18. Exportação
Levar o registro para fora — planilha para cruzar, documento fechado para assinar.
A impressão de tela resolve levar isto para a reunião. O que ela não resolve é o outro uso, que é o que a auditoria externa pede: entregar o registro em formato que se arquiva. São duas coisas diferentes, e por isso dois formatos.
Formato | Para quem | O que ele é |
|---|---|---|
CSV | quem vai cruzar em planilha | achados contra contratos, riscos contra áreas |
quem vai assinar | o ciclo inteiro, sempre nas mesmas seções, com espaço de aceite |
O que se exporta
Onde | Botão | O que sai |
|---|---|---|
Auditorias, com o ciclo aberto | Respostas (CSV) | as respostas com quem respondeu, quem revisou e quantas evidências |
Auditorias, com o ciclo aberto | Relatório do ciclo (PDF) | resumo, achados, respostas e aceite |
Não conformidades | Exportar achados (CSV) | a carteira inteira, com a saída de cada achado |
Riscos | Exportar riscos (CSV) | o registro de risco, com inerente e residual lado a lado |
Alvos e dimensões, no alto da tela | Registro ROPA (CSV) | o registro ROPA: uma linha por atividade, uma coluna por pergunta |
Clique no botão e o arquivo baixa. Os dois botões do ciclo valem em qualquer estado, inclusive rascunho — é o jeito de conferir numa planilha a lista de perguntas de um ciclo grande antes de lançar. Depois do PDF, o botão mostra o começo do resumo SHA‑256 do arquivo emitido. O ROPA sai de todos os ciclos que tocaram o tema ROPA, e por isso o botão fica em Alvos e dimensões, e não dentro de um ciclo: cada atividade de tratamento é um alvo.
O CSV abre certo no Excel
Duas escolhas que parecem detalhe e são a diferença entre um arquivo útil e um chamado.
O separador é ponto e vírgula, porque o Excel configurado em português usa a vírgula como separador decimal — um CSV separado por vírgula abre com tudo empilhado numa coluna só, e quem recebe não conclui "o separador está errado", conclui que a exportação está quebrada.
E o arquivo começa com a marca de ordem de bytes, senão o Excel lê UTF‑8 como Latin‑1 e não conformidade vira não conformidade na planilha inteira. Os números saem com vírgula decimal pelo mesmo motivo: com ponto, a planilha trata como texto e nenhuma soma funciona.
O relatório é um documento fechado
Ele não é a tela impressa. Traz sempre as mesmas seções, na mesma ordem, e se identifica: o rodapé de cada folha diz quem emitiu e quando, porque folha solta circula sozinha.
O aviso de cobertura abaixo de 70% sai dentro do quadro de resumo, junto do número — num documento que vai para fora, quem lê não tem a tela ao lado para descobrir que só um terço foi avaliado.
Logo depois do resumo vem o grau de maturidade, em duas metades e antes dos achados: por agrupamento, que diz o que está fraco, e por área responsável, que diz de quem é. As duas juntas, e não em seções distantes, porque quem lê só uma fecha o documento sabendo que a governança está em 0,41 e sem saber a quem perguntar por quê.
A área sem responsável aparece com nome próprio, e não somada às demais: escondê‑la esconderia exatamente o que precisa ser cadastrado, e omiti‑la faria as partes não fecharem com o todo. Nota sem resposta nenhuma sai como travessão e não como zero — zero é uma afirmação sobre desempenho, e "ninguém respondeu" não é uma afirmação sobre desempenho; as duas situações pedem ações opostas.
Na tabela de achados há uma coluna Saída: plano de ação, aceite vigente, ou SEM SAÍDA. É a regra de ouro impressa, achado a achado.
E há espaço de aceite, com duas assinaturas — a área avaliada e o auditor. Sem a linha, quem recebe imprime, assina na margem, e o que volta é uma rubrica solta que não diz o que foi atestado.
O resumo que prova que o documento é o original
Cada relatório emitido tem o seu SHA‑256 calculado sobre o arquivo entregue. Ele aparece na tela depois do download, viaja no cabeçalho X-Documento-SHA256 e fica guardado no registro da exportação.
É o que permite comparar o PDF que alguém apresenta numa auditoria com o que a plataforma registrou ter emitido. Sem essa amarra, um documento com o timbre certo e uma tabela alterada é indistinguível do original.
Exportar fica registrado
Exportar é a operação que tira o dado de dentro. Numa plataforma cuja premissa é tudo é editável, e por isso tudo fica registrado, deixar justamente a saída sem rastro seria o buraco que a própria auditoria aponta.
Toda exportação grava quem levou, o quê, quando, quantas linhas saíram e — no caso do documento fechado — o resumo do arquivo. Esse registro entra na trilha como qualquer outro: não pode ser alterado nem apagado por quem opera o negócio.
Permissão. Exportar exige a mesma permissão de ler o que está sendo exportado, e não uma permissão própria. Quem vê o achado na tela consegue copiá-lo de qualquer forma; uma permissão separada seria teatro. O controle de verdade é o registro.
O registro ROPA
O formato que a LGPD pede é uma linha por atividade de tratamento, com as perguntas como colunas — e é o único que um encarregado consegue ler. A plataforma guarda o oposto, uma linha por resposta, então a exportação pivota.
As colunas saem do próprio catálogo, na ordem do formulário: acrescentar uma pergunta ao tema ROPA acrescenta a coluna sozinha. Atividade sem nenhuma resposta preenchida fica de fora — ela existe porque o ciclo tocou o tema, mas uma linha inteiramente vazia num registro legal não informa nada e sugere um tratamento registrado sem conteúdo.
Para baixar: Alvos e dimensões → Registro ROPA (CSV), no alto da tela. O botão aparece para quem tem auditoria:ler — a mesma permissão de ler os ciclos de onde as linhas saem — e, como toda exportação, fica registrado.