Gestão de benefícios
Introdução
Hoje cada benefício vive onde o fornecedor colocou: o vale-refeição no portal da operadora, o plano de saúde em outro, a premiação por fora. Ninguém consegue responder de cabeça quantos benefícios a organização concede, quanto cada um custa por mês e para qual fornecedor vai o dinheiro.
O módulo de Benefícios começa por resolver isso: um cadastro central onde cada benefício tem o seu nome, o regime que o rege, os fornecedores que o atendem e a configuração financeira de onde sai o pagamento.
O regime não é burocracia. Vale-refeição e vale-alimentação seguem as regras do PAT; vale-transporte segue a lei do vale-transporte; premiação não segue nenhum dos dois. Marcar isso no cadastro é o que vai permitir ao sistema avisar quando uma regra específica de um desses regimes estiver prestes a ser quebrada — em vez de a organização descobrir numa fiscalização.
Passo a passo
Cadastrar um benefício
- Abra "Benefícios". Menu Benefícios → Benefícios. A lista mostra cada benefício com código, nome, regime e situação.
- Novo benefício. Informe o código (único), o nome, o regime que o rege e, se quiser, uma descrição. Se o código já estiver em uso, o sistema recusa dizendo qual benefício o ocupa — não um "código já existe" genérico.
- Sem essa rubrica, o desconto não aparece sozinho no holerite. É a armadilha desta tela: tudo o mais funciona — o cálculo, o título financeiro, o relatório — e só na hora de rodar a folha alguém descobre que o desconto teria de ser digitado à mão. Deixe em branco se a folha desta organização roda em outro sistema. O benefício continua funcionando exatamente como antes e o desconto continua saindo pelo arquivo de exportação. Em branco significa "este benefício não chega ao holerite daqui" — e o processamento diz isso, benefício por benefício, em vez de inventar uma rubrica. Diga qual rubrica leva o desconto ao holerite. No campo Rubrica de desconto na folha, escolha a rubrica que carrega o desconto do colaborador no holerite. A lista traz apenas rubricas de desconto — apontar o vale-transporte para um provento pagaria ao colaborador o valor que a organização está descontando, e o sistema recusa se você tentar.
- Benefício não é apagado, é inativado. Concessões e pagamentos apontam para ele; apagar levaria o rastro junto.
Associar os fornecedores
- Se você associar o fornecedor depois, o sistema recupera as concessões já feitas. Ao enviar o cadastro ao emissor, as concessões daquele benefício que estavam sem fornecedor recebem este — desde que ele seja o único fornecedor ativo do benefício. Havendo dois ou mais, o sistema não escolhe por você: a operadora de cada colaborador é decisão dele, e essas concessões continuam aparecendo no aviso da apuração até alguém dizer. Antes disso, uma concessão feita sem fornecedor ficava inalcançável para sempre, e a tela do emissor respondia "aceitos: 0 · recusados: 0" sem explicar por quê.
Sem fornecedor ativo, a concessão individual é recusada — e a apuração em lote concede assim mesmo, avisando. Os dois caminhos são diferentes de propósito: o repasse à folha não precisa de fornecedor, então o plano de saúde continua chegando ao holerite e o colaborador continua recebendo o que lhe é devido. O que essas concessões não conseguem é chegar a um emissor de cartão — e é isso que a apuração diz, nomeando o benefício, em vez de terminar com cara de sucesso.
Mais de um fornecedor é o esperado, não a exceção. Desde que a portabilidade entre operadoras passou a ser obrigatória e gratuita, dois colaboradores da mesma organização podem estar em operadoras diferentes, por escolha deles. Por isso a escolha do fornecedor acontece por colaborador, na concessão — este cadastro apenas diz quais estão disponíveis.
Com o benefício selecionado, use o bloco Fornecedores. Escolha o parceiro e, se o emissor do cartão tiver um identificador próprio para o acordo, informe a referência no emissor.
