperação nunca sai pelos dois caminhos: o que já foi enviado é pulado.
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## Lançar à mão o que a regra não explica

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Em **Folha de Pagamento → Lançamentos manuais** entra o caso que nenhuma regra cobre: um acordo, uma correção retroativa, um desconto combinado. É a porta que impede o padrão que sempre nasce sem ela — a planilha paralela que ninguém audita.

1. Escolha a **competência** (AAAA-MM). A tela trabalha um mês por vez, que é como se trabalha folha.
2. Escolha o **vínculo**, a **rubrica** e a qual **folha** da competência o lançamento se destina — um mês pode ter mensal, adiantamento, décimo terceiro, rescisão e férias, e um lançamento feito para uma delas não pode ser varrido para outra.
3. Informe a **quantidade** *ou* o **valor**, **nunca os dois**. Quem decide qual dos dois é a rubrica: a que calcula por fórmula recebe a quantidade de onde calcular; a que não calcula recebe o valor. O sistema recusa o errado em vez de adivinhar.
4. **O motivo é obrigatório**, e não é observação. É o que o lançamento **é**: valor sem explicação no holerite de alguém é exatamente o que esta tela existe para impedir.
5. Para lançar o mesmo evento para várias pessoas, clique em **Várias pessoas**. Sai **uma linha e uma entrada de trilha por pessoa** — nunca um lançamento em massa sem rastro individual.

### Quanto os meses fechados passaram a dever, depois de um dissídio

O dissídio se assina em maio com efeito de janeiro. O salário muda, e de janeiro a abril todo mundo foi pago a menos. O cartão **Retroativo de reajuste** desta mesma tela responde **quanto** — e por isso fica aqui: é daqui que a diferença apurada vira lançamento.

Informe o **vínculo**, o mês em que o reajuste passa a valer e a **competência corrente**. A tabela traz, mês a mês, três números:

| Coluna          | O que é                                                                                                                                                                                 |
| --------------- | --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- |
| **Pago**        | O que aquele mês efetivamente pagou de proventos, lido da folha real. Folha cancelada não conta — ela é uma folha que alguém retirou, e contá-la faria a diferença sair menor do que é. |
| **Recalculado** | O que o mesmo mês pagaria com o salário novo. Enquanto ninguém tiver refeito aquele mês, a coluna diz **"ainda não recalculado"**.                                                      |
| **Devido**      | A diferença. Só entra no total quando é positiva.                                                                                                                                       |

:::BlockQuote
**A competência corrente fica de fora de propósito.** A folha dela já é calculada com o salário novo, então incluí-la pagaria a diferença **duas vezes** — uma como retroativo e outra dentro do próprio mês. É o tipo de erro cujo holerite fecha, bate e nunca é questionado.
:::

:::BlockQuote
**"Ainda não recalculado" não quer dizer "não deve nada".** São coisas diferentes, e o cartão mostra as duas colunas justamente para você não confundir uma com a outra. Um mês que ninguém refez não entra no total.
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**Quem refaz os meses é o botão "Recalcular estes meses"**, logo abaixo da tabela. Ele abre **uma simulação por mês** da janela e devolve, numa linha, quantas abriu, quantas já existiam e quantos meses não tinham folha para comparar. Cada simulação **copia a folha que foi paga naquele mês** — mesmo estabelecimento, mesmo tipo, mesma data de pagamento e mesma categoria de despesa. Não é comodidade: o **tipo** garante que um mês de férias seja refeito como férias e não como folha mensal (comparar dois holerites diferentes chamaria de dívida a diferença entre eles), e a **data de pagamento** é o que decide qual tabela de IRRF se aplica — usar a data de hoje tributaria uma diferença de janeiro pela tabela de dezembro.

