Treinamento e desenvolvimento
Treinamento numa organização se repete: a mesma integração de novos servidores, o mesmo curso de licitações, a mesma reciclagem de segurança. Sem catálogo, cada realização é redigitada — conteúdo, carga horária, pré-requisito — e a informação se perde entre planilhas.
Curso e turma são coisas diferentes, e o sistema as separa desde o começo.
O curso é a definição: o que ensina, quantas horas tem, o que exige antes e quais competências desenvolve. A turma é a realização: data, local, instrutor, custo, quem compareceu. Se custo e presença morassem no curso, seria preciso duplicar o curso a cada realização — e a partir daí o catálogo deixa de ser catálogo.
Esta página cobre o catálogo e os instrutores. A turma vem depois.
Passo a passo
Cadastrar um curso
- Abra "Catálogo de treinamentos" (/training-courses). Menu Recursos Humanos → Catálogo de treinamentos.
- Se você usar um código que já existe, o sistema recusa dizendo o nome do curso que já o tem. Isso normalmente resolve a dúvida na hora: quase sempre o curso já está cadastrado e você ia cadastrá-lo de novo. Preencha código e nome. O código é como as pessoas se referem ao curso em voz alta, e é único.
- Não é detalhe de preenchimento: a validade da certificação e a frequência mínima que o sistema vai conferir na conclusão são calculadas a partir desse número. Informe a carga horária em horas.
- É esse campo que decide quem conduz o curso: o presencial é conduzido aqui, com turma, lista de presença e custo; o conteúdo on-line é entregue pela plataforma de aprendizagem. Escolha a forma de entrega — presencial, on-line ou misto.
- É o "eventuais requisitos". Quando a matrícula existir, é esse campo que ela vai conferir antes de aceitar alguém numa turma. Indique o curso pré-requisito, se houver. Deixe "Nenhum" quando não houver.
- Escreva exatamente como a certificação está cadastrada. O sistema casa os dois por texto — uma letra diferente e a baixa automática na conclusão não encontra nada. E ela falha em silêncio: um nome que não casa com nada simplesmente não casa, sem erro e sem aviso. Preencha a certificação concedida, se o curso conceder alguma.
- Salve.
Dizer o que o curso desenvolve
- Clique no código do curso na lista para abrir a ficha dele.
- Na seção "O que este curso desenvolve", escolha uma competência. O combo mostra o teto da escala de cada uma ao lado do nome.
- O nível nunca passa do teto daquela competência — e cada competência tem o seu. Se você pedir nível 7 numa competência medida até 5, o sistema recusa nomeando a competência e o teto dela, para você não ter de adivinhar qual dos dois números está errado. Deixar em branco é legítimo e significa "desenvolve, sem nível declarado". Exigir um número aí só faria alguém inventar um. Informe o nível a que o curso leva, ou deixe em branco.
- Ele simplesmente não será sugerido automaticamente num plano de desenvolvimento, porque não há lacuna a que possa ser associado. É o vínculo com a competência que tira o plano de ser uma lista digitada à mão.
Um curso sem nenhuma competência é aceito — e a tela avisa o que isso custa.
Cadastrar instrutores
- Abra "Instrutores" (/instructors). Menu Recursos Humanos → Instrutores.
- Escolha a espécie: colega ou de fora.
- Se você tentar cadastrar o mesmo colega duas vezes, o sistema recusa e nomeia o registro que já existe. Ministrar é algo que a pessoa fez, e as horas pertencem à ficha dela. Um nome digitado criaria uma segunda versão de alguém que o cadastro já guarda, e as duas divergiriam na primeira vez que um nome fosse corrigido. Para um colega, escolha a pessoa no cadastro — não digite o nome.
- Um convidado que ministra uma vez não precisa de cadastro de parceiro. Quando houver contrato e nota a rastrear, aí sim o parceiro é o caminho. Para alguém de fora, basta o nome.
- Salve.
Aposentar em vez de excluir
Curso e instrutor não são excluídos — são aposentados pelo botão na linha.
Turmas passadas apontam para os dois. Apagar a linha deixaria um registro de presença descrevendo um curso que ninguém consegue nomear, ministrado por ninguém.