Informar de onde sai o dinheiro
- Cadastrar uma configuração nova não apaga a anterior. Se a nova começa depois, o sistema encerra a atual na véspera daquela data. A anterior continua legível — é ela que responde para onde foi um pagamento do ano passado, quando alguém for conciliar o razão. No bloco "De onde sai o dinheiro", informe a conta bancária, a natureza financeira e a data em que a configuração passa a valer.
- Veja o histórico. Abaixo dos blocos aparece o histórico de alterações do benefício, com autor, data e os valores antes e depois — incluindo mudanças de fornecedor e de configuração financeira, porque para o auditor tudo isso é alteração do benefício.
Definir quem recebe e quanto cada lado paga
Um benefício cadastrado ainda não alcança ninguém. Quem faz isso é a regra, no bloco Elegibilidade e cálculo, que responde a duas perguntas: quem recebe e quanto cada lado paga.
- Escolha o alcance. Todos, um grupo de beneficiários, um centro de custo, um departamento ou um cargo. Qualquer alcance que não seja "Todos" exige apontar qual — o sistema recusa dizendo o que falta, porque um alcance sem referência acabaria valendo para a organização inteira sem ninguém ter pedido.
- O salário é digitado, e isso é deliberado. Este sistema não guarda o salário de ninguém — a folha de pagamento é externa. Resolver o {SALARY_BASE} pelo meio da faixa salarial do cargo produziria um número plausível e errado para quase todo mundo, e errado na direção que o colaborador paga. Então ele entra como informação, e passará a vir sozinho quando o retorno da folha for importado. A faixa salarial continua disponível, com o nome que ela tem: {SALARY_BAND_MIN}, {SALARY_BAND_MID} e {SALARY_BAND_MAX}, que são a faixa do cargo, não o que a pessoa ganha — e exigem informar o nível, porque a faixa pertence a um par cargo + nível. Termo que o sistema não conhece é recusado pelo nome. Se você escrever {BONUS} e esse termo não existir, a mensagem diz exatamente qual termo não foi reconhecido, em vez de um "fórmula inválida" que obriga a reler a expressão caractere a caractere. Escreva as duas fórmulas. A da empresa é obrigatória; a do colaborador fica em branco quando o benefício não lhe custa nada. A fórmula é aritmética sobre uma lista fechada de termos, que a própria tela mostra ao lado do campo — por exemplo 22.50 * {WORKING_DAYS} ou {SALARY_BASE} * 0.06.
- Teste antes de salvar. No bloco Testar antes de salvar, escolha um colaborador, informe o salário e os dias devidos, e clique em Avaliar. A tela mostra o valor e cada parcela que o compôs, para você conferir a conta antes de a regra chegar ao pagamento de alguém. Nada é salvo — mas a conferência fica na trilha de auditoria, porque ela lê os números de uma pessoa nomeada.
- Aviso de isonomia no PAT. Se o benefício é regido pelo PAT e as regras vigentes produzem valores diferentes entre colaboradores, o sistema avisa e pede uma justificativa — e salva mesmo assim. Bloquear inviabilizaria a diferenciação por perfil; silenciar deixaria o enquadramento se perder sem ninguém ter decidido. A justificativa fica gravada na regra, não só em log: o aviso só significa alguma coisa se alguém responder pela decisão. O aviso aparece também quando existe uma única regra cuja fórmula varia por pessoa — o caso que passa despercebido, porque a lista de regras parece uniforme.
Informe a prioridade. Quando duas regras alcançam a mesma pessoa, vence a de maior prioridade, e o sistema informa qual foi aplicada. É um número que você controla — a alternativa, "a mais específica vence", ninguém consegue prever de cabeça.
Montar um grupo de beneficiários
- Abra "Grupos de beneficiários". Menu Benefícios → Grupos de beneficiários. Use-o quando o critério for um que o organograma não sabe expressar: o grupo piloto, quem aderiu, quem está sob um acordo coletivo específico.
- Grupo em uso não é desativado. Enquanto uma regra ativa apontar para o grupo, desativá-lo é recusado. Se fosse permitido, o benefício pararia para todos que estão nele e a descoberta viria pelo pagamento, não pela tela.
Crie o grupo e inclua as pessoas. Um grupo vazio não alcança ninguém — uma regra apontando para ele concede nada, em silêncio.