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**Apertar de novo é seguro, e isso foi construído de propósito.** O extrato soma as linhas de **todas** as simulações do mês; se o botão abrisse uma segunda, o mês passaria a dever o dobro. Um mês que já tem simulação é reaproveitado, e a linha de resposta diz quantos foram.
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:::BlockQuote
**Mês sem folha fechada não é recalculado — é relatado.** Não há folha para copiar, e adivinhar os parâmetros produziria um recalculado sem contrapartida, que nesta mesma tela se lê como dívida. Esses meses aparecem na contagem de "meses sem folha para comparar".
:::

:::BlockQuote
**As simulações são despachadas e não esperadas.** A resposta chega na hora; os números aparecem na tabela conforme o motor termina cada mês. Se a coluna **Recalculado** ainda estiver vazia, atualize a tela em alguns segundos antes de concluir que algo falhou.
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:::BlockQuote
**Só quem executa folha vê o botão.** Ler o extrato e abrir folhas são atos diferentes: o extrato está aberto a quem lê folha, e recalcular exige a permissão de **executar** folha, porque cria folhas de verdade no sistema.
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**A diferença não é necessariamente do reajuste — leia-a antes de pagar.** O recálculo é uma folha nova, feita **agora**, com as regras e os cadastros de agora. Se o roteiro mudou, se uma rubrica ganhou vigência nova, se um período aquisitivo foi corrigido ou se o próprio sistema passou a calcular alguma verba de outro jeito desde que aquele mês foi fechado, isso **também** aparece na coluna Devido. Medido em 2026-08-13 num mês de férias sem reajuste nenhum: o pago trazia dobra de R$ 2.500,00 e o recálculo trouxe R$ 3.333,33 — uma diferença de R$ 833,33 que não vinha de dissídio algum. Isso é o método funcionando como projetado (a diferença **é** o recálculo, e não um percentual aplicado sobre o que foi pago), e é por isso que a tabela mostra as três colunas: antes de lançar, confira **quais rubricas** mudaram entre a folha paga e a simulada, abrindo as duas em **Folhas de pagamento**.
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**Diferença negativa aparece e não é paga.** Se o recálculo der menos que o pago — uma correção para baixo, um reajuste aplicado ao grupo errado, um mês que teve um pagamento avulso —, o número aparece em cinza e fica fora da soma. Esconder seria apagar o sinal de que alguma declaração está errada; descontar seria tirar dinheiro de alguém por um mês já encerrado.
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**O cartão é um extrato, não um pagamento.** Ele diz o valor; quem paga é o formulário de lançamento acima, na competência corrente — que é onde os impostos sobre essa diferença são calculados. Essa separação é a mesma que o eSocial usa: o retroativo é declarado no mês do acordo, e os meses passados **não** são retificados.

### A comissão que o faturamento já calculou

O cartão **Comissão de venda**, no fim desta mesma tela, apura o que cada vendedor ganhou no mês a partir das **notas fiscais autorizadas** — e fica aqui pela mesma razão do retroativo: é daqui que o valor apurado vira lançamento.

**Primeiro, quem ganha o quê.** Uma regra por vendedor:

| Campo                     | O que decide                                                                                                                                  |
| ------------------------- | --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- |
| **Vendedor**              | De quem é a regra. É o parceiro que aparece no pedido de venda.                                                                               |
| **Vínculo em que é paga** | Onde a comissão entra na folha. **Deixe vazio** quando o vendedor não recebe pela folha — um representante comercial pago por contas a pagar. |
| **Percentual**            | Digite em **por cento**: 3 é três por cento.                                                                                                  |
| **Ganha**                 | **Na emissão da nota** ou **na baixa do título**.                                                                                             |
| **Base**                  | **Bruto, com impostos** ou **líquido de impostos**.                                                                                           |
| **Vale a partir de**      | A competência em que a regra passa a valer.                                                                                                   |