O que fica registrado
A ficha do curso traz o histórico de quem alterou o quê e quando. É onde um auditor confere uma mudança de carga horária — que é o número de que depende a validade de uma certificação.
Quem pode o quê
Qualquer pessoa com acesso de leitura ao cadastro consulta o catálogo: ele é referência para o gestor de área que planeja o desenvolvimento da equipe.
Manter o catálogo — criar curso, ligar competência, cadastrar instrutor — exige a autorização própria de treinamento. A separação é intencional: o que o curso promete desenvolver, e até que nível, alimenta o plano de desenvolvimento e o orçamento que ele consome.
Agendar uma turma
Curso é definição; turma é quando ele acontece. Data, local, vagas, custo e material são da turma — o mesmo curso custa diferente a cada realização, e por isso o valor não cabe no catálogo.
- Abra "Turmas de treinamento" (/training-classes). Menu Recursos Humanos → Turmas de treinamento.
- Data de início no passado é recusada, a menos que você marque que a realização já aconteceu. A causa comum de data passada é ano digitado errado, e turma agendada para trás nunca pode ser frequentada — mas registrar um treinamento que a organização já fez é legítimo. As duas coisas precisam continuar distinguíveis, então a segunda tem de ser dita, não deduzida da data. Escolha o curso, a data de início e a de término.
- Em branco e zero são fatos diferentes: zero quer dizer que a realização foi gratuita. O relatório de custo pula as turmas sem custo lançado em vez de contá-las como zero — somar como zero deixaria o orçamento silenciosamente otimista. Lance o custo, se já souber. Deixe em branco enquanto não souber.
- Salve. A turma nasce como rascunho.
Declarar o material
- Abra a turma clicando na data.
- Só dá para mexer no material enquanto a turma é rascunho. Depois de enviada para aprovação, mudar o material deixaria o aprovador tendo autorizado uma turma diferente.
Acrescente os itens que o almoxarifado terá de fornecer, com a quantidade.
Aprovar e confirmar
- Envie para aprovação — é o analista terminando o trabalho dele.
- Aprovar é alçada separada de manter o catálogo. Quem cura cursos não passa, por isso, a comprometer orçamento: confirmar uma turma compromete o custo num centro de custo e dispara requisição contra o almoxarifado. Quem tem alçada de treinamento aprova e confirma.
- Ao confirmar, a requisição de material é gerada sozinha e fica ligada à turma.
A armadilha: a turma que parece pronta
Se a requisição falhar, a turma continua confirmada — de propósito, porque indisponibilidade do estoque não pode impedir treinamento de ser agendado. Mas ela passa a exibir um aviso vermelho dizendo que a requisição não passou, com o motivo e um botão para tentar de novo. O aviso aparece também na lista, não só na tela da turma.
Ignorar esse aviso significa que ninguém foi acionado para as apostilas. Isso é descoberto no dia, pelo instrutor, na frente da sala — e é exatamente o problema que esta tela existe para evitar.
Quanto um curso custou
No fim da tela de turmas, escolha o curso e o período. O total é somado das realizações, porque o catálogo não guarda dinheiro nenhum.
Matricular, registrar presença e encerrar
Turma confirmada, começa a operação. Tudo acontece no bloco Quem está matriculado e quantas horas assistiu, na tela da turma.
Matricular
Escolha a pessoa e clique em Matricular. O convite sai na hora — pela caixa de mensagens do portal, se ela tiver usuário, ou pelo e-mail que está na ficha. Depois disso o sistema ainda manda, sozinho, a confirmação quando a data se aproxima e o lembrete na véspera. São três avisos diferentes de propósito: quem não quer o lembrete pode desligar só ele nas preferências de notificação, sem perder o convite.
Se a turma tiver vagas e elas acabarem, a matrícula é recusada dizendo quantas vagas existem e quantas estão ocupadas — não um "sem vagas" seco que deixa você sem saber se dá para espremer mais uma.
Cancelar a matrícula libera a vaga. Matricular a mesma pessoa de novo reaproveita a linha em vez de criar uma segunda, e recomeça os avisos — quem cancelou depois da confirmação recebe a próxima.