Apurar o mês
- Abra "Apuração de benefícios". Menu Benefícios → Apuração de benefícios. Informe o período (AAAA-MM), os dias devidos no mês e escolha o tipo.
- Simule primeiro. A simulação e o definitivo são o mesmo cálculo — o tipo decide apenas o destino do resultado. Então o que você confere linha por linha é exatamente o que vai valer, não uma aproximação que pode divergir.
- O sistema também avisa quando apurou sem saber quem esteve afastado. "Ninguém se afastou" e "eu não tinha como saber" produzem os mesmos números, e só um dos dois é um fato. O aviso segue as pessoas: ele sai por quem ninguém soube responder, e cala quando os afastamentos estão registrados aqui dentro, no vínculo do colaborador. Se ele aparece para a sua organização inteira, a leitura é literal — ninguém está informando afastamento a este sistema. Benefício sem regra vigente fica INTEIRAMENTE de fora, e um total verde é justamente o que esconde isso. O sistema avisa em vez de omitir. Leia os avisos antes dos totais. A tela mostra, nesta ordem: os avisos, o que ficou de fora, e só então os valores. Isso é de propósito.
- "Desconto proporcional sem contagem de dias" é configuração, não defeito. Você declarou que aquele afastamento reduz o benefício proporcionalmente, e a fonte que respondeu traz o tipo do afastamento mas não as datas — então não há como dividir. O sistema recusa em vez de pagar o vale inteiro a quem esteve afastado, que é o erro que chega ao bolso do colaborador. Registre o afastamento no vínculo, com início e fim, e a apuração passa a calcular a proporção sozinha. Confira quem ficou de fora, e por quê. Cada exclusão vem com o motivo: nenhuma regra o alcança, suspenso por afastamento, falta o valor de um termo, sem natureza de rubrica vigente, pediu para sair do benefício, ou desconto proporcional sem contagem de dias. É isso que impede "o colaborador não apareceu na folha" de virar investigação.
- Confira os lançamentos. São dois por concessão — o custo da empresa e o desconto do colaborador. Nascem juntos e são conferidos juntos; faltar um dos dois é erro, não omissão.
- Faça valer. Só uma apuração do tipo Definitivo pode ser efetivada, e o período efetivado recusa uma segunda. Simulação pode ser descartada e refeita quantas vezes quiser; apuração definitiva nunca é apagada, porque um pagamento passado precisa continuar explicável pela apuração que o produziu.
Os títulos a pagar, e o rateio
- Só o custo da empresa vira título. O que é descontado do colaborador não é dívida com o fornecedor — é instrução para a folha, e sai pela exportação (S5). Somar os dois aqui cobraria da operadora um dinheiro que o colaborador paga. Ao fazer valer, o sistema gera um título a pagar por fornecedor com o total do período. Você não redigita no financeiro o que o RH acabou de calcular — o título já nasce com a apuração e o período gravados, e é por isso que o financeiro consegue rastreá-lo sem conhecer o módulo de benefícios.
- A categoria financeira é um campo novo da configuração do benefício, e não é a mesma coisa que a natureza da despesa. A natureza responde à contabilidade pública; a categoria é a classificação gerencial que o título a pagar exige. Uma não deriva da outra — as duas convivem, e as duas precisam estar preenchidas. Os quatro motivos: sem configuração financeira vigente no período, sem categoria financeira, sem empenho vinculado (quando o ente exige), e fornecedor não encontrado. Por que não gerar um título incompleto: seria transformar um problema do RH num problema do financeiro, para outra pessoa consertar. E por que não pular o fornecedor em silêncio: o dinheiro sumiria da apuração. Leia as pendências antes da lista de títulos. Quando um título não pode ser gerado, o sistema não o gera e não deixa o valor desaparecer: a linha fica na tela com o valor e o motivo.
- Empenho. Por padrão o sistema exige empenho vinculado, porque em órgão público despesa sem empenho prévio é irregular. Ente privado pode operar isento. A mudança para isento é deliberada e deve ser auditada: um ente que exige empenho configurado como isento gera despesa irregular sem nada acusar.