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**"Ganha" e "Base" mudam o dinheiro no bolso da pessoa, e por isso o sistema não escolhe por você.** Comissionar **na emissão** paga o vendedor por uma venda que o cliente pode nunca pagar; **na baixa** atrasa o vendedor, mas só paga o que entrou. E numa nota de 10.000 com 1.800 de imposto, a três por cento, a comissão é **300,00** com os impostos na base e **246,00** sem eles. São cinquenta e quatro reais de diferença numa nota só, e as duas respostas são legítimas.
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**Vínculo vazio não é cadastro pela metade — é a resposta.** Nem todo vendedor é empregado. Se o sistema adivinhasse o vínculo pelo CPF, criaria lançamento de folha para quem não tem contrato de trabalho. Com o campo vazio, as vendas dele aparecem na apuração marcadas como *"não recebe pela folha"* — em vez de sumirem.
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**Depois, o mês.** Clique em **Apurar** e o cartão traz duas listas. A de cima é o que cada vendedor ganhou: quantas vendas, a base e a comissão. A de baixo é **o que não rendeu nada, com o motivo**:

| Motivo                                                 | O que aconteceu                                                    |
| ------------------------------------------------------ | ------------------------------------------------------------------ |
| **O vendedor não tem regra de comissão**               | Alguém vendeu e ninguém declarou quanto ele ganha.                 |
| **A regra paga na baixa e o título não foi recebido**  | A venda volta a concorrer no mês em que o dinheiro entrar.         |
| **A regra não nomeia vínculo — não recebe pela folha** | É o caso do representante: a comissão dele sai por contas a pagar. |

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**Essa segunda lista existe justamente para não haver silêncio.** Um mês inteiro de vendas rendendo zero, sem nada aparecer na tela, é o defeito que ninguém abre chamado — o vendedor descobre no contracheque.
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**Por fim, o lançamento.** Escolha a **rubrica que paga a comissão** e clique em **Lançar na folha**. Sai **um** lançamento por vendedor, com o valor arredondado **uma vez** sobre a base do mês inteiro.

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**A rubrica não é escolhida pelo sistema, e isso é deliberado.** Qual rubrica paga uma comissão decide as incidências de INSS e IRRF sobre aquele valor. Escolher por você seria decidir o imposto de alguém a partir de uma suposição.
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**A rubrica tem de aceitar VALOR, não quantidade.** A comissão é um valor apurado em reais, então uma rubrica calculada por fórmula — adicional de periculosidade, insalubridade, e boa parte do catálogo CLT — é recusada com a mensagem *"Esta rubrica calcula por fórmula — informe a quantidade, não o valor"*. Não é defeito: é a mesma trava que impede um lançamento manual de contradizer a fórmula da rubrica. Escolha (ou cadastre) uma rubrica de comissão que receba valor.
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**Nota cancelada não é venda.** Ela não aparece nem como ganho nem como perdido — porque não é uma venda que deixou de pagar comissão, é uma venda que não existe. Recebimento **parcial** também não conta como recebido: metade do dinheiro entrando não faz a venda cobrada.
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**Percentual mudou?** Vale a declaração **mais recente** que já estava em vigor na competência. A anterior fica no histórico — mês já pago não é recalculado a uma taxa que ninguém acordava então.
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## Entra uma vez

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Enquanto o lançamento **aguarda uma folha**, só pode existir um para o mesmo vínculo, rubrica, competência e tipo de folha. Depois que uma folha o **leva**, a linha registra **qual** foi — e a partir daí ele não pode mais ser editado nem cancelado, porque já é linha paga.

**Errou o valor? Corrija, não cancele.** Clique no **lápis** na linha — ele fica ao lado da lixeira. O formulário do topo se preenche, o título passa a **Editar** e logo abaixo aparece **qual** linha está sendo corrigida: matrícula, pessoa, verba e competência. Ajuste o que estiver errado e clique em **Salvar alterações**. O resultado é **uma** linha na competência com o valor certo — e o conferente da folha vê um lançamento onde houve um erro de digitação, não dois.

**Cancelar não apaga**, e continua existindo para quem realmente quer retirar o lançamento. A linha fica como cancelada e sai da regra de unicidade, para que o lançamento que a substitui possa ser gravado e o original continue legível. Lançamento retirado é fato que alguém pergunta depois.

**Competência fechada é recusada** — com **uma** exceção, e ela é a razão de a folha complementar existir: lançamento destinado à **folha complementar** não é barrado por um mês já fechado, porque ele não reescreve nada do que foi pago; alimenta uma folha nova. Mensal, décimo terceiro, férias e rescisão continuam recusados. Competência sobre a qual ninguém informou o sistema é permitida — e a trilha registra que a situação de fechamento era desconhecida, para que ninguém conclua depois que alguém conferiu.