Cancelar a turma retira todo mundo que ainda não foi apurado. Sem isso, um treinamento que não aconteceu continuaria aparecendo como "Matriculado" na ficha de cada pessoa, com as vagas ocupadas.
Registrar a presença
A presença é registrada em horas, não em sim ou não. Isso não é preciosismo: certificado depende de carga horária, e quem assistiu metade não pode receber o mesmo que quem assistiu tudo. Digite as horas na linha da pessoa e clique em Salvar.
Zero é uma resposta válida e significa ausente — diferente de deixar em branco, que significa que a presença ainda não foi apurada.
Mais horas do que o curso dura é recusado. A causa comum disso é um zero a mais digitado, e aceitar seria emitir certificado em cima de um erro de digitação.
Encerrar a turma
Encerrar a turma e apurar a presença é o momento em que o treinamento vira fato. Cada matrícula viva é comparada com a frequência mínima do curso — que, quando está em branco no cadastro do curso, é a carga horária inteira:
- igual ou acima → concluído, com a data da conclusão, e o treinamento passa a aparecer na ficha do colaborador;
- abaixo, mas com horas → abaixo do mínimo, sem conclusão e sem certificação;
- sem horas → ausente.
Corrigir as horas de alguém depois do encerramento reapura aquela matrícula na hora. O resultado antigo não fica de pé.
A armadilha: a certificação que não foi baixada
Quando o curso concede certificação, o sistema procura, entre as certificações exigidas pelo cargo vigente da pessoa, uma com exatamente aquele nome — e a comparação é por texto. Achando, grava a nova validade a partir do prazo daquela exigência; não achando, não baixa nada.
A coluna Certificação diz qual dos casos aconteceu, e é para isso que ela existe:
O que aparece | O que significa |
|---|---|
Válida até (data) | Baixada; a validade veio do prazo da exigência do cargo |
Baixada — não vence | Baixada; aquela exigência não tem prazo |
Nenhuma certificação do cargo tem o nome que o curso concede | Nada foi baixado. Confira a grafia dos dois lados |
A pessoa não tem cargo vigente | Nada foi baixado. Não havia conjunto de exigências para comparar |
Este curso não concede certificação | Nada era esperado |
As duas linhas em destaque ficariam idênticas a "não vence" se a tela mostrasse só a data vazia. É assim que um nome digitado com uma letra de diferença vira alguém que acredita estar habilitado.
Os treinamentos na ficha do colaborador
Na ficha de cada pessoa há o bloco Treinamentos, com o que ela cursou, quantas horas assistiu, quando concluiu e o que a conclusão rendeu de certificação.
Ele mostra também o que não foi concluído. O gestor que pergunta "essa pessoa fez o curso?" é mal servido por uma lista que só responde quando a resposta é sim: "matriculado e ausente" é justamente o fato que ele veio buscar.
O bloco pode ser escondido pelo botão Personalizar, como os demais da ficha.
Teste de conhecimento e pesquisa de satisfação
Dois instrumentos acompanham qualquer treinamento sério: o teste mede se a pessoa aprendeu, e é o que sustenta a certificação de quem depende dela; a pesquisa mede se o treinamento prestou, e é o que permite trocar um instrutor ruim antes da terceira turma.
Na prática os dois raramente acontecem, porque montar cada um dá trabalho e a turma seguinte já está no calendário. É por isso que eles nascem de modelos.
"Gerar automaticamente" aqui é gerar a partir de um modelo, não inteligência artificial escrevendo perguntas.
Montar um modelo
Abra "Modelos de teste e pesquisa" (/training-assessments). Menu Recursos Humanos → Modelos de teste e pesquisa. Escolha se é teste ou pesquisa — a escolha decide tudo o que vem depois:
| Teste de conhecimento | Pesquisa de satisfação |
|---|---|---|
Tipos de questão | múltipla escolha, dissertativa | escala, dissertativa |
Nota mínima | opcional | não se aplica |
Como é lido | com nome, por matrícula | só consolidado, por turma |
Abra o modelo e acrescente as questões.
A armadilha: questão objetiva sem gabarito
Numa questão de múltipla escolha o sistema exige que você diga qual alternativa é a correta. Isso é recusado, não aceito em branco — e a razão é que aceitar seria pior do que parece: a correção rodaria, não acharia com o que comparar, e todo participante perderia aquele ponto sem um único erro aparecer em lugar nenhum. Este formulário é o último momento em que alguém está olhando.