- Quem não tinha área na data de referência aparece numa linha própria, "sem área". Jogar esse valor na maior área faria o relatório fechar estando errado; descartá-lo faria o relatório não fechar.
Confira o custo por área. O bloco Custo por área distribui o mês por centro de custo, e os totais aparecem ao lado das linhas para você conferir que fecham.
As naturezas do eSocial
- Não há edição nem exclusão. Natureza que deixou de valer é encerrada pela data de término, para um lançamento carimbado no ano passado continuar explicável. Benefício de outro regime precisa da natureza cadastrada aqui. Sem ela a apuração deixa o benefício inteiro de fora e diz isso — não é exclusão de colaborador, é o benefício que não pôde ser apurado. Cadastre o código copiando da tabela do eSocial que a sua contabilidade usa; a tela não inventa códigos. No fim da tela de Benefícios, o bloco Naturezas do eSocial lista os códigos que cada lançamento da apuração carrega. Vêm cadastrados quatro: vale-transporte (1810 / 9216) e alimentação do PAT (1806 / 9241).
- O regime do benefício é escolha, não default. Ao cadastrar um benefício você precisa dizer o regime — o sistema não assume "sem regime específico" por omissão. "Sem regime" continua sendo uma resposta legítima; o que deixou de ser é o que se obtém não respondendo.
Mandar para a folha
- Só apuração definitiva e já efetivada. Simulação é recusada — carregada na folha, seria indistinguível da real. Apuração calculada mas ainda não efetivada também: os valores podem mudar até lá, e a folha não sabe descarregar um arquivo. No bloco "Exportar para a folha", com a apuração efetivada, clique em Exportar. O arquivo baixa e o sistema registra a exportação com data, autor, contagem de linhas e checksum.
- Este arquivo não é o de entrada ao contrário. O layout que o ERP lê se chama "Folha → Financeiro" e toda linha dele vira obrigação a pagar. O desconto do colaborador não é obrigação — ele reduz o líquido de quem recebe —, e o custo da empresa já virou título na etapa anterior. Mandá-lo de novo criaria pagamento em duplicidade. São dois layouts, um por sentido: docs/ops/benefit-payroll-export-layout.md. O arquivo usa as naturezas de rubrica do eSocial — 1810/9216 para vale-transporte concedido e descontado, 1806/9241 para alimentação do PAT. São códigos oficiais que qualquer folha do mercado já conhece, e é isso que dispensa um de-para em cada implantação.
- Confira o checksum. Igual ao da exportação anterior significa o mesmo arquivo reenviado. Diferente significa que os valores mudaram entre as duas — e quem vai carregar precisa saber disso antes de carregar. O controle final é seu. Reexportar é permitido, e fica registrado. Arquivo se perde, lote é rejeitado, valor é corrigido — o sistema não impede. O que ele faz é avisar antes do botão e guardar o registro anterior.
- Leia as linhas que não puderam ser produzidas. Colaborador sem documento no cadastro não gera linha: a folha externa casa pessoa por CPF, não pelos nossos ids. Benefício cujo regime não tem natureza vigente também não. O sistema diz quais e por quê em vez de entregar um arquivo que parece completo enquanto alguém ficou de fora.
- Cada lançamento diz se já foi. Na lista de lançamentos, o que já saiu mostra "enviado à folha em ". Serve para o caso que o histórico não cobre: o lançamento que ficou de fora do arquivo.
- O caminho de volta não mudou. O retorno da folha continua entrando pela importação que o ERP já tinha.
Conciliar com o fornecedor
- Nunca de uma simulação. Comparar a fatura real do fornecedor com números que nunca valeram acharia diferença onde não há. Período sem apuração efetivada é recusado dizendo isso. Abra "Conciliação de benefícios" (/benefit-reconciliations), escolha o período e o fornecedor. O sistema já sabe quanto foi concedido: ele toma o total da apuração efetivada do mês.
- A origem fica gravada porque as duas não têm o mesmo valor de prova. Um total digitado e um lido na fonte ficam idênticos na tela, e é o auditor quem precisa distinguir. Informe quanto o fornecedor cobrou e diga de onde veio esse número — lido do extrato dele ou digitado da fatura.