## Equipamentos de proteção e a ficha de entrega

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Em **Folha de pagamento → Equipamentos de proteção**. A NR-6 obriga o empregador a fornecer equipamento **aprovado**, gratuitamente, e a **registrar** cada entrega — e a própria norma (item 6.5.1, alínea *d*) aceita "livros, fichas **ou sistema eletrônico**". Esta tela **é** esse registro: não é apoio a um papel que alguém arquiva.

### Cadastrar o equipamento

Informe **código**, **nome** e, quando houver, o **Certificado de Aprovação (CA)** com a data até a qual ele vale. Opcionalmente, fabricante, o prazo de troca em dias e se o item exige treinamento.

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**O certificado é do MODELO, não da peça.** Ele vence no calendário dele, e é por isso que mora no cadastro do equipamento e não em cada entrega. Item sem certificação legítima fica com o campo vazio; o que o sistema **recusa** é número de CA sem data de validade — sem ela, ninguém sabe a partir de que dia a entrega passa a ser irregular.
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### Registrar a entrega

Escolha o colaborador, o equipamento, a data, a quantidade e **por que** o equipamento mudou de mãos: primeira entrega, troca por prazo, danificado, extraviado ou devolução.

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**O motivo é declarado, nunca deduzido.** A NR-6 (item 6.5.1, alínea *g*) separa "substituir imediatamente quando danificado ou extraviado" da troca por prazo — o primeiro diz algo sobre o local de trabalho, o segundo diz apenas que o tempo passou, e numa fiscalização os dois se leem diferente.
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**A ficha é do VÍNCULO.** Quem tem dois contratos no grupo tem duas fichas: o equipamento é fornecido por um empregador, e a ficha que o fiscal lê é a dele.
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### O certificado vencido barra a entrega

Uma faixa no topo lista os certificados **vencidos ou a vencer em 30 dias**. E se alguém tentar registrar uma entrega com data posterior ao vencimento, **o sistema recusa** — nomeando o equipamento, o certificado, o dia em que venceu e o caminho: renovar o certificado, ou cadastrar o modelo recertificado.

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**Por que recusar em vez de apenas avisar.** Uma luva inteira, entregue no dia seguinte ao vencimento do CA dela, é uma entrega irregular. Um controle que aceitasse esse lançamento seria um lugar de escrever bonito a própria não-conformidade — e o registro é justamente o que o empregador apresenta quando alguém se acidenta.
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**A devolução continua permitida** mesmo com o certificado vencido ou o item fora de uso: é assim que o equipamento deixa o prédio.

### Nada se apaga

Lançamento errado se **cancela com motivo** — e o motivo é obrigatório, porque cancelamento sem motivo é apagar com outro nome. Equipamento que já foi entregue a alguém não pode ser excluído: as entregas que o citam são prova, e o caminho é **tirá-lo de uso**. Esses registros são guardados por décadas porque é deles que se depende numa ação sobre acidente.

## Plano de saúde: quem está coberto, o consentimento e a coparticipação

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Em **Folha de pagamento → Planos de saúde**. O desconto que aparece no holerite é a **soma** de duas metades que quase ninguém vê juntas: as **mensalidades de cada vida coberta** — a parte previsível — e as **cobranças de coparticipação do mês** — a parte que surpreende. É por isso que as duas moram nesta tela, uma embaixo da outra.

### Cadastrar o plano

Informe **código**, **nome** e o **tipo de contratação**.

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**O tipo não é enfeite, e o erro dele é invisível.** Coletivo empresarial e plano contratado pelo próprio trabalhador descontam **exatamente o mesmo valor** — eles só escolhem o código declarado ao eSocial (9219 e 9912). Plano cadastrado no tipo errado sai **certo** no holerite para o empregado, para o analista e para a conferência, e sai errado só no arquivo que o governo lê meses depois, onde consertar custa caro. Por isso **não existe valor pré-selecionado**: um padrão aqui seria o sistema chutando sobre um contrato que ninguém mostrou a ele.
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### A autorização assinada

Escolha o plano, a **data da assinatura** e **onde o papel está**.

