12. Continuidade e monitoramento
O que não pode parar, o que avisa antes, e o que aconteceu mesmo assim.
Três leituras que confrontam o risco com a realidade. A matriz diz o que se teme; estas dizem o que a organização não pode perder, o que está se deteriorando agora, e o que já aconteceu.
Continuidade — registrar processo, indicador e evento de perda
A tela tem três abas: Análise de impacto, Indicadores (KRI) e Eventos de perda. Registrar pede a permissão de escrever risco.
Processo e análise de impacto
1. Clique em Novo processo, preencha Código, Processo e, se houver, o Alvo, e clique em Criar processo. A janela passa a ser a do processo criado — o aviso Processo … criado aparece no topo e o botão vira Salvar processo.
2. Na mesma janela (ou, depois, abrindo o cartão do processo na lista), em Tempos e impacto, preencha MTPD (h), RTO (h), RPO (h), Impacto por hora (R$) e Mínimo operacional, e clique em Salvar análise.
3. Em Dependências, escolha o tipo, escreva De que depende e a Alternativa, se houver, e clique em +. As dependências só se listam depois de salvar a análise.
Indicador: Novo indicador → Código, Nome, Unidade, Limite de atenção, Limite crítico, Direção (Piora subindo ou Piora caindo), Medir a cada (dias) e Risco associado → Criar indicador. Para lançar um valor, Registrar medição → Valor e Referência → Registrar.
Evento de perda: Registrar evento → Código, O que aconteceu, Ocorrido em, Detectado em, Severidade, Perda estimada, Perda efetiva, Risco relacionado, Causa raiz e Lição → Registrar.
A análise só conta como completa com MTPD, RTO, RPO e ao menos uma dependência. A lixeira do processo (no topo da janela dele), da medição e do evento, e o × da dependência, perguntam antes de apagar — Excluir processo “…”?, Excluir dependência “…”?, e assim por diante —, dizendo o que sai junto. O foco nasce em Cancelar; Excluir confirma. Excluir o processo leva a análise e as dependências dele; as oportunidades que o citavam continuam, sem ele. Para corrigir uma medição, registre de novo a mesma data de referência em vez de apagar.
Análise de impacto
Cada processo declara três tempos, e a ordem entre eles não é opinião:
Sigla | O que é | A regra |
|---|---|---|
MTPD | o teto: além dele a interrupção deixa de ser recuperável | o maior dos três |
RTO | a meta de retomada | tem de caber dentro do MTPD |
RPO | quanto dado se aceita perder | problema de backup, não de retomada |
A plataforma recusa RTO maior que MTPD. Não é validação de formulário: um plano que promete retomar depois do ponto sem volta não é plano.
O impacto por hora é o que justifica investir em redundância — sem ele, a discussão de custo de contingência não tem lado.
As dependências são a conclusão. Cada processo declara de que depende, e a dependência crítica sem alternativa é um ponto único de falha. A tela também cruza tudo e mostra a concentração: quantos processos críticos dependem da mesma coisa. É o que nenhuma avaliação de risco isolada mostra, porque cada uma olha um processo por vez.
Indicadores (KRI)
O que avisa antes de a perda acontecer. Cada indicador declara limite de atenção, limite crítico e direção — e a direção não é detalhe: tempo de correção piora subindo, cobertura de backup piora caindo. Sem declarar, metade dos alertas sairia invertida.
Uma medição por data de referência: dois valores para o mesmo mês seriam duas verdades sobre o mesmo fato. Reenviar a mesma data corrige em vez de duplicar, e uma medição lançada na data errada pode ser apagada — pela tela, com rastro, e não por acesso direto ao banco.
Eventos de perda
O risco que aconteceu. É o único lugar em que a matriz é confrontada com o fato: uma probabilidade avaliada como baixa que se materializou três vezes no ano não era baixa.
A perda estimada e a efetiva ficam em campos separados de propósito. A diferença entre as duas é o aprendizado, e sobrescrever uma com a outra apagaria justamente isso.
O tempo até detectar mede a capacidade de detecção, que é outra coisa da capacidade de prevenção — e costuma ser a que está pior.