- Deixe o valor em branco enquanto ele não chegou. Em branco significa "ainda não chegou" e o período fica como Não comparado. Não é zero: tratar como zero criaria uma diferença do tamanho do mês inteiro e a chamaria de divergência.
- O primeiro bloco da tela é o que está em aberto em TODOS os períodos, não só no que você escolheu. Diferença achada em março costuma fechar em maio, e nenhum período isolado responde "o que ainda está comigo".
- Leia a contagem de pares comparados antes da lista. Lista vazia pode significar duas coisas opostas — "não há o que conciliar" e "ninguém conciliou" — e só a contagem distingue.
- Diferença dentro da tolerância do fornecedor não vira item. A defasagem é estrutural, não erro: o estabelecimento tem até 15 dias úteis para receber, então a conta dele e a nossa raramente fecham no mesmo dia. A tolerância é cadastrada por fornecedor e começa em zero.
- Dê um responsável e um prazo a cada diferença. Enquanto não tem dono, ela fica destacada no topo — diferença sem dono não é resolvida, fica.
- A classificação que o sistema dá é só a que dois totais sustentam: não cobrou, cobrou a mais, cobrou a menos. "Devolução de saldo" é uma causa, não uma direção — quem nomeia é você, ao tratar. O sistema não escreve no registro do auditor um diagnóstico que ninguém fez.
- Encerre dizendo como foi tratada. A observação é obrigatória nas duas saídas: Resolvida (foi corrigida) e Aceitar como está (foi aceita sem correção). São decisões diferentes, e um mês cheio de aceitações é sinal de que a tolerância ou o fornecedor merecem uma olhada.
- Conciliar de novo não apaga o seu trabalho. Se a fatura vem corrigida, o valor da diferença muda — mas o responsável, o prazo e o andamento continuam. E se a diferença fechou, o item vira Resolvida dizendo que fechou na conciliação seguinte, em vez de simplesmente sumir.
- A adesão é contagem, nunca pessoa. O bloco de adesão mostra quantos estão ativos contra quantos têm direito. O emissor não fornece extrato individual de colaborador à empresa — invoca a LGPD e o sigilo bancário, e sustenta que nem a autorização do próprio colaborador tornaria isso válido, porque a relação de hierarquia fragiliza esse consentimento. O denominador ("com direito") é nosso, tirado das concessões, então a taxa é calculável mesmo quando o fornecedor só manda contagens.
A área do colaborador
- Você só vê o que é seu. Nenhuma tela ou endereço desta área aceita o nome de outra pessoa: quem está pedindo é resolvido pela sessão. Tentar abrir o pedido de um colega responde "não encontrado", e não "sem permissão" — dizer "sem permissão" já confirmaria que o pedido existe. Cada colaborador tem "Meus benefícios" (/my-benefits), e o menu aparece para todo mundo — não é preciso permissão nenhuma, porque o assunto é o registro da própria pessoa.
- Peça aderir, sair ou mudar o valor, com o motivo. O pedido entra na bandeja de aprovação que a organização já usa — não é um fluxo novo — e some da sua lista de pendências quando alguém decide.
- Leia a faixa embaixo de um pedido APROVADO. Aprovado e "surtiu efeito" são coisas diferentes, e a faixa diz qual dos dois aconteceu:
- Aderir coloca você na lista de adesão do benefício, quando ela existe — e a próxima apuração já te alcança.
- Quando o benefício não tem lista de adesão, a decisão fica registrada e quem é alcançado não muda. A tela diz isso na cara, em vez de deixar você esperando uma linha no contracheque que não vinha. Quem cuida das regras precisa agir.
- Sair vale a partir da próxima apuração, e aparece nela como exclusão com o motivo — nunca em mês já fechado.
- Mudar o valor é pedido, não mudança: o valor continua vindo da regra. Um número digitado por cima de uma fórmula escaparia da verificação de tratamento igual do PAT, que é justamente o controle que existe para pegar duas pessoas na mesma situação recebendo diferente.
