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title: Treinamento e desenvolvimento
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createdAt: 2026-08-14T12:46:23.065Z
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Treinamento numa organização se repete: a mesma integração de novos servidores, o mesmo curso de licitações, a mesma reciclagem de segurança. Sem catálogo, cada realização é redigitada — conteúdo, carga horária, pré-requisito — e a informação se perde entre planilhas.

**Curso e turma são coisas diferentes, e o sistema as separa desde o começo.**

O **curso** é a definição: o que ensina, quantas horas tem, o que exige antes e quais competências desenvolve. A **turma** é a realização: data, local, instrutor, custo, quem compareceu. Se custo e presença morassem no curso, seria preciso duplicar o curso a cada realização — e a partir daí o catálogo deixa de ser catálogo.

Esta página cobre o catálogo e os instrutores. A turma vem depois.

## Passo a passo

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### Cadastrar um curso

1. **Abra "Catálogo de treinamentos"** (/training-courses). Menu **Recursos Humanos → Catálogo de treinamentos**.
2. Se você usar um código que já existe, o sistema recusa **dizendo o nome do curso que já o tem**. Isso normalmente resolve a dúvida na hora: quase sempre o curso já está cadastrado e você ia cadastrá-lo de novo.
   **Preencha código e nome.** O código é como as pessoas se referem ao curso em voz alta, e é único.
3. Não é detalhe de preenchimento: a validade da certificação e a frequência mínima que o sistema vai conferir na conclusão são calculadas a partir desse número.
   **Informe a carga horária em horas.**
4. É esse campo que decide quem conduz o curso: o presencial é conduzido aqui, com turma, lista de presença e custo; o conteúdo on-line é entregue pela plataforma de aprendizagem.
   **Escolha a forma de entrega** — presencial, on-line ou misto.
5. É o "eventuais requisitos". Quando a matrícula existir, é esse campo que ela vai conferir antes de aceitar alguém numa turma.
   **Indique o curso pré-requisito, se houver.** Deixe "Nenhum" quando não houver.
6. **Escreva exatamente como a certificação está cadastrada.** O sistema casa os dois **por texto** — uma letra diferente e a baixa automática na conclusão não encontra nada. E ela falha em silêncio: um nome que não casa com nada simplesmente não casa, sem erro e sem aviso.
   **Preencha a certificação concedida, se o curso conceder alguma.**
7. **Salve.**

### Dizer o que o curso desenvolve

1. **Clique no código do curso** na lista para abrir a ficha dele.
2. **Na seção "O que este curso desenvolve", escolha uma competência.** O combo mostra o teto da escala de cada uma ao lado do nome.
3. O nível **nunca passa do teto daquela competência** — e cada competência tem o seu. Se você pedir nível 7 numa competência medida até 5, o sistema recusa **nomeando a competência e o teto dela**, para você não ter de adivinhar qual dos dois números está errado.
   Deixar em branco é legítimo e significa "desenvolve, sem nível declarado". Exigir um número aí só faria alguém inventar um.
   **Informe o nível a que o curso leva, ou deixe em branco.**
4. Ele simplesmente não será sugerido automaticamente num plano de desenvolvimento, porque não há lacuna a que possa ser associado. É o vínculo com a competência que tira o plano de ser uma lista digitada à mão.

**Um curso sem nenhuma competência é aceito** — e a tela avisa o que isso custa.

### Cadastrar instrutores

1. **Abra "Instrutores"** (/instructors). Menu **Recursos Humanos → Instrutores**.
2. **Escolha a espécie: colega ou de fora.**
3. Se você tentar cadastrar o mesmo colega duas vezes, o sistema recusa e nomeia o registro que já existe.
   Ministrar é algo que a pessoa fez, e as horas pertencem à ficha dela. Um nome digitado criaria uma segunda versão de alguém que o cadastro já guarda, e as duas divergiriam na primeira vez que um nome fosse corrigido.
   **Para um colega, escolha a pessoa no cadastro** — não digite o nome.
4. Um convidado que ministra uma vez não precisa de cadastro de parceiro. Quando houver contrato e nota a rastrear, aí sim o parceiro é o caminho.
   **Para alguém de fora, basta o nome.**
5. **Salve.**

### Aposentar em vez de excluir

Curso e instrutor **não são excluídos** — são aposentados pelo botão na linha.