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**Sem consentimento assinado não há desconto.** O art. 462 da CLT proíbe descontar do salário; a Súmula 342 do TST é o que torna o plano de saúde uma exceção — e só quando o trabalhador autorizou **por escrito**. O que a fiscalização pede é o **documento**, então o que o sistema guarda é a data e a referência do papel, não o visto de alguém numa tela.
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**Ver que falta é o ponto desta lista.** Sem ela, a recusa só aparece **quando a folha roda** — no dia em que ninguém tem folga para correr atrás de assinatura. Aqui ela aparece semanas antes, como "nenhum consentimento registrado para este vínculo".
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**Revogação é data, não exclusão.** Consentimento revogado em setembro **não** torna ilegal o desconto de agosto, e a linha revogada continua na lista justamente por isso: a pergunta é sempre sobre uma competência, não sobre hoje.
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### As vidas cobertas

Cada vida — o titular e cada dependente — entra com a **mensalidade** e o dia em que a cobertura começou.

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**O desconto é a SOMA das vidas.** Titular com dois dependentes paga **três** mensalidades numa linha só do holerite. Quem procura a diferença numa mensalidade isolada não acha.
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**Encerrar cobertura é data, nunca apagar.** A vida que deixou de ser coberta em março **foi** cobrada em fevereiro, e competência fechada precisa continuar explicável. Entrada e saída no meio do mês são cobradas **proporcionalmente aos dias**.
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### As cobranças de coparticipação

Cada uso do plano cobrado do trabalhador: a data, o valor e o que foi usado. Marque **internação**, **saúde mental** e **cobrado como percentual** quando for o caso — esses três campos são o que a norma lê.

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**Duas recusas, e as duas acontecem na hora de lançar.** A primeira: percentual sobre **internação** é proibido (Resolução CONSU 8/1998), com a saúde mental como exceção expressa — por isso a recusa exige as três condições juntas, e uma regra que olhasse só "internação" barraria uma cobrança psiquiátrica legítima. A segunda: as cobranças do mês **não podem passar a mensalidade daquela vida** (STJ, 2024) — e o teto é **por vida**, não por vínculo, senão uma família grande teria cobrança legítima recusada e uma pequena teria cobrança ilegal aceita.
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**Por que recusar no lançamento e não no cálculo da folha.** Quando a folha roda, alguém já cobrou o trabalhador e o dinheiro está em disputa: recusar ali produz um holerite que não fecha e uma discussão que ninguém resolve. Recusar na porta produz uma cobrança que **nunca foi aceita** — que é o estado sobre o qual a organização consegue agir.
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**E por que o sistema não "apara" o excesso em silêncio.** Aparar esconderia o fato que a recusa existe para dizer: alguém cobrou mais do que a norma permite. O empregado veria uma linha menor e nunca saberia; e a organização, que responde por ter descontado, não teria registro de que aconteceu.
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### Quem vê a lista de cobranças

As cobranças ficam atrás de uma **permissão própria**, separada da que administra o plano. Saber que alguém **está coberto** é um fato; saber **o que a pessoa usou** — consulta, internação, saúde mental, inclusive de dependentes — é outro. Quem administra o cadastro não recebe o segundo junto com o primeiro, e a recusa vem do servidor: a lista não aparece nem em exportação, nem no histórico de alterações.

## Pagar quem não é empregado: o recibo de autônomo (RPA)

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A prefeitura contrata um eletricista autônomo para um serviço pontual. Não há vínculo, não há férias, não há décimo terceiro — mas **há retenção**, e ela não é a mesma da folha.

**Abra "Recibo de autônomo (RPA)"** (/service-receipts). No menu lateral, em **Folha de pagamento → Recibo de autônomo (RPA)**. A tela emite o recibo já com as contas feitas.

Informe o **estabelecimento** e a **competência**, escolha o **prestador**, a **data do serviço**, o que foi feito e o **valor bruto**. Depois, um campo que o sistema **não preenche por você**.