- Cancele enquanto ninguém decidiu. Depois de decidido, não dá — e o sistema diz isso.
- O que fica guardado aqui é a sua instrução, não o seu saldo. O saldo vive no emissor do cartão, que é quem liquida. Espelhar o saldo aqui criaria uma segunda verdade que divergiria da dele no primeiro estorno.
O teto vem da concessão, não do que você digita. Passar do disponível é recusado dizendo os dois números — quanto você somou e quanto havia. E o desconto do colaborador não entra no que há para distribuir: ele é cobrado de você, não concedido.
Distribua o saldo entre categorias no bloco de baixo. Escolha o mês (cada linha traz o benefício, porque quem tem dois benefícios tem dois valores no mesmo mês), e reparta entre refeição, alimentação, cultura, premiação e mobilidade.
Enquadramento legal
- O bloco "Enquadramento legal" na apuração diz primeiro que a checagem rodou. Zero apontamentos e checagem que não rodou seriam a mesma tela em branco — a linha existe para separar as duas.
- O teto é sobre o salário básico, não sobre o bruto. O Decreto 95.247/1987, art. 9º, exclui expressamente "quaisquer adicionais ou vantagens". Calcular sobre o bruto daria um teto alto demais — e alto demais, aqui, é na direção em que quem paga é o colaborador. Duas regras são conferidas. A do programa de alimentação: o benefício precisa ter o mesmo valor para todos os trabalhadores (Decreto 10.854/2021, art. 172, parágrafo único), e a irregularidade cancela a inscrição — junto com o tratamento fiscal. E a do transporte: o desconto do colaborador é de no máximo 6% do salário básico, e o que passar disso é a empresa que paga (Lei 7.418/1985, art. 4º, parágrafo único).
- O apontamento avisa, nunca bloqueia. Diferenciação por perfil (54.8) e conformidade (54.34) na mesma seção: bloquear inviabilizaria a primeira, e silenciar criaria passivo. Então quem responde pela conformidade decide, registra o porquê e segue.
- Justificar não é silenciar para sempre. A justificativa vale para a configuração atual: mude a regra e o apontamento reabre, com a justificativa anterior preservada — ela é a prova do que foi decidido, e sobre o quê.
- "Não deu para conferir" é um apontamento, não silêncio. Sem o salário básico do período, o teto do transporte não pode ser verificado — e isso aparece dito, em vez de a lista ficar vazia parecendo que está tudo certo.
- Efetivar com apontamento em aberto é permitido, e pede confirmação. A primeira tentativa volta dizendo quantos estão em aberto; a segunda, com "Li os apontamentos", efetiva — e a apuração passa a registrar que foi selada sobre eles.
O emissor do cartão
- O cartão não é nosso e não vai ser. Bandeira, rede credenciada e liquidação são de uma empresa autorizada a operar meios de pagamento. E desde o Decreto 12.712/2025 o emissor é peça substituível por norma: portabilidade do trabalhador e interoperabilidade entre bandeiras são obrigatórias. Por isso o sistema fala com "um emissor", e cada fornecedor é uma implementação dessa conversa. Abra "Emissor do cartão" (/benefit-issuer). É por aqui que sai o cadastro, os créditos e os pedidos de cartão — em vez de alguém subir planilha no portal do fornecedor todo mês.
- Se a tela disser que nenhum emissor está configurado, isso é passo de configuração — não mês vazio. As duas coisas produziriam a mesma lista em branco, e só uma delas é tarefa de alguém.
- Enquanto não confirma, ninguém nesse estado recebe crédito. Mandar dinheiro para alguém que o emissor não conhece dá erro lá e valor perdido no meio do caminho. O envio pula essa pessoa e diz quem foi — a contagem aparece na apuração, não só na resposta da tela. Envie o cadastro. Cada pessoa vira um vínculo aguardando o emissor: o cadastro não é instantâneo, o emissor aceita o pedido e confirma depois.
- Cadastro recusado mostra a frase do próprio emissor. Se o conserto é documento faltando ou cadastro duplicado, está nela. Reenviar o cadastro é a forma normal de tentar de novo: o vínculo é atualizado, nunca duplicado.