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Turmas passadas apontam para os dois. Apagar a linha deixaria um registro de presença descrevendo um curso que ninguém consegue nomear, ministrado por ninguém.
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## O que fica registrado

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A ficha do curso traz o **histórico** de quem alterou o quê e quando. É onde um auditor confere uma mudança de carga horária — que é o número de que depende a validade de uma certificação.

## Quem pode o quê

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Qualquer pessoa com acesso de leitura ao cadastro **consulta** o catálogo: ele é referência para o gestor de área que planeja o desenvolvimento da equipe.

**Manter** o catálogo — criar curso, ligar competência, cadastrar instrutor — exige a autorização própria de treinamento. A separação é intencional: o que o curso promete desenvolver, e até que nível, alimenta o plano de desenvolvimento e o orçamento que ele consome.

## Agendar uma turma

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Curso é definição; **turma é quando ele acontece**. Data, local, vagas, custo e material são da turma — o mesmo curso custa diferente a cada realização, e por isso o valor não cabe no catálogo.

1. **Abra "Turmas de treinamento"** (/training-classes). Menu **Recursos Humanos → Turmas de treinamento**.
2. Data de início no passado é **recusada**, a menos que você marque que a realização já aconteceu. A causa comum de data passada é ano digitado errado, e turma agendada para trás nunca pode ser frequentada — mas registrar um treinamento que a organização já fez é legítimo. As duas coisas precisam continuar distinguíveis, então a segunda tem de ser **dita**, não deduzida da data.
   **Escolha o curso, a data de início e a de término.**
3. Em branco e zero são fatos diferentes: zero quer dizer que a realização foi gratuita. O relatório de custo **pula** as turmas sem custo lançado em vez de contá-las como zero — somar como zero deixaria o orçamento silenciosamente otimista.
   **Lance o custo, se já souber.** Deixe em branco enquanto não souber.
4. **Salve.** A turma nasce como rascunho.

### Declarar o material

1. **Abra a turma** clicando na data.
2. Só dá para mexer no material enquanto a turma é **rascunho**. Depois de enviada para aprovação, mudar o material deixaria o aprovador tendo autorizado uma turma diferente.

**Acrescente os itens** que o almoxarifado terá de fornecer, com a quantidade.

### Aprovar e confirmar

1. **Envie para aprovação** — é o analista terminando o trabalho dele.
2. Aprovar é alçada **separada** de manter o catálogo. Quem cura cursos não passa, por isso, a comprometer orçamento: confirmar uma turma compromete o custo num centro de custo e dispara requisição contra o almoxarifado.
   **Quem tem alçada de treinamento aprova e confirma.**
3. **Ao confirmar, a requisição de material é gerada sozinha** e fica ligada à turma.

### A armadilha: a turma que parece pronta

Se a requisição **falhar**, a turma continua confirmada — de propósito, porque indisponibilidade do estoque não pode impedir treinamento de ser agendado. Mas ela passa a exibir um **aviso vermelho** dizendo que a requisição não passou, com o motivo e um botão para tentar de novo. O aviso aparece também **na lista**, não só na tela da turma.

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Ignorar esse aviso significa que ninguém foi acionado para as apostilas. Isso é descoberto no dia, pelo instrutor, na frente da sala — e é exatamente o problema que esta tela existe para evitar.
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### Quanto um curso custou

No fim da tela de turmas, escolha o curso e o período. O total é **somado das realizações**, porque o catálogo não guarda dinheiro nenhum.

## Matricular, registrar presença e encerrar

***

Turma confirmada, começa a operação. Tudo acontece no bloco **Quem está matriculado e quantas horas assistiu**, na tela da turma.

### Matricular

Escolha a pessoa e clique em **Matricular**. O convite sai **na hora** — pela caixa de mensagens do portal, se ela tiver usuário, ou pelo e-mail que está na ficha. Depois disso o sistema ainda manda, sozinho, a **confirmação** quando a data se aproxima e o **lembrete na véspera**. São três avisos diferentes de propósito: quem não quer o lembrete pode desligar só ele nas preferências de notificação, sem perder o convite.

Se a turma tiver vagas e elas acabarem, a matrícula é recusada dizendo **quantas vagas existem e quantas estão ocupadas** — não um "sem vagas" seco que deixa você sem saber se dá para espremer mais uma.

Cancelar a matrícula **libera a vaga**. Matricular a mesma pessoa de novo reaproveita a linha em vez de criar uma segunda, e recomeça os avisos — quem cancelou depois da confirmação recebe a próxima.