### O campo que decide o dinheiro é sobre a SUA organização, não sobre o prestador

**"O que esta organização é"** decide a alíquota da previdência do prestador:

| Escolha                                 | Retenção do prestador | Quando                                                                                                   |
| --------------------------------------- | --------------------- | -------------------------------------------------------------------------------------------------------- |
| **Deve a contribuição patronal de 20%** | **11%**               | O caso comum de um órgão público ou de uma empresa.                                                      |
| **Não deve a patronal**                 | **20%**               | Quem paga é pessoa física, cooperativa de trabalho ou entidade isenta — não há patronal de onde deduzir. |

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**Não há padrão, e isso é de propósito.** Chutar 11% recolhe **a menos** em todos os casos da segunda linha; chutar 20% recolhe **a mais** na primeira. Nenhum dos dois erros aparece no recibo: ele imprime, os totais somam, e a diferença chega como autuação anos depois.
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**Não some 45% em cima dos 11%.** Quem lê o art. 30, § 4º isolado é convidado a isso, mas os 11% **já são** os 20% menos o teto de 9% — a mesma regra dita duas vezes. Aplicar as duas dá 2%, e 2% num recibo parece só um valor baixo. O sistema não faz isso, e este parágrafo existe para que ninguém "corrija" o cálculo achando que faltava.
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**O teto vale para um lado só.** A retenção do prestador para no teto do salário de contribuição; a contribuição de 20% da organização **não para**. São duas bases sobre o mesmo pagamento.
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### O imposto de renda é do MÊS, não do recibo

Dois pagamentos de R$ 2.000,00 ao mesmo prestador em agosto **não são dois pagamentos isentos**: são R$ 4.000,00 com imposto devido, e ele aparece **no segundo recibo**.

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**Por isso a coluna do imposto às vezes mostra uma base MAIOR que o bruto daquele recibo.** Não é erro de conta: é o mês inteiro. A tela escreve *"sobre X acumulados no mês"* justamente para o leitor não corrigir o que está certo.
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**O terceiro recibo retém só a diferença.** O que já foi retido no mês é abatido; ninguém paga o imposto duas vezes.
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### O ISS é digitado, e o sistema não o calcula

Não existe regra nacional de retenção de ISS: quem manda é a **lei do município**, e a lei complementar nomeia responsáveis por **tipo de serviço**, nunca pela inscrição do prestador. Um sistema que calculasse o ISS estaria inventando a lei de uma cidade que ninguém lhe mostrou. Por isso a tela pede o **valor** e o **município** (código IBGE), guarda os dois como você informou, e registra quem informou.

### O que o sistema recusa

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**Prestador com vínculo de emprego vigente na data do serviço: bloqueio, não aviso.** Serviço prestado sob vínculo é **não-incidência**, e o RPA usado para mascarar vínculo é o risco jurídico mais caro deste módulo. Um aviso seria dispensado por quem está com pressa, e o recibo que ele deixasse passar é o documento que uma reclamação trabalhista lê de volta para a organização.
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**Mas quem SAIU pode voltar como prestador.** O bloqueio mede o vínculo **na data do serviço**: alguém desligado no ano passado pode legitimamente ser pago como autônomo hoje.
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**Falta de tabela legal recusa nomeando qual.** Sem o teto do salário de contribuição ou sem a tabela do imposto de renda da competência, o sistema diz **qual** publicar — e não um genérico "não foi possível calcular", que manda você abrir chamado.
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### O que a tela mostra e o que ela não desconta

A coluna **Custo da organização** traz a contribuição de 20% que a organização paga por cima. Ela **não** é descontada do líquido do prestador, porque não sai do bolso dele — mas está na tela porque sem ela o pagamento parece custar um quinto menos do que custa.

Cada recibo tem **Histórico**: quem emitiu, para quem, de quanto e sob qual natureza de tomador — o campo que decidiu 11% ou 20%.

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**Ler e emitir são permissões diferentes.** O contador e o auditor leem recibos que não podem emitir; quem executa a folha não emite recibo de autônomo.
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