- Peça o cartão só de quem já foi confirmado. O sistema recusa antes disso — cartão de plástico impresso e postado para um cadastro que ainda pode ser recusado é prejuízo com endereço.
- Acompanhe pela encomenda, não pela remessa. A remessa é coletiva; quem recebe é a pessoa. "Onde está" mostra o estado da encomenda daquele colaborador — pedido, em preparação, a caminho, entregue, devolvido, problema na entrega.
Verificação
- Cadastrar um benefício com regime de alimentação e consultá-lo mostra o regime registrado
- Associar dois fornecedores diferentes ao mesmo benefício é aceito
- Reusar um código existente é recusado, nomeando o benefício que o ocupa
- Registrar configuração financeira nova encerra a anterior na véspera
- O histórico mostra autor, data e valores antes e depois
- Fórmula com termo desconhecido é recusada nomeando o termo
- A prévia mostra o valor e cada parcela, sem salvar a regra
- Entre duas regras que alcançam a mesma pessoa vale a de maior prioridade, e o sistema diz qual
- Benefício do PAT com valores divergentes avisa, pede justificativa e salva
- Alcance que exige referência sem informá-la é recusado dizendo o que falta
- Simular e efetivar o mesmo período sem mudar nada produz valores idênticos, linha por linha
- Cada concessão tem dois lançamentos — ou só o custo, quando a regra não prevê desconto
- Benefício sem regra vigente no período gera aviso visível, não omissão
- Efetivar um período já efetivado é recusado apontando a apuração existente
- A apuração informa quantos ficaram de fora e por quê
- Efetivar com dois fornecedores gera um título por fornecedor, com o total de cada um
- A ligação entre título e apuração é visível nos dois sentidos
- Fornecedor sem configuração financeira não gera título, e a pendência aparece na tela
- O custo por área soma exatamente o total da apuração
- Dias devidos negativo ou zero é recusado, dizendo o valor recebido
- Duas regras ativas empatadas em prioridade e data de início são recusadas
- Benefício cujo regime não tem natureza fica de fora uma vez, no nível do benefício
- Registrar a justificativa de isonomia grava na regra e o aviso desaparece
- Editar regra pela URL de outro benefício é recusado
- Exportar apuração efetivada gera uma linha por lançamento, com natureza correta por lado
- Exportar simulação é recusado explicando o motivo
- Reexportar avisa e registra a nova exportação, sem apagar a anterior
- A data de exportação fica visível nos lançamentos
- Alimentação e transporte no mesmo período saem cada um com a sua natureza
- Conciliar com valores iguais marca o período como conciliado e não cria diferença
- Conciliar com valores diferentes cria a diferença com o valor e a classificação
- Diferença sem responsável aparece destacada
- Encerrar sem dizer como foi tratada é recusado
- Conciliar de novo mantém responsável, prazo e andamento
- Período sem apuração efetivada é recusado
- O colaborador vê apenas os próprios pedidos
- Tentar mexer no pedido de outra pessoa responde "não encontrado"
- Pedido aprovado mostra o que mudou de fato
- Sair aparece como exclusão na próxima apuração
- Distribuição acima do disponível é recusada com os dois números
- Valor desigual num benefício de alimentação gera apontamento sem impedir a gravação
- Justificar exige motivo
- Mudar a regra reabre o apontamento justificado
- Desconto de transporte acima de 6% aparece com o valor e o teto
- Sem salário básico, a checagem diz que não pôde rodar
- Efetivar com apontamentos em aberto pede confirmação e fica registrado
- Enviar o cadastro cria o vínculo como "aguardando o emissor"
- Cadastro recusado mostra a frase do emissor
- Crédito não é enviado para quem não foi confirmado, e os pulados são contados
- Pedir cartão antes da confirmação é recusado
- O acompanhamento é por encomenda individual
Erros comuns
- "Este código já é usado pelo benefício X" — o código é único no catálogo. A mensagem nomeia o benefício que o ocupa; escolha outro código ou edite aquele.