**Cancelar a turma retira todo mundo que ainda não foi apurado.** Sem isso, um treinamento que não aconteceu continuaria aparecendo como "Matriculado" na ficha de cada pessoa, com as vagas ocupadas.

### Registrar a presença

A presença é registrada **em horas, não em sim ou não**. Isso não é preciosismo: certificado depende de carga horária, e quem assistiu metade não pode receber o mesmo que quem assistiu tudo. Digite as horas na linha da pessoa e clique em **Salvar**.

Zero é uma resposta válida e significa **ausente** — diferente de deixar em branco, que significa que a presença ainda não foi apurada.

Mais horas do que o curso dura é recusado. A causa comum disso é um zero a mais digitado, e aceitar seria emitir certificado em cima de um erro de digitação.

### Encerrar a turma

**Encerrar a turma e apurar a presença** é o momento em que o treinamento vira fato. Cada matrícula viva é comparada com a **frequência mínima do curso** — que, quando está em branco no cadastro do curso, é a carga horária inteira:

- **igual ou acima** → concluído, com a data da conclusão, e o treinamento passa a aparecer na **ficha do colaborador**;
- **abaixo, mas com horas** → abaixo do mínimo, sem conclusão e sem certificação;
- **sem horas** → ausente.

Corrigir as horas de alguém **depois** do encerramento reapura aquela matrícula na hora. O resultado antigo não fica de pé.

### A armadilha: a certificação que não foi baixada

Quando o curso concede certificação, o sistema procura, entre as certificações exigidas pelo **cargo vigente da pessoa**, uma com **exatamente aquele nome** — e a comparação é por texto. Achando, grava a nova validade a partir do prazo daquela exigência; não achando, **não baixa nada**.

A coluna **Certificação** diz qual dos casos aconteceu, e é para isso que ela existe:

| O que aparece                                                | O que significa                                                      |
| ------------------------------------------------------------ | -------------------------------------------------------------------- |
| Válida até *(data)*                                          | Baixada; a validade veio do prazo da exigência do cargo              |
| Baixada — não vence                                          | Baixada; aquela exigência não tem prazo                              |
| Nenhuma certificação do cargo tem o nome que o curso concede | **Nada foi baixado.** Confira a grafia dos dois lados                |
| A pessoa não tem cargo vigente                               | **Nada foi baixado.** Não havia conjunto de exigências para comparar |
| Este curso não concede certificação                          | Nada era esperado                                                    |

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As duas linhas em destaque ficariam **idênticas** a "não vence" se a tela mostrasse só a data vazia. É assim que um nome digitado com uma letra de diferença vira alguém que acredita estar habilitado.
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## Os treinamentos na ficha do colaborador

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Na ficha de cada pessoa há o bloco **Treinamentos**, com o que ela cursou, quantas horas assistiu, quando concluiu e o que a conclusão rendeu de certificação.

Ele mostra **também** o que não foi concluído. O gestor que pergunta "essa pessoa fez o curso?" é mal servido por uma lista que só responde quando a resposta é sim: "matriculado e ausente" é justamente o fato que ele veio buscar.

O bloco pode ser escondido pelo botão **Personalizar**, como os demais da ficha.

## Teste de conhecimento e pesquisa de satisfação

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Dois instrumentos acompanham qualquer treinamento sério: o **teste** mede se a pessoa aprendeu, e é o que sustenta a certificação de quem depende dela; a **pesquisa** mede se o treinamento prestou, e é o que permite trocar um instrutor ruim antes da terceira turma.

Na prática os dois raramente acontecem, porque montar cada um dá trabalho e a turma seguinte já está no calendário. É por isso que eles nascem de **modelos**.

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**"Gerar automaticamente" aqui é gerar a partir de um modelo, não inteligência artificial escrevendo perguntas.**
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### Montar um modelo

**Abra "Modelos de teste e pesquisa"** (/training-assessments). Menu **Recursos Humanos → Modelos de teste e pesquisa**. Escolha se é teste ou pesquisa — a escolha decide tudo o que vem depois:

|                  | Teste de conhecimento          | Pesquisa de satisfação        |
| ---------------- | ------------------------------ | ----------------------------- |
| Tipos de questão | múltipla escolha, dissertativa | escala, dissertativa          |
| Nota mínima      | opcional                       | não se aplica                 |
| Como é lido      | **com nome**, por matrícula    | **só consolidado**, por turma |

Abra o modelo e acrescente as questões.

