17. Dimensões
Como saber o resultado por contrato, serviço, área, fornecedor, cliente e a própria empresa.
Depois que as respostas chegam, a pergunta muda. Não é mais "qual o score do ciclo", e sim "como está por contrato? e por fornecedor?". A dimensão é o eixo que responde a isso.
A dimensão é o tipo do alvo
São a mesma coisa vista de dois lados:
| O que é | Exemplo |
|---|---|---|
Tipo de alvo | a classe | Contrato |
Alvo | a instância | Contrato 4471 — Manutenção predial |
A auditoria escolhe a instância como alvo. A não conformidade e o risco apontam para a mesma instância. O relatório agrupa pelo tipo. Por isso não existe um cadastro separado de dimensões: elas são os tipos de alvo, em Alvos e dimensões.
Vêm doze de fábrica — organização, unidade de negócio, área, equipe, contrato, serviço, cliente, fornecedor, ativo de TI, processo, sistema e planta. São somente leitura. Você cria os seus quando auditar algo que não está nessa lista; a lista do que uma organização audita não é universal.
Como uma resposta chega a uma dimensão
Uma resposta pode falar de mais de um eixo ao mesmo tempo — "existe MFA no acesso remoto" diz algo sobre serviços, sobre fornecedores e sobre a própria empresa. O vínculo entre resposta e dimensão tem três origens possíveis, e elas não têm o mesmo valor probatório:
1. A marcação da pergunta. Feita no catálogo, uma vez, vale para toda auditoria que use aquela pergunta. É a mais barata e a mais estável — quem escreve a pergunta sabe que ela fala de fornecedor.
2. A marcação à mão, na resposta. Alguém olhou aquela resposta e disse que ela toca aquele eixo.
3. A leitura automática. A plataforma lê o enunciado e a justificativa e propõe vínculos, com um grau de confiança e o motivo em que se baseou.
As duas primeiras são declaração humana e valem imediatamente. A terceira é hipótese: nasce sem aceite e não entra em número nenhum até alguém aceitar. A regra não é disciplina do código — é uma restrição da própria tabela no banco.
Marcar a dimensão na pergunta
Em Catálogo ▸ Perguntas, abra a pergunta e, em Dimensões, clique na dimensão para ligar ou desligar — grava no clique. Vale para toda auditoria aberta depois: a resposta já nasce ligada ao eixo. A marcação é da sua instalação, inclusive nas perguntas de fábrica — o que uma pergunta avalia depende do negócio de quem a usa. Exige catalogo:escrever (e escopo:ler, para ver a lista de dimensões); sem isso, as dimensões marcadas aparecem só para leitura.
Marcar e desmarcar a dimensão na resposta
Na tela da auditoria, no alto de cada resposta, ficam as etiquetas dos vínculos:
1. Marcar à mão: + dimensão → escolha a dimensão. Só aparecem as ativas que a resposta ainda não tem. Se havia uma sugestão pendente daquela dimensão, marcar à mão é aceitá-la.
2. Desmarcar: o × da etiqueta de um vínculo aceito — da pergunta, à mão ou sugestão aceita. A resposta deixa de contar naquele eixo.
3. As sugestões da leitura automática têm ✓ e × — ver abaixo.
Tudo isso exige auditoria:revisar, e some com o ciclo em rascunho ou encerrado; sem a permissão, as etiquetas aparecem só para leitura.
Marcar dimensões no ciclo não liga resposta nenhuma
Ao abrir a auditoria, no campo Dimensões que este ciclo vai reportar, você escolhe sobre quais eixos quer reportar. Isso faz duas coisas: os eixos aparecem no painel de dimensões mesmo com zero, e a leitura automática fica restrita a eles.
O que essa marcação não faz é afirmar que cada resposta fala de todos aqueles eixos. A primeira versão desta funcionalidade fazia exatamente isso, e o resultado foi um painel em que as 130 perguntas apareciam nos quatro eixos — tudo em tudo, que é o mesmo que não ter painel.
Nada marcado significa todos os eixos ativos, e não nenhum.
O painel de dimensões
Em Auditorias, abra o ciclo e clique no bloco Respostas por dimensão para abri-lo. O botão Sugerir dimensões roda a leitura automática sobre as respostas do ciclo e diz quantas sugestões fez. Cada eixo mostra:
• score — média ponderada, pela mesma regra do ciclo: só resposta aprovada e pontuável entra. Uma dimensão sem revisão concluída aparece sem score, e isso é correto: contar a resposta não revisada faria a dimensão parecer melhor que a auditoria inteira.
• respondidas — quantas das respostas ligadas àquele eixo já foram respondidas.
• gaps — quantas apontaram ausência de controle.
• a conferir — sugestões automáticas pendentes de aceite.
A soma das colunas é maior que o total de perguntas do ciclo, e isso é correto: a mesma resposta de fato diz algo sobre contrato e sobre fornecedor ao mesmo tempo.
Aceitar ou recusar uma sugestão
As sugestões aparecem como etiquetas tracejadas no alto da própria resposta, com a confiança em porcentagem e o motivo no rótulo de ajuda (passe o mouse). Duas ações, na etiqueta:
• ✓ aceitar — passa a contar no score daquele eixo, e fica registrado quem aceitou e quando;
• × recusar — apaga a sugestão.
Os botões somem com o ciclo em rascunho ou encerrado, e sem auditoria:revisar. Recusar só alcança sugestão pendente. Vínculo já aceito tem dono; desfazê-lo é desmarcar a dimensão (o × da etiqueta aceita), o que gera o registro correspondente na trilha.
Sobre a leitura automática
Hoje ela é léxica: procura no enunciado e na justificativa as palavras que caracterizam cada dimensão, e diz na própria justificativa em que palavras se baseou. Não interpreta contexto e não resolve negação — por isso a confiança satura em 90% e nunca chega a certeza.
Quando a integração por modelo entrar, ela troca de lugar com esta sem que nada mais mude: nem a tabela, nem esta tela, nem a regra de aceite. Chamar a leitura de hoje de "IA" seria descrever errado o que roda.