- "O benefício X não tem fornecedor ativo" — o cadastro está incompleto. Associe um fornecedor antes de conceder.
- "Conta bancária não encontrada" — a conta informada não existe no cadastro financeiro. Cadastre-a em Financeiro → Contas bancárias primeiro.
- "O termo X não é reconhecido" — a fórmula usa um nome que não está na lista de termos disponíveis, mostrada ao lado do campo. Confira a grafia e as chaves.
- "Falta o valor do termo X" — a fórmula usa um termo que o sistema não deriva sozinho (o salário básico, os dias devidos) e ele não foi informado. O sistema recusa em vez de tratar como zero, de propósito: um desconto que vira zero em silêncio não é recusado por ninguém.
- "Informe o nível" — a fórmula lê a faixa salarial, e a faixa pertence a um par cargo + nível. Sem o nível a consulta não encontraria faixa nenhuma e a conta sairia contra um intervalo de zero.
- "O grupo ainda é usado por N regra(s)" — desative ou reaponte as regras antes de desativar o grupo.
- "Já existe uma apuração efetivada para este período" — o período está selado. Para corrigi-lo, simule quantas vezes quiser; a correção do definitivo é assunto da conciliação (S6).
- "Sem natureza de rubrica vigente" — a natureza do eSocial daquele lado e regime não cobre o período apurado. É proposital: carimbar um evento com código fora de vigência faz a folha rejeitá-lo depois, longe de quem apurou.
- "Apenas simulação pode ser descartada" — apuração definitiva não é apagada.
- "Esta apuração já gerou os títulos a pagar" — gerar de novo dobraria a obrigação e o financeiro não teria como saber. Se algum título precisa mudar, trate pelo cancelamento.
- "Sem categoria financeira" — preencha a categoria na configuração financeira do benefício. Não é a natureza da despesa: são duas classificações diferentes e as duas são necessárias.
- "Sem empenho vinculado" — informe o empenho na apuração, ou confirme com a contabilidade se este ente opera isento.
- "Dias devidos precisa ser maior que zero" — valor negativo produziria benefício negativo e zero produziria concessões de R$ 0,00 contadas como concessão.
- "Já existe regra ativa com prioridade N vigente a partir de D" — duas regras empatadas em prioridade e data deixariam o valor pago por conta da ordem do banco. Use outra prioridade, ou outra data de início.
- "A regra X não pertence ao benefício Y" — a regra é editada pela URL do próprio benefício.
- "Já existe a natureza X vigente para este lado e regime" — encerre a anterior pela data de término antes de cadastrar a nova.
- "Só apuração definitiva vai para a folha" — a apuração é simulação. Rode em definitivo e efetive.
- "A apuração foi calculada mas ainda não foi efetivada" — efetive antes de exportar.
- "Não há apuração definitiva efetivada para este período" — rode e efetive a apuração antes de conciliar.
- "Diga como a diferença foi tratada" — a observação é obrigatória para encerrar, inclusive para aceitar como está.
- "Você já tem uma solicitação deste tipo aguardando decisão" — cancele a anterior ou espere a decisão; dois pedidos iguais na bandeja não têm como ser distinguidos por quem decide.
- "Este login não está vinculado a um colaborador" — peça ao RH para ligar o seu acesso ao seu cadastro.
- "O emissor ainda não confirmou este colaborador" — espere a confirmação, ou reenvie o cadastro se ele foi recusado.
- "Colaborador sem documento — o emissor identifica pessoa por CPF" — preencha o CPF no cadastro e reenvie.
- "Há N apontamento(s) de conformidade em aberto" — leia o bloco Enquadramento legal; para seguir assim, use "Li os apontamentos".
- "Diga por que a organização segue assim" — a justificativa é obrigatória, e vale só para a configuração atual.
- "A distribuição soma X e o disponível é Y" — reduza até caber; o teto é o valor concedido no mês.
- "Colaborador responsável não encontrado" — o responsável precisa ser um colaborador ativo do cadastro.
- "colaborador sem documento no cadastro" — preencha o CPF no cadastro de colaboradores. A folha externa casa pessoa por documento.