### A armadilha: questão objetiva sem gabarito

Numa questão de múltipla escolha o sistema exige que você diga **qual alternativa é a correta**. Isso é recusado, não aceito em branco — e a razão é que aceitar seria pior do que parece: a correção rodaria, não acharia com o que comparar, e **todo participante perderia aquele ponto sem um único erro aparecer em lugar nenhum**. Este formulário é o último momento em que alguém está olhando.

Na escala, o topo fica **na questão**, não numa constante do sistema. A base é sempre 1. Alargar a escala depois não muda o que cada resposta já dada significava.

### Gerar para um curso

Na tela do curso, bloco **Teste de conhecimento e pesquisa de satisfação**: escolha o modelo e clique em **Gerar do modelo**.

O que acontece é uma **cópia**: as questões do modelo passam a existir também no curso. Ajustar a cópia depois **não** toca no modelo nem em nenhum outro curso gerado dele — é isso que torna seguro adaptar um curso, e sem isso ninguém confiaria num modelo depois da primeira vez.

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**As questões congelam assim que alguém responde.** Editar uma mudaria o que as respostas já gravadas respondiam; acrescentar uma mudaria o denominador de toda nota já dada. Os dois recalculariam em silêncio a nota de gente que já foi embora.
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### Responder

**Abra "Meus treinamentos"** (/my-trainings). Menu **Recursos Humanos → Meus treinamentos**. O participante vê apenas as próprias matrículas — a tela não aceita identificador de outra pessoa, e o servidor resolve quem está pedindo pela sessão.

As respostas são gravadas conforme ele preenche. **Enviar** encerra a tentativa: no teste, é o que dispara a correção das objetivas — e depois disso o teste não aceita mais resposta, para que uma questão preenchida atrasada não devolva a nota já gravada para "aguardando". Na pesquisa não há nota a apurar; enviar apenas confirma, e o que foi escrito já entra no consolidado da turma.

### A armadilha: a nota que não sai

No envio, as objetivas são corrigidas na hora. As dissertativas vão para uma pessoa — e, **enquanto alguma estiver esperando correção, o resultado fica retido**, não é calculado com o resto.

Isso é deliberado. Uma prova de dez questões com uma dissertativa por corrigir **não é um 90**: é um resultado que ainda não existe. Publicar o parcial poria na ficha da pessoa um número que ninguém sustenta e — porque nota parcial é idêntica a nota final na tela — ninguém jamais seria lembrado de ir ler o texto.

A tela do participante diz que está esperando. Do lado do RH, na tela da turma, o bloco **Resultados do teste e da pesquisa** lista as dissertativas pendentes com o texto de cada uma e um campo de nota de **0 a 1** — a fração do único ponto daquela questão. Corrigida a última, o resultado sai e vai para a matrícula.

### A nota na matrícula

Fechada a correção, a nota entra na matrícula do participante e aparece na coluna **Nota do teste**, tanto na lista da turma quanto no bloco de treinamentos da ficha. Ela **não** muda o status da matrícula: quem concluiu o treinamento foi decidido pela **presença**, no encerramento da turma, e deixar uma nota digitada depois reverter aquilo retiraria uma certificação retroativamente sem nada na tela dizer por quê. A nota fica ao lado da conclusão, e as telas leem as duas juntas.

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**Quem só lê o cadastro não vê gabarito nem nota.** A lista de modelos mostra título, tipo e nota mínima; o **gabarito**, a nota de cada participante e a fila de correção exigem manter o catálogo ou aprovar treinamento. Sem essa separação, o próprio participante — que tem acesso de leitura como todo mundo — abriria o modelo pelo menu e leria a resposta certa.
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### A armadilha: a pesquisa com poucos respondentes

A pesquisa de satisfação **nunca** é lida com nome. O que existe é a consolidação por turma — e ela só aparece a partir de **três respondentes**.

Abaixo disso o sistema diz **quantos responderam de quantos são necessários**, em vez de mostrar uma tabela vazia — tabela vazia leria como "ninguém respondeu", que é outra coisa. Não é excesso de zelo: com um respondente, "a média" **é** a resposta daquela pessoa sem o nome; com dois, duas pessoas que sentaram na mesma sala conseguem cada uma subtrair a própria e ler a da outra.

O mesmo piso vale **por questão** no texto livre: se todo mundo deu nota na escala e uma pessoa só escreveu o comentário, o comentário não aparece — sozinho, ele identifica quem escreveu tanto quanto uma média de um.

A consolidação fica no bloco **Resultados do teste e da pesquisa**, na tela da turma.