Na escala, o topo fica na questão, não numa constante do sistema. A base é sempre 1. Alargar a escala depois não muda o que cada resposta já dada significava.
Gerar para um curso
Na tela do curso, bloco Teste de conhecimento e pesquisa de satisfação: escolha o modelo e clique em Gerar do modelo.
O que acontece é uma cópia: as questões do modelo passam a existir também no curso. Ajustar a cópia depois não toca no modelo nem em nenhum outro curso gerado dele — é isso que torna seguro adaptar um curso, e sem isso ninguém confiaria num modelo depois da primeira vez.
As questões congelam assim que alguém responde. Editar uma mudaria o que as respostas já gravadas respondiam; acrescentar uma mudaria o denominador de toda nota já dada. Os dois recalculariam em silêncio a nota de gente que já foi embora.
Responder
Abra "Meus treinamentos" (/my-trainings). Menu Recursos Humanos → Meus treinamentos. O participante vê apenas as próprias matrículas — a tela não aceita identificador de outra pessoa, e o servidor resolve quem está pedindo pela sessão.
As respostas são gravadas conforme ele preenche. Enviar encerra a tentativa: no teste, é o que dispara a correção das objetivas — e depois disso o teste não aceita mais resposta, para que uma questão preenchida atrasada não devolva a nota já gravada para "aguardando". Na pesquisa não há nota a apurar; enviar apenas confirma, e o que foi escrito já entra no consolidado da turma.
A armadilha: a nota que não sai
No envio, as objetivas são corrigidas na hora. As dissertativas vão para uma pessoa — e, enquanto alguma estiver esperando correção, o resultado fica retido, não é calculado com o resto.
Isso é deliberado. Uma prova de dez questões com uma dissertativa por corrigir não é um 90: é um resultado que ainda não existe. Publicar o parcial poria na ficha da pessoa um número que ninguém sustenta e — porque nota parcial é idêntica a nota final na tela — ninguém jamais seria lembrado de ir ler o texto.
A tela do participante diz que está esperando. Do lado do RH, na tela da turma, o bloco Resultados do teste e da pesquisa lista as dissertativas pendentes com o texto de cada uma e um campo de nota de 0 a 1 — a fração do único ponto daquela questão. Corrigida a última, o resultado sai e vai para a matrícula.
A nota na matrícula
Fechada a correção, a nota entra na matrícula do participante e aparece na coluna Nota do teste, tanto na lista da turma quanto no bloco de treinamentos da ficha. Ela não muda o status da matrícula: quem concluiu o treinamento foi decidido pela presença, no encerramento da turma, e deixar uma nota digitada depois reverter aquilo retiraria uma certificação retroativamente sem nada na tela dizer por quê. A nota fica ao lado da conclusão, e as telas leem as duas juntas.
Quem só lê o cadastro não vê gabarito nem nota. A lista de modelos mostra título, tipo e nota mínima; o gabarito, a nota de cada participante e a fila de correção exigem manter o catálogo ou aprovar treinamento. Sem essa separação, o próprio participante — que tem acesso de leitura como todo mundo — abriria o modelo pelo menu e leria a resposta certa.
A armadilha: a pesquisa com poucos respondentes
A pesquisa de satisfação nunca é lida com nome. O que existe é a consolidação por turma — e ela só aparece a partir de três respondentes.
Abaixo disso o sistema diz quantos responderam de quantos são necessários, em vez de mostrar uma tabela vazia — tabela vazia leria como "ninguém respondeu", que é outra coisa. Não é excesso de zelo: com um respondente, "a média" é a resposta daquela pessoa sem o nome; com dois, duas pessoas que sentaram na mesma sala conseguem cada uma subtrair a própria e ler a da outra.
O mesmo piso vale por questão no texto livre: se todo mundo deu nota na escala e uma pessoa só escreveu o comentário, o comentário não aparece — sozinho, ele identifica quem escreveu tanto quanto uma média de um.
A consolidação fica no bloco Resultados do teste e da pesquisa, na tela da turma.