## O plano anual de desenvolvimento

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**Abra "Planos de desenvolvimento"** (/development-plans). Menu **Recursos Humanos → Planos de desenvolvimento**.

O sistema permite "registrar um plano de treinamento". Lido sem contexto, isso sugere um campo de texto. Num órgão público o plano tem nome, forma e prazo: é o **Plano de Desenvolvimento de Pessoas**, entregue todo ano a um órgão central, com data-limite.

### A armadilha: o ano do plano não é o ano da entrega

O ano que você informa é o ano em que as **ações acontecem**. A entrega é no ano **anterior**:

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**IN SGP-ENAP/SEDGG/ME nº 21/2021, art. 3º** — o PDP é elaborado anualmente com as ações "a serem executadas **no ano seguinte ao do planejamento**".**Art. 6º** — enviado ao órgão central do SIPEC "**até o dia 30 de setembro de cada ano civil**, ou no dia útil subsequente".
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Ou seja: o plano de **2027** vence em **30/09/2026**. A tela mostra a data calculada para o ano que você escolher, justamente para ninguém precisar fazer essa conta de cabeça.

### O prazo é do seu órgão

30 de setembro é o padrão **federal** e vale para os órgãos do SIPEC. Estado e município têm normativo próprio — por isso o dia e o mês são configuráveis na própria tela, por quem tem a alçada de escrever o plano.

:::BlockQuote
**Mudar o prazo vale daqui para a frente.** Plano já aberto mantém o prazo sob o qual foi aberto — senão um plano entregue no prazo viraria "atrasado" porque alguém editou uma configuração meses depois.
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### As lacunas medidas

No plano, o bloco **Lacunas de competência medidas** cruza o que o cargo exige com o que a avaliação de desempenho encontrou, no período que você informar. Cada lacuna traz quantas pessoas estão abaixo, a distância média e os cursos do catálogo que a desenvolvem.

Aceitar uma lacuna cria uma linha do plano que **carrega a competência que a originou**. É isso que separa um plano de uma lista digitada — e é o que permite, depois, responder "por que este curso está aqui".

### A armadilha: lista vazia não é a mesma coisa que sem base

Quando não há o que sugerir, a tela **diz por quê**, e são três respostas diferentes:

| O que aparece                                   | O que significa                                                                      |
| ----------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------------------------------ |
| Nenhum ciclo de avaliação terminou nesta janela | Não há medição. **No primeiro ano de uso, é a resposta certa** — monte o plano à mão |
| Ciclos terminaram, mas nada foi pontuado        | Os ciclos existiram e não produziram medição                                         |
| Todo mundo atingiu o que o cargo exige          | **Isso é um achado**, não uma ausência                                               |

Uma tabela vazia diria as três de uma vez, e leria como se a função estivesse quebrada.

### Entregar

**Entregar o plano** registra a data e — se passou do prazo — marca o atraso. O sistema **aceita**: plano atrasado vale mais que plano nenhum, e bloquear levaria alguém a antedatar, trocando um atraso visível por uma data falsa.

O que ele **recusa** é plano **sem nenhuma linha**: isso não diz nada ao órgão parecendo cumprimento.

## Solicitação de treinamento

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**Abra "Solicitações de treinamento"** (/training-requests). Menu **Recursos Humanos → Solicitações de treinamento**.

É o caminho de quem quer algo que o plano não previu. O colaborador pede para si mesmo em **Meus treinamentos**; o gestor pede para alguém da equipe aqui. A solicitação pode nomear um curso do catálogo **ou só descrever o que precisa** — o pedido útil costuma ser exatamente de treinamento que o catálogo ainda não tem.

A justificativa é obrigatória. Sem ela, quem decide não tem em cima de que decidir, e o pedido volta a ser resolvido por quem fala mais alto.

### A armadilha: aprovar sem plano aberto

Aprovar **escreve uma linha no plano** que você escolher — e só um plano ainda em elaboração aceita. Se não houver nenhum, o botão não faz nada e a tela avisa.

Isso é de propósito: um "sim" que não pousa em lugar nenhum é um sim que ninguém executa, e quem pediu só descobre no fim do ano — o que, do lugar dele, é igual a ter sido ignorado.

Solicitação recusada **continua na lista**, com a decisão. Quem pediu tem direito de ver que foi respondido, e o plano do ano seguinte se escreve melhor contra o que foi recusado do que contra o silêncio. O botão **Histórico** mostra quem decidiu e quando.