O plano anual de desenvolvimento
Abra "Planos de desenvolvimento" (/development-plans). Menu Recursos Humanos → Planos de desenvolvimento.
O sistema permite "registrar um plano de treinamento". Lido sem contexto, isso sugere um campo de texto. Num órgão público o plano tem nome, forma e prazo: é o Plano de Desenvolvimento de Pessoas, entregue todo ano a um órgão central, com data-limite.
A armadilha: o ano do plano não é o ano da entrega
O ano que você informa é o ano em que as ações acontecem. A entrega é no ano anterior:
IN SGP-ENAP/SEDGG/ME nº 21/2021, art. 3º — o PDP é elaborado anualmente com as ações "a serem executadas no ano seguinte ao do planejamento".
Art. 6º — enviado ao órgão central do SIPEC "até o dia 30 de setembro de cada ano civil, ou no dia útil subsequente".
Ou seja: o plano de 2027 vence em 30/09/2026. A tela mostra a data calculada para o ano que você escolher, justamente para ninguém precisar fazer essa conta de cabeça.
O prazo é do seu órgão
30 de setembro é o padrão federal e vale para os órgãos do SIPEC. Estado e município têm normativo próprio — por isso o dia e o mês são configuráveis na própria tela, por quem tem a alçada de escrever o plano.
Mudar o prazo vale daqui para a frente. Plano já aberto mantém o prazo sob o qual foi aberto — senão um plano entregue no prazo viraria "atrasado" porque alguém editou uma configuração meses depois.
As lacunas medidas
No plano, o bloco Lacunas de competência medidas cruza o que o cargo exige com o que a avaliação de desempenho encontrou, no período que você informar. Cada lacuna traz quantas pessoas estão abaixo, a distância média e os cursos do catálogo que a desenvolvem.
Aceitar uma lacuna cria uma linha do plano que carrega a competência que a originou. É isso que separa um plano de uma lista digitada — e é o que permite, depois, responder "por que este curso está aqui".
A armadilha: lista vazia não é a mesma coisa que sem base
Quando não há o que sugerir, a tela diz por quê, e são três respostas diferentes:
O que aparece | O que significa |
|---|---|
Nenhum ciclo de avaliação terminou nesta janela | Não há medição. No primeiro ano de uso, é a resposta certa — monte o plano à mão |
Ciclos terminaram, mas nada foi pontuado | Os ciclos existiram e não produziram medição |
Todo mundo atingiu o que o cargo exige | Isso é um achado, não uma ausência |
Uma tabela vazia diria as três de uma vez, e leria como se a função estivesse quebrada.
Entregar
Entregar o plano registra a data e — se passou do prazo — marca o atraso. O sistema aceita: plano atrasado vale mais que plano nenhum, e bloquear levaria alguém a antedatar, trocando um atraso visível por uma data falsa.
O que ele recusa é plano sem nenhuma linha: isso não diz nada ao órgão parecendo cumprimento.
Solicitação de treinamento
Abra "Solicitações de treinamento" (/training-requests). Menu Recursos Humanos → Solicitações de treinamento.
É o caminho de quem quer algo que o plano não previu. O colaborador pede para si mesmo em Meus treinamentos; o gestor pede para alguém da equipe aqui. A solicitação pode nomear um curso do catálogo ou só descrever o que precisa — o pedido útil costuma ser exatamente de treinamento que o catálogo ainda não tem.
A justificativa é obrigatória. Sem ela, quem decide não tem em cima de que decidir, e o pedido volta a ser resolvido por quem fala mais alto.
A armadilha: aprovar sem plano aberto
Aprovar escreve uma linha no plano que você escolher — e só um plano ainda em elaboração aceita. Se não houver nenhum, o botão não faz nada e a tela avisa.
Isso é de propósito: um "sim" que não pousa em lugar nenhum é um sim que ninguém executa, e quem pediu só descobre no fim do ano — o que, do lugar dele, é igual a ter sido ignorado.
Solicitação recusada continua na lista, com a decisão. Quem pediu tem direito de ver que foi respondido, e o plano do ano seguinte se escreve melhor contra o que foi recusado do que contra o silêncio. O botão Histórico mostra quem decidiu